INVESTIDORES

Nº edição: 281 | 14.JAN.03 - 10:00 | Atualizado em 26.04 - 09:30

UMA INFÂNCIA COM O COFRINHO CHEIO

Esqueça a poupança. Os bancos já têm opções como fundos de ações, de renda fixa e PGBL dedicados ao investidor mirim

Por Claudia Bredarioli

Fazer aplicações para os filhos ou estimulá-los a poupar parte de sua mesada pode render mais do que lucros financeiros. É um aprendizado. “Quem começa cedo a lidar com dinheiro, tem mais chance de sair-se bem na idade adulta”, afirma a educadora financeira Cássia D’Aquino. A boa notícia é que o mercado leva essa teoria bem a sério e aumenta, a cada dia, a oferta de produtos sob medida para o público mirim. Nesse tipo de investimento, há, em geral, duas opções: os pais tomam as decisões em nome dos filhos ou apenas assessoram a garotada na tarefa.

Atualmente, os mais jovens não são barrados em nenhum setor do mercado financeiro. É censura livre. Até mesmo o arriscado pregão da Bovespa está com as portas abertas. A corretora Coinvalores oferece o fundo Kids Ações, exclusivo para o público juvenil. Também é possível comprar e vender papéis diretamente na Bolsa. No caso dos menores de 18 anos basta uma autorização dos pais ou responsáveis. Quem prefere dar os primeiros passos com mais segurança no complexo mundo das finanças encontrará uma vasta opção de fundos de renda fixa para garantir o futuro.

Entre eles, o mais bem cotado para as crianças são os planos no modelo Plano Gerador de Benefícios (PGBL), que têm como apelo a formação de poupança para custear os estudos. A Caixa Econômica Federal criou o Fundo Previ Invest Crescer com aplicação mínima de R$ 50. É um formato semelhante ao oferecido por outros bancos, como o Unibanco, que tem o Prever Kids. Estima-se, em média, que um investimento mensal de R$ 150 a partir do nascimento da criança possa ser suficiente para garantir o pagamento de uma renomada faculdade. Segundo os especialistas, produtos como esses ao mesmo tempo protegem a criança e criam uma cultura de investimento. “Há dois benefícios conjuntos, o de acumular o dinheiro e o de garantir que os filhos terão uma retirada mensal de um valor pré-estabelecido”, diz o diretor de Vida e Previdência do Unibanco, Hosannah Santos.

É aí que entra a importância dos pais. A estratégia das instituições consiste em informar os responsáveis, embora os produtos sejam formatados especialmente para as crianças. Justamente por isso, grande parte desses planos adotam o PGBL como base. Com ele, os pais podem usufruir dos benefícios de desconto no Imposto de Renda. Na Canadá Life, as mulheres representam 68% dos clientes que aderiram ao PGBL Júnior nos três anos de oferta do produto. A maioria presenteia os filhos com a aplicação. A grande participação mostra a preocupação com a educação financeira dos pequenos. Mas, atenção: se não for feito o passo a passo, conforme a capacidade de entendimento da criança, em vez de criar um conceito de poupança, isso pode gerar um estresse na sua relação com o dinheiro, resultando num efeito contrário.


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  • Tãnia Donisete Vassão

    em 21/09/2011 21:02:04

    Adorei o tema e aproveito para ter uma idéia para o projeto que desenvolvo com meus alunoa "Educação Financeira", falar sobre o "Prever Kids"

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