Justiça ordena libertação de executivo do Facebook no Brasil

02/03/2016 11:03

Compartilhe:

Imprimir:

Um desembargador brasileiro ordenou nesta quarta-feira a libertação do vice-presidente do Facebook e Instagram para a América Latina, Diego Dzodan, um dia após ele ter sido preso por se negar a entregar à polícia mensagens de WhatsApp no âmbito de uma investigação sobre narcotráfico.

O desembargador Ruy Pinheiro considerou a detenção de Dzodan em São Paulo como uma "coação ilegal", informou o Tribunal de Justiça do estado de Sergipe em um comunicado.

Segundo Pinheiro, "me parece açodada a decretação da medida extrema de prisão na hipótese versada"

O Facebook, proprietário do popular serviço de mensagens WhatsApp, nega que tenha tentado obstruir a investigação policial.

A ordem de prisão preventiva de Dzodan, de nacionalidade argentina, foi expedida por um juiz criminal da localidade de Lagarto "a partir do reiterado descumprimento de ordens judiciais, de requerimento de informações contidas na página do site Facebook" e do aplicativo WhatsApp, destacou a Polícia Federal (PF) na terça-feira.

"Estas informações foram requeridas para a produção de provas a ser utilizadas em uma investigação sobre o crime organizado e o tráfico de drogas", indicou a PF.

A primeira ordem para que Facebook e WhatsApp entregassem as conversas foi expedida há quatro meses no âmbito de uma investigação sobre o narcotráfico em Sergipe.

Depois de reiterados pedidos à empresa americana, a justiça determinou há dois meses multar o Facebook em 50 mil reais por dia até que fornecesse a informação.

Diante da falta de resposta, a sanção foi elevada há um mês para um milhão de reais por dia, informou à AFP a Polícia Federal em Sergipe.

Após tomar conhecimento da detenção de Dzodan, a empresa comandada por Mark Zuckerberg criticou a decisão das autoridades brasileiras.

"Estamos decepcionados com a medida extrema e desproporcional de levar escoltado um executivo do Facebook a uma sede policial por um caso que envolve o WhatsApp, que opera separadamente do Facebook", anunciou a rede social em um comunicado.

Este não é o primeiro embate entre a Justiça brasileira e o Facebook. Em dezembro do ano passado, o WhatsApp foi suspenso durante 12 horas por um juiz em todo o Brasil devido à sua negativa de fornecer informações sobre uma investigação criminal.

O bloqueio, que revoltou milhões de usuários, acabou sendo derrubado por uma corte de apelações.

Avalie esta notícia:  starstarstarstarstar

Compartilhe:

Imprimir:

Deixe um comentário

(O comentário não pode exceder 500 caracteres)