ECONOMIA
Nº edição: 743 | O país das oportunidades | 28.DEZ.11 - 19:45 | Atualizado em 25.03 - 12:12
Meio milhão de empregos à vista
Ao contrário da crise em 2008, quando houve demissões exageradas, a ordem nas empresas é pisar imediatamente no acelerador.
Por Luís Artur NOGUEIRA
O ano novo começa em meio a inúmeras incertezas sobre a capacidade da Europa superar a crise, a velocidade de recuperação da locomotiva americana e o fôlego da economia chinesa. Em outros tempos, seriam argumentos mais do que suficientes para que os empresários brasileiros dessem um tempo, pisassem no freio e só pensassem em retomar os investimentos depois do Carnaval. Esse roteiro foi seguido à risca no começo de 2009, ainda sob os efeitos da quebra do banco Lehman Brothers, em setembro do ano anterior. Houve inúmeras demissões que terminaram por se mostrar equivocadas em empresas como a Embraer, que demitiu, à época, 4,2 mil funcionários, cerca de 20% do seu quadro, ou, ainda, a Vale, que mandou para a rua 1,3 mil empregados. O pessimismo em relação ao futuro, porém, gerou mais adiante gastos elevados com a recontratação e treinamento de funcionários, além da perda de mercado para a concorrência. Este ano começa bem diferente e um termômetro claro dessa realidade é o próprio mercado de trabalho.

Procuram-se trabalhadores: está previsto o preenchimento de 500 mil vagas
formais no Brasil até o fim de março.
Enquanto a taxa de desemprego era de 7,4%, em novembro de 2009, o País inicia 2012 num patamar inédito de 5,2%, o menor da história. A atividade mais moderada no ano passado, porém, abre a perspectiva de um PIB ainda morno para o início de 2012. A temperatura deverá subir, efetivamente, no segundo semestre, com a ampliação de oportunidades no mercado interno. Essa perspectiva de médio prazo é a senha para as empresas desengavetarem projetos e saírem contratando logo nas primeiras semanas do ano. “Apesar do vento frio que vem de fora, a economia continua quente no Brasil”, diz Rogério Toster, diretor de relações com investidores da TIM. A operadora de telefonia celular prevê a admissão de mil funcionários no primeiro trimestre, um acréscimo de 10% no quadro total da empresa. “O crescimento da renda das famílias e a baixa taxa de desemprego garantem a demanda por serviços de telecomunicações”, afirma.

Luciana Machado, da Netshoes: "vamos contratar 300 funcionários até março, aumentando em 20% o nosso quadro".
“O maior aprendizado foi ampliar os investimentos, acreditar no futuro e gerar um ciclo virtuoso de investimento, emprego, renda e impostos.” Bom para os fabricantes, o efeito multiplicador do ganho de renda do consumidor também anima o varejo. Segundo a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), serão abertas ao menos 50 mil vagas em todo o País para dar conta do aumento das vendas até março. O otimismo também está presente no mundo virtual. Após bater recorde no Natal, o comércio eletrônico fechou 2011 com faturamento de R$ 18,7 bilhões, alta de 26% em relação ao ano anterior, segundo a consultoria e-bit. “A expansão do e-commerce e a solidez da economia brasileira promoverão o crescimento em 2012”, diz Luciana Machado, executiva de recursos humanos da Netshoes, empresa líder em operações online de material esportivo. Para acompanhar a expansão da demanda, a companhia vai ampliar em 20% o quadro de funcionários até março, preenchendo 300 novas vagas. Outro setor que passou praticamente incólume à crise de 2009, e promete começar 2012 a toda velocidade, é o automotivo.

>Leia também as outras matérias do "Especial: O país das oportunidades"
O otimismo do Brasil que produz
O Brasil vai virar um canteiro de obras
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Egydio Ivo Favaretto Junior
em 02/01/2012 08:20:03
Otimismo sempre, é a ordem brasileira, para mais este ano... Precisamos de tudo, de melhorar nossos lixões !!!, até as Industrias de tecnologia de ponta em satélites, aviões, etc...Mas precisamos achar um modo de precionar mais o Congresso e Senado, para ativar e iniciar a reforma tributária.....
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