Conar vai investigar post pago em ação da Sephora em blogs de moda

27/08/2012

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A Sephora abriu uma loja da marca no Brasil no mês passado, no shopping JK Iguatemi, em São Paulo

 

O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) vai investigar se a loja de cosméticos francesa Sephora e três blogs de moda desrespeitaram as regras da entidade, que exige que uma ação publicitária seja claramente identificada. A suspeita é de que sugestões de compra feitas pelas blogueiras Lala Rudge, Thássia Naves e Mariah Bernardes (sendo esta última filiada à rede FHits, da empresária Alice Ferraz) sejam, na verdade, propaganda paga, embora não identificadas dessa maneira.

As três postaram em seus respectivos blogs, no mês passado, elogios a produtos da marca YSL - revendidos no Brasil pela Sephora -, como delineador e máscara. O Conar afirma, porém, que o material coletado vai além dos textos publicados nos canais das blogueiras. A averiguação também leva em conta a publicação de fotos na rede social Instagram.

Os processos relativos a esses blogs, que estão registrados com a numeração 221, 222 e 223, foram abertos em 21 de agosto. Eles têm o mesmo relator, que é um dos 180 membros do conselho do Conar. A entidade não quis divulgar o nome do relator, embora todas as partes envolvidas recebam essa informação no momento em que ocorre a notificação do processo. Segundo o Conar, as partes já foram comunicadas.

Em caso de condenação, o conselho pode solicitar o fim ou a alteração da campanha. A decisão pode servir de embasamento para algum processo jurídico posterior. As decisões da entidade costumam ser seguidas pelo mercado publicitário.  

A Sephora abriu uma loja da marca no Brasil no mês passado, no shopping JK Iguatemi, de São Paulo.

A DINHEIRO entrou em contato com as três blogueiras e com a assessoria de imprensa da Sephora, mas ainda não recebeu retorno em relação aos pedidos de entrevista ou posicionamentos sobre o assunto.

Memória

O processo lembra o recente caso Perdi Meu Amor na Balada, ação de marketing da Nokia que também sofre processo no Conar por não ter sido claramente sinalizada como publicidade. O Conar deve julgar o caso no mês que vem.

 

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