O estilo Eike Batista cruza a fronteira

01/04/2010

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O empresário Eike Batista, que controla o grupo EBX, com negócios em mineração, metalurgia, portos e petróleo, fez um lamento público na semana passada. Reclamou de analistas que cunharam o termo ?risco X? e disparou contra os que dizem que suas companhias até agora só produzem ?vento?, o que poderia prejudicar a imagem de negócio junto aos investidores. ?Os investimentos são de longo prazo. É preciso captar dinheiro três ou quatro anos antes para implementar projetos de boa qualidade. É isso que as pessoas não veem?, declarou o homem mais rico do Brasil e o oitavo do mundo, com um fortuna de US$ 27 bilhões, segundo a revista americana Forbes.
 

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Terry Matthews (acima) é um empreendedor serial e considerado o Bill Gates do Canadá

Nem as críticas conseguiram parar o apetite de Eike por novos negócios. Enquanto ele falava em Nova York sobre abrir o capital do grupo EBX e de investir em banda larga, mais um empreendimento misterioso era anunciado. A empresa canadense Mitel, fabricante de telefones IP (aqueles que funcionam na internet), comunicava uma joint venture com o grupo EBX para fabricação no Brasil. O novo sócio de Eike é um empreendedor serial. Terry Matthews, 66 anos, chairman da Mitel, é considerado o Bill Gates do Canadá, embora sua origem seja britânica. Com 15 anos, já trabalhava na operadora British Telecom, no Reino Unido. Foi em férias para o Canadá e nunca mais voltou. Fundou 85 empresas. Apenas cinco não deram certo, segundo ele mesmo. Seus dois maiores sucessos são a NewBridge, vendida para a francesa Alcatel por US$ 7 bilhões em 2000, e a própria Mitel, cujo faturamento é estimado em US$ 1 bilhão.

Neste ano, a Mitel vai abrir o capital entre maio e junho. O objetivo é captar US$ 230 milhões. Sobre a joint venture, Matthews foi monossilábico, alegando estar em período de silêncio em razão do IPO. Quando questionado sobre os investimentos, não revelou. Não respondeu também sobre a participação dele e de seu sócio no novo empreendimento. Não se sabe nem quando a fábrica vai começar a funcionar. Gerar caixa? Nem uma palavra. A única certeza é de que o nome terá um X no final. Um negócio à la Eike Batista. Seu estilo cruzou fronteiras. 

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