NEGÓCIOS

Nº edição: 232 | 01.FEV.02 - 10:00 | Atualizado em 17.04 - 13:00

SCHICK ESTÁ AFIADA

Fabricante de lâminas de barbear cresce 250% em dois anos e incomoda a líder Gillette

Por Danielle Alloe

Durante longos 15 anos, a Schick, fabricante americana de aparelhos de barbear, viveu sob estado de hibernação no Brasil. Estava contente com uma participação discreta de mercado, sentia-se impotente ante a líder absoluta Gillette e incapaz de reagir ao avanço de concorrentes como a BIC. A letargia durou até 2000. Em junho daquele ano, a gigante Pfizer comprou por US$ 90 bilhões a Warner Lambert, dona da Schick. Foi a maior transação do setor farmacêutico na história dos EUA e teve o efeito de um estimulante para a Schick no Brasil. Com o braço forte da Pfizer, a fabricante ganhou novo nome, Schick Exacta, e novo fôlego. Os produtos foram redesenhados, agregaram tecnologia, conquistaram novos pontos de venda e ganharam prioridade nas operações Pfizer. A fabricante agiu rápido: foco no setor dos aparelhos descartáveis, responsável por 64% das vendas no Brasil. Em dois anos, a Schick Exacta cresceu 250% e abocanhou 7% de participação no setor. Agora, só perde para a Gillette.

“Não podíamos estar fora de um mercado que movimenta R$ 600 milhões ao ano”, afirma Larissa Diniz, gerente de marketing da Schick Exacta. Segundo a executiva, algumas estratégias foram decisivas para o crescimento da marca. Entre elas, a adição de duas lâminas, cabos emborrachados e botões autolimpantes em aparelhos descartáveis. Outro fator de alavancagem foi o reforço na distribuição. O poder da Pfizer junto ao varejo permitiu um aumento de 30% nos canais de venda dos produtos da Schick Exacta. Os investimentos em marketing também fizeram diferença. Um investimento de R$ 500 mil em ações de marketing com jovens nas praias refletiu diretamente nas vendas: nos primeiros quinze dias de janeiro, elas cresceram 25% em relação a igual período de 2001.

A recente hibernação no Brasil contrastava com o desempenho da empresa no mundo – em alguns países, como Japão e Taiwan, a marca detém a liderança absoluta. Com faturamento global de US$ 800 milhões e fábricas no Japão, Alemanha, EUA e Venezuela, a empresa conquistou 20% do mercado mundial. No Brasil, há apenas a montagem dos aparelhos. Por enquanto, Larissa descarta a produção local: “Ainda é prematuro”. O que a Schick quer primeiro é cativar o consumidor. “Temos potencial para desbancar a concorrência”, diz. Mas se quiser mesmo encostar na Gillette, a Schick terá de fazer algo mais do que importar componentes.


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      • Rogério Pessoa Bettencourt

        em 31/05/2012 12:02:47

        Na minha juventude usei os Aparelhos de Injetar Schick com graduação de abertura. Sempre foi o melhor e o mais econômico. Como adulto usufrui um bom tempo dos mesmos. Tenho os aparelhos (2) até hoje e não me conformo de não encontrar os injetores com aquelas maravilhosas lâminas. Como faço?

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        • Fabio Scatolini

          em 15/12/2011 23:28:02

          O Aparelho Xtreme 3 é tão superior aos concorrentes que nem parece descartável, de tão durável. Mas ha muito tempo que não encontro no Brasil, nem pela internet. O que faço é comprar da AMAZON, via internet. Dentro de limite de 50 dólares, que não paga imposto, pode-se comprar até 30 aparelhos

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          • Nayane

            em 19/11/2011 20:54:18

            Sr. Antônio, a marca Schick de aparelhos de barbear é distribuída no Brasil exclusivamente pela empresa Arcom S/A, localizada no município de Uberlândia/MG, e que distribui produtos por quase todo país. Solicite este aparelho ao dono do estabelecimento em que está acostumado a frequentar.

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            • LUIZ ANTONIO PEREIRA

              em 18/11/2011 00:54:19

              O SEU BARBEADOR EMBORACHADO DO CABO VERDE É EXCELENTE, EU EXPERIMENTEI E RECOMENDEI, MAS COMO É COMPRÁ-LO, COMPREI A 1ª VEZ NA REDE ATACADÃO, (ACABOU), DEPOIS ACHEI NA REDE CATRICA-LA(ACABOU) POR FAVOR ME INFORMEM ONDE ACHA-LO , O PRODUTO É OTIMO , MAS MAL TRABALHADO QUE PENA !

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