NEGÓCIOS
Nº edição: 737 | Capa | 18.NOV.11 - 21:00 | Atualizado em 23.05 - 13:59
O senhor do luxo
Com uma estratégia voltada aos clientes de altíssima renda, o empresário José Auriemo Neto fez da JHSF a empresa que mais se valorizou no setor de construção em 2011
Por Ralphe MANZONI JR. e Carlos Eduardo VALIM
Quando se mudar com sua mulher, Mariana, e seus três filhos, em 2012, para o edifício Tuias, no Parque Cidade Jardim, um audacioso empreendimento que engloba nove torres residenciais, três prédios comerciais e um shopping center repleto de grifes internacionais de luxo, o empresário paulista José Auriemo Neto, 35 anos, não demorará mais do que dez minutos para percorrer o caminho entre sua casa e o escritório, localizado no 26º andar de um dos edifícios comerciais do complexo. Isso não significa que Zeco, como é mais conhecido o presidente do grupo JHSF, ficará encastelado no seu palácio às margens do rio Pinheiros, em São Paulo. Até porque, ele gosta de gastar, literalmente, sola de sapato. Recentemente, Auriemo deixou uma reunião no centro e pegou o metrô para conhecer a recém-inaugurada linha 4. “Temos de viver as cidades em que atuamos, saber o que está acontecendo, as tendências e o que as pessoas estão pensando”, diz Auriemo. Nos fins de semana, ele pega o carro ou o helicóptero e sai pela capital em busca de bons terrenos para construir os seus empreendimentos. “Essa é a nossa matéria-prima”, afirma. Quando não está atrás de espaços para erguer seus negócios, ele pode ser visto entregando as chaves para os lojistas do shopping que está construindo em Salvador, na Bahia, ou em um torneio hípico na Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz, no interior de São Paulo, promovido pela JHSF para atrair mais clientes endinheirados aos seus projetos.
Em São Paulo, ele costuma chegar cedo ao escritório, por volta das 8h15. Só sai de lá depois das 21 horas. Para ele, trabalho e lazer são palavras que se confundem em seu dia a dia. Tanto esforço assim parece estar sendo recompensado. No dia 11 de novembro, a JHSF, que atua no ramo de incorporação, shopping centers, prédios residenciais e comerciais e hotéis com a marca Fasano, apresentou os resultados financeiros do terceiro trimestre de 2011. Os números impressionam. A receita bruta chegou a R$ 703,2 milhões nos nove primeiros meses deste ano, alta de 56% ante o mesmo período do ano passado. O lucro líquido teve um salto de 253%, atingindo R$ 170,6 milhões no acumulado dos três trimestres. A geração de caixa triplicou, chegando a R$ 231,8 milhões. Essas não são as únicas boas notícias para Auriemo. Entre as ações das companhias do mercado imobiliário, listadas na Bovespa, as da JHSF são as que mais se valorizaram em 2011. Até o dia 16 de novembro, haviam acumulado alta de 30,3%.
No mesmo período, o Ibovespa caiu 15,5%. Mais: de 19 companhias abertas do setor, apenas três estavam se valorizando neste ano. As demais amargavam quedas expressivas, como a Brookfield (- 28,5%), MRV (- 28%), PDG (- 28,1%) e Gafisa (- 52,4%). “A JHSF surpreendeu positivamente, principalmente por conseguir ampliar sua rentabilidade, que já se encontrava em patamares consideravelmente elevados para o setor”, diz Wesley Pereira Bernabé, analista da BB Investimentos.Por trás do desempenho da JHSF está a aposta em um segmento que vem passando ao largo da crise financeira global: o mercado de luxo. Os números fundamentam essa estratégia. Em 2011, o mercado de artigos de luxo deve faturar R$ 20,9 bilhões no Brasil, segundo pesquisa realizada pelas consultorias MCF e GfK. Trata-se de um crescimento de 38% sobre o ano anterior. O número de brasileiros com mais de US$ 1 milhão para investir chegou a 155 mil em 2010, de acordo com a Merrill Lynch e a Capgemini. Em 2005, eram 109 mil. Detalhe importante: desse universo, 85% têm mais de US$ 30 milhões para gastar. Estudo elaborado pela Real Capital Analytics (RCA), empresa de Nova York especializada no mercado imobiliário mundial, mostra que o setor atingiu, no Brasil, o volume recorde de investimentos estrangeiros em grandes propriedades: US$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre de 2011.


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luiz vieira
em 27/12/2011 00:39:58
Concordo plenamente com a a Laiz. A classe média tem esta filosofia de vida. Acha que os país tem que dar tudo para o filhinho. Venho de uma familia pobre, tive uma infância curta, começei a trabalhar e estudar, cedo. Não me arrependo. Hoje sou um pequeno empresário. E pretendo crescer.
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hugo
em 26/11/2011 00:28:30
tao de sacanacagem ne? ele nasceu rico, a empresa ja era do pai dele. basta ele nao fazer besteira.
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Laiz C. Pires
em 20/11/2011 22:16:46
O Senhor do Luxo é uma demonstração de que o trabalho mesmo na juventude, só engrandece o ser humano. Algumas famílias querem dar aos filhos "tudo que não tiveram na infância' e estragam os filhos , gerando monstrinhos inúteis e perigosos.Trabalho e riqueza formam uma combinação muito saudável.
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Carlos Miranda
em 20/11/2011 20:47:47
É de empresários assim que o Brasil precisa. Que trabalham e criam riqueza.
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Fábio
em 20/11/2011 16:51:42
Esse é um fato de um jovem bem sucedido que não virou DJ e nem ficou torrando dinheiro do pai em baladas, viagens, carros, mulheres e sim sempre o acompanhou na vida empresarial...com certeza não falirá a empresa NUNCA !!!
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