DINHEIRO EM AÇÃO

Nº edição: 603 | MILTON GAMEZ | 29.ABR.09 - 10:00 | Atualizado em 17.06 - 12:48

Para não comer poeira

Investir em tempos de crise exige perícia, cautela e, para ganhar mais, uma certa ousadia. Saiba como não ficar para trás no rali financeiro

Por Especial Fundos 2009

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OS ÚLTIMOS 12 MESES FORAM PENOSOS PARA os investidores. O agravamento da crise financeira global em outubro do ano passado caiu como uma tromba d'água sobre os participantes de um rali. Foi lama para todo lado. Muitos gestores internacionais afundaram depois da quebra do Lehman Brothers, até mesmo nomes consagrados como Bears Sterns e Merrill Lynch. Todas as bolsas de valores do mundo sofreram e, no Brasil, não foi diferente.

O Ibovespa, que em maio alcançou 73.500 pontos, desabou e só nas últimas semanas voltou a superar os 40 mil pontos. O dólar disparou e os juros - pela primeira vez num momento de crise global - caíram. Várias carteiras multimercados sofreram saques expressivos diante da aversão ao risco de muitos cotistas. Nessa corrida, muitos gestores de fundos de investimento ficaram para trás. Se você quer saber quem sobreviveu ao "ralido subprime", mergulhe nas próximas páginas.

O Guia de Fundos de Investimento 2009 da revista DINHEIRO traz rankings exclusivos, preparados pela Tag Investimentos, com o desempenho dos melhores fundos entre abril de 2008 e março deste ano. Como em toda boa corrida, não se pode confiar em um único instrumento de navegação, como a rentabilidade absoluta. Aqui, o desempenho dos fundos é ponderado pelo risco que os gestores correram nessa complicada travessia. "Os fundos melhores são aqueles que apresentaram maior rentabilidade com menor volatilidade em sua categoria", afirma Marcelo Pereira, sócio da Tag. As tabelas trazem os melhores fundos de renda fixa, DI, multimercados (com e sem renda variável), long & short (arbitragem), ações e cambiais.

A técnica escolhida pela DINHEIRO foi o Índice de Sharpe, concebido por William Sharpe, professor emérito de finanças da Universidade Stanford, dos Estados Unidos, e vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1990. Os rankings foram elaborados conforme o Índice de Sharpe medido nos últimos 12 meses, mas trazem também o desempenho em 24 meses dos fundos abertos antes de março de 2007. A Tag utilizou a base de dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), com 8.179 fundos e um patrimônio total de R$ 1,2 trilhão.

Os fundos foram ordenados em três categorias de aplicação inicial: até R$ 10 mil; de R$ 10 mil a R$ 50 mil e acima de R$ 50 mil. Foram eliminados os exclusivos, os fechados, os espelhos (que replicam carteiras) e os de previdência. Os fundos masters, que recebem aplicações de outros fundos de uma mesma instituição, também foram excluídos. Carteiras com patrimônio líquido inferior a R$ 1 milhão foram desconsideradas.

Guia traz os melhores dentre os mais de 8 mil fundos listados pela Anbid na corrida de R$ 1,2 trilhão

A ideia deste guia é oferecer uma excelente ferramenta de comparação dos melhores fundos do mercado com aqueles oferecidos pelo seu banco. O leitor mais atento perceberá que alguns dos campeões aqui mostrados já estiveram entre os melhores de edições anteriores. Outros sumiram.

Afinal, desempenho passado não é garantia de desempenho futuro. Com o tempo, os gestores mais consistentes sobressaem. Cabe a você, leitor da DINHEIRO, decidir se o seu dinheiro está sendo bem cuidado pela instituição de sua confiança. Para ajudá-lo nessa corrida pela multiplicação da riqueza, o guia traz entrevistas com os melhores gestores de 2009 e analistas renomados sobre as perspectivas futuras. A boa notícia é que, depois da tempestade, vem a calmaria e, quem sabe, a bonança. "A lama está secando", afirma Marcelo Xandó, diretor da Verax Serviços Financeiros. Boa prova!

 

 

 

 


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