Projeto do Mané Garrincha aprendeu com erros de chineses e sul-africanos

17/04/2013

Compartilhe:

Imprimir:

A elaboração do Estádio Nacional Mané Garrincha que será palco dos jogos da Copa do Mundo em Brasília buscou aprender com os exemplos positivos e negativos dos grandes eventos esportivos anteriores, tendo a sustentabilidade como ponto de convergência. Da Allianz Arena, estádio de Munique que sediou a abertura da Copa do Mundo da Alemanha, veio a lição ambiental, de buscar aproveitar reduzir ao máximo o impacto ambiental da estrutura, com sistemas para reduzir o consumo de água e energia.

Do lado dos exemplos negativos, ficou o aprendizado de que as estruturas dos jogos precisam ter uma maior integração com a cidade, tendo em vista o estádio de Johanesburgo, o principal da Copa do Mundo da África, que ficou longe do público.  Já o Ninho do Pássaro, usado na Olimpíada de Pequim, ensinou aos projetistas brasileiros que de nada adianta uma estrutura belíssima, mas que seja pouco sustentável ambientalmente. ?Hoje o Ninho do Pássaro virou um coletor de poluição que se acumula sobre as chapas de metal do teto, utilizando muita água para ser limpa?, disse Eduardo de Castro Mello, arquiteto responsável pelo projeto do Mané Garrincha durante o seminário ?As Cidades da Copa?, promovido pela revista IstoÉ.

 

Cidades da Copa - arquiteto Eduardo de Castro Mello.jpg

O arquiteto Eduardo de Castro Mello é responsável pelo projeto do Mané Garrincha

 

Considerado pelo projetista como uma das principais intervenções urbanísticas de Brasília desde a sua criação, o Mané Garrincha deve servir como um indutor de turismo para a cidade. ?As obras de arquitetura atraem a atenção de pessoas em todo o mundo, e servem como um cartão postal da cidade?, disse Carlos Alberto Vieira, vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens do Distrito Federal (Abav-DF).

 

Cidades da Copa - Carlos Alberto Vieira vic pres Abavdf.jpg

Carlos Alberto Vieira, vice-presidente da Abav-DF, afirmou que o novo estádio vai incentivar o turismo



O secretário do Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Gutenberg Uchoa, disse que a construção do estádio em Brasília representa uma quebra de paradigmas para a cidade, trazendo à tona o potencial econômico de Brasília. ?Queremos atrair investimento em inovação e tecnologia para o Distrito Federal?, afirmou Uchoa.

 

Leia também:

Brasília quer usar Copa para se firmar como destino de negócios e eventos no Brasil

Projeto do Mané Garrincha aprendeu com erros de chineses e sul-africanos

 


 

Avalie esta notícia:  starstarstarstarstar

Compartilhe:

Imprimir:

Deixe um comentário

(O comentário não pode exceder 500 caracteres)