NEGÓCIOS
Nº edição: 743 | O país das oportunidades | 28.DEZ.11 - 19:45 | Atualizado em 06.01 - 15:49
A multiplicação do ABC
Projetos de novas fábricas privilegiam cidades distantes dos tradicionais redutos de produção de veículos.
Por Rafael FREIRE
Em dezembro de 2010, o presidente da Fiat na América Latina, Cledorvino Belini, anunciou que a montadora italiana iria construir mais uma fábrica no Brasil. Assim como na década de 1970, quando se decidiu por Betim (MG) para erguer sua primeira unidade industrial no Brasil, longe do tradicional polo do ABC paulista, onde estavam localizadas as montadoras instaladas no País, a Fiat surpreendeu mais uma vez. O local escolhido foi o município de Goiana, a 65 quilômetros do Recife. Com investimento que pode chegar a R$ 4 bilhões, a unidade terá capacidade de produzir 250 mil veículos por ano. “O Nordeste cresce em um ritmo acima da média brasileira”, afirmou Belini à DINHEIRO. “Goiana é hoje o que Betim era 39 anos atrás.” Assim como a Fiat, outras montadoras estão seguindo a mesma rota, redesenhando o mapa da indústria automobilística no Brasil. De dez projetos de fábricas anunciados em 2011, cinco são em locais onde não havia uma única fábrica de veículos até então.

Safra renovada: as montadoras, como a Mercedes-Benz, investirão R$ 40 bilhões no Brasil até 2017.
Entre elas, três estão em São Paulo: a chinesa Chery construirá sua unidade industrial em Jacareí, a japonesa Toyota escolheu Sorocaba e a sul-coreana Hyundai ergue sua planta fabril em Piracicaba. As outras duas ficarão por conta da japonesa Suzuki, que vai para Itumbiara (GO), e da holandesa DAF, que produzirá caminhões em Campos Gerais (PR). A Volkswagen, por seu turno, estuda ampliar sua capacidade produtiva ou erguer uma nova fábrica, possivelmente, no Nordeste. “Os grandes centros já estão saturados”, diz João Carlos Rodrigues, diretor da consultoria britânica JATO Dynamics, especializada no setor automobilístico. O que leva essas empresas a buscar locais não tradicionais para erguer suas fábricas? A razão mais óbvia são os incentivos fiscais que os municípios oferecem para ganhar o investimento. Tanta concessão assim faz sentido.

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James Habe
em 01/01/2012 23:52:28
O Brasil está na rota das montadoras. O mercado que está entre os maiores do mundo mostra como temos potencial. No entanto, o mapa acima mostra algo que ainda temos que melhorar a infra-estrutura logística para que todos saiam ganhando.
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James Habe
em 01/01/2012 23:52:27
O Brasil está na rota das montadoras. O mercado que está entre os maiores do mundo mostra como temos potencial. No entanto, o mapa acima mostra algo que ainda temos que melhorar a infra-estrutura logística para que todos saiam ganhando.
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