ESTILO

Nº edição: 285 | 12.FEV.03 - 10:00 | Atualizado em 04.03 - 16:54

O ASTRO DA COHIBA

O Siglo VI, a nova obra de arte da fabricante de charutos, chega ao País no segundo semestre

Cada vez que a Habanos S.A., fabricante do Cohiba, anuncia o lançamento de um novo charuto,
os aficionados fumantes entram
em polvorosa. Mostra disso foi
o que ocorreu na pré-estréia do Siglo VI, último membro da nobre linhagem de charutos da marca que será lançado nas próximas semanas. No final de 2002, o Siglo VI foi apresentado em primeira mão aos maiores especialistas em “habanos” do mundo, durante um jantar filantrópico, em Londres. Após algumas baforadas, a maioria dos convidados pagou US$ 3,2 mil por uma caixa com 25 unidades do Cohiba Siglo VI.

Para entender o efeito mágico de um Cohiba é preciso voltar um pouco no tempo. No início dos anos 60, logo após a revolução cubana, boa parte dos barões do tabaco deixou Cuba levando embora seu know-how na arte de fazer charutos. Para provar que o país era capaz de manter a hegemonia na terra dos “habanos”, Fidel criou o charuto Cohiba, o primeiro a ser fabricado sob o regime comunista. Durante vários anos, o Cohiba só foi saboreado por um restrito grupo de pessoas próximas a Fidel (incluindo ele próprio, que só parou de fumar charutos em 1985 por ordens médicas).

A partir de 1982, o Cohiba começou a ser vendido. Rapidamente, tornou-se o charuto mais desejado do planeta. Até hoje, nas suas andanças pelo mundo, Fidel presenteia os chefes de Estado e as autoridades com uma caixa de Cohiba. Há dez anos, a Habanos S.A. lançou uma linha top, a Linea 1492, com o charuto Siglo I. Segundo os especialistas, a euforia em torno do último membro dessa linhagem, o Siglo VI, que está prestes a entrar no mercado, tem razão de ser.

Feito com a melhor seleção de folhas de tabaco de Cuba, provenientes dos campos de Pinar del Rio, o Siglo VI recebe um tratamento único. Suas folhas, envelhecidas durante três anos, contam com uma terceira fermentação (normalmente as folhas são fermentadas duas vezes), que fortalece o aroma e torna o sabor mais agradável. Para acomodar os charutos Siglo VI, está sendo lançado um humidor, feito a mão na Itália. O preço: US$ 3 mil em Havana. Fora de Cuba, o humidor deverá custar o dobro.


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