Mesmo com corte nos juros, fundos e Tesouro continuam com taxas atraentes

Corte na Selic mais lento do que a redução da inflação torna maior o ganho real de aplicações 

11/01/2017 19:03

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Nesta quarta-feira, 11, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidiu cortar a Selic em 0,75 ponto porcentual, para 13% ao ano. Também hoje, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - a inflação oficial - encerrou 2016 em alta de 6,29%. Em 2015, o IPCA avançou 10,67%.

Dessa forma, mesmo prometendo um retorno menor do que no ano passado, ainda levam vantagem sobre a poupança títulos do Tesouro ou fundos de investimento que possuam taxa de administração abaixo de 2%. 

"A cada queda da Selic, diminui a vantagem dos fundos, mas ela deve durar até o fim de 2017", diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor executivo de estudos e pesquisas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). As projeções da associação apontam a Selic a 10,50% no fim do ano, o que sustentaria esse quadro.

Vale destacar, no entanto, que a poupança teve em 2016 um ganho nominal de 8,30%, o maior em dez anos segundo a provedora de informações financeiras Economatica. Assim, ela continua sendo a opção indicada para aplicações de curtíssimo prazo ou reserva de emergência. 

Para quem já possui aplicações em fundos ou Tesouro, o gerente de investimentos da corretora Concórdia, Mauro Mattes, recomenda cautela antes de tomar uma decisão sobre o resgate: "A dúvida frequente de quem aplicou a taxas mais altas é se deve resgatar ou não. Para quem não sabe como vai reaplicar o dinheiro, a melhor opção é mantê-lo investido", diz.

Ações 

Para quem está disposto a investir em renda variável, o gestor de recursos Chow Juei, da Spinelli Corretora, recomenda papéis dos setores de construção, infraestrutura (energia e concessionárias), consumo e setor bancário. 

A perspectiva de melhora da atividade econômica, com o consequente aumento da concessão de crédito e a maior disposição para consumir favorecem esses setores e podem trazer retornos interessantes para os investidores. "As empresas estão muito endividadas e, caindo os juros, isso diminui os encargos e aumenta os ganhos", diz Juei. 

Estadão conteúdo

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