ESTILO

Nº edição: 286 | 19.FEV.03 - 10:00 | Atualizado em 04.03 - 18:12

RALLY NAVAL

Nada de lama ou buraco. A nova onda entre os executivos é disputar provas de regularidade no mar

Por Renato Mendes

Se para você rally é sinônimo de jipes enlameados, estradas esburacadas e pilotos estressados, esqueça tudo o que ouviu falar do esporte. Uma nova modalidade começa a surgir. Não em terrenos arenosos ou irregulares, mas sim no mar, onde luxuosas embarcações motorizadas que valem mais de US$ 2 milhões substituem os truculentos carros. A equipe aqui não será formada pela elite do esporte, mas por empresários, executivos e profissionais liberais que trocam o terno e gravata  pela descontraída roupa de capitão de fim de semana. Foi o que se viu no 3º Rally Oceânico da Audi, que reuniu 55 embarcações na semana passada, no litoral Sul do País. Emparelhadas no Iate Clube de Caiobá (PR), as portentosas lanchas seguiram rumo à paradisíaca Ilha dos Herdeiros, em São Francisco do Sul (SC). Cada competidor em busca de um lugar no pódio e diversão garantida. “Isso é a minha terapia. Deixo o estresse no escritório e me divirto com a família”, diz Marcos Domakosky, presidente da Associação Comercial do Paraná.

Nessa disputa o que menos faz diferença é o profissionalismo. Prova disso é que Domakosky, cuja equipe é formada pela esposa e seus três filhos, alcançou a 2ª posição. O motivo? Precisão. O segredo nesse tipo de competição não é a velocidade, mas sim o controle. Cada lancha tem um determinado tempo para passar por cerca de dez obstáculos marcados na carta náutica. Quem realizar o percurso no tempo exato vence a prova. Pelo segundo ano consecutivo quem levou a taça foi o médico José Jorge Neto, a bordo do Havana, uma Cabrasmar de 40 pés avaliada em US$ 260 mil. “Isto é nosso hobby, nosso grande lazer”, dizia o eufórico Neto, enquanto os outros aproveitavam o sol escaldante, como o presidente da Audi do Brasil, Frank Segieth, à bordo de uma lancha Fairlaine de US$ 2,3 milhões. Até mesmo Paulo Lemos, competidor profissional de rally terrestre, se rendeu à atmosfera do evento náutico. “Definitivamente, o rally de precisão é muito mais interessante no mar. Na terra é uma chatice”, disse Lemos. Também, a temperatura de 35º C, que no rally terrestre não é nem um pouco agradável, no mar é uma dádiva.


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