INVESTIDORES

online | Economia | 04.MAI.12 - 17:26 | Atualizado em 21.04 - 01:47

Um passeio pela história da poupança

Tradição popular da caderneta explica temor sobre mudanças anunciadas pelo governo

Por Por Luís Artur Nogueira

Um rápido passeio pela história da caderneta de poupança talvez explique o porquê de ser tão difícil e polêmico promover qualquer alteração nas suas regras. Um decreto do Imperador Dom Pedro II, datado do dia 12 de janeiro de 1861, determinou que a então recém-criada Caixa Econômica da Corte no Rio de Janeiro fosse a responsável pela poupança dos brasileiros. A instituição teria de “receber, a juro de 6%, as pequenas economias das classes menos abastadas e de assegurar, sob garantia do Governo Imperial, a fiel restituição do que pertencer a cada contribuinte, quando este o reclamar”. Dez anos depois, outra lei possibilitaria que os escravos depositassem em cadernetas de poupança eventuais recursos auferidos em atividades remuneradas, caso recebessem autorização dos seus senhores.

 

Dom Pedro II interna.jpg
O Imperador Dom Pedro II decretou a criação da poupança da Caixa Econômica da Corte no Rio de Janeiro em 1861

 

Desde então, são cerca de 150 anos de um instrumento financeiro de fácil entendimento e sem nenhum risco, dois fatores apreciados pela população em geral, em especial, a baixa renda. Embora a sua credibilidade tenha sido arranhada pelo confisco do governo Collor, em 1990, a boa e velha caderneta continua sendo o destino preferido de cerca de 100 milhões de brasileiros, dos quais 99% têm menos de R$ 50 mil em depósitos. Se por um lado a atual remuneração fixa (TR + 6,17% ao ano) significa segurança para o poupador, por outro impede uma redução maior da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 9%. 

 

Fernando Collor interna.jpg
O presidente Fernando Collor determinou o confisco das poupanças em 1990


Mexer nesse vespeiro foi algo que o ex-presidente Lula tentou, por exemplo, e não conseguiu. Agora, convicta de que o crescimento econômico do Brasil não pode esperar, a presidenta Dilma Rousseff cravou a alteração em pleno ano eleitoral. “O Banco Central pode baixar a Selic ainda mais e haverá benefício para toda a sociedade e economia brasileira”, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista coletiva para explicar as mudanças, na quinta-feira 3. “Não há rompimento de contratos, usurpação de direitos nem prejuízo para os atuais detentores das cadernetas de poupança.”

 

Dilma - interna.jpg

A presidenta Dilma Rousseff cravou a alteração em pleno ano eleitoral

 

 

 

> Siga a DINHEIRO no Twitter 

> Curta a DINHEIRO no Facebook

 


Multimídia

A missão mais difícil de Belini

O executivo que fez da Fiat a maior montadora do País tem pela frente a tarefa de manter a liderança do mercado em um ambiente de crise, cercado por concorrentes cada vez mais agressivos e numerosos. Confira os bastidores da reportagem

Quem vai mandar nessa turma?

Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, prepara-se para passar o comando da empresa para seus filhos. em jogo, um negócio que movimenta mais de R$ 2 bilhões em 30 países

Os novos empreendedores do mercado erótico

Conheça histórias de empresários que mudaram radicalmente de ramo e decidiram apostar na indústria do prazer - que atualmente movimenta mais de US$ 46 bilhões por ano no mundo

Economia - Um vice-presidente com voz própria e personalidade forte

Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

- - Fatos em Destaque

- - Fatos em Destaque


  • seo thing

    em 19/12/2013 18:53:39

    KcpIwU I loved your post.Really thank you! Great.

    Denuncie esse comentário

    Por favor, preencha todos os campos abaixo para deixar seu comentário.
    A Istoé Dinheiro pode utilizar este comentário para divulgação na revista impressa.

      índice de matérias edições anteriores edições especiais assine a revista

      © Copyright 1996-2011 Editora Três
      É proibida a reprodução total ou parcial deste website, em qualquer meio de comunicação, sem prévia autorização.
      Fechar [X]