NEGÓCIOS
Nº edição: 730 | Negócios | 30.SET.11 - 21:00 | Atualizado em 16.01 - 11:05
O etanol é deles
Holandeses, franceses, americanos, indianos e agora também os britânicos começam a tomar o lugar dos brasileiros na produção do combustível. A nova recém-chegada é a petroleira britânica BP
Por Érica POLO
Nos últimos três anos, o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar vem, aos poucos, deixando de ser verde-amarelo. Antes mesmo de se tornar uma commodity de escala mundial, as decisões de investimentos na produção desse combustível passaram a ser ditadas por executivos e empresários que falam outras línguas que não o português. É que grandes companhias estrangeiras internacionais estão investindo nessa área no Brasil. É o caso da holandesa Shell, que se associou à líder Cosan, em 2010, e criou a Raízen. Esse seleto clube inclui ainda as francesas Louis Dreyfus e Tereos, além do grupo de origem argentina Bunge e da indiana Shree Renuka Sugars. Todas elas desembarcaram recentemente no País ou intensificaram suas apostas por aqui. O avanço foi facilitado pela delicada situação financeira na qual se encontrava boa parte dos usineiros. Estima-se que, desde 2008, as potências estrangeiras tenham investido mais de R$ 15 bilhões em aquisições no Brasil.

Mário Lindenhayn: "O Brasil é um dos mercados mais importantes para a divisão de energia alternativa da BP"
O mais recente movimento nesse sentido está sendo feito pela gigante britânica BP, outrora conhecida como British Petroleum e cuja receita anual atinge US$ 270 bilhões. A companhia deverá desembolsar R$ 1,2 bilhão para ocupar um lugar de destaque entre as 20 maiores fabricantes de etanol do Brasil. “O País é um dos mercados mais importantes para a divisão de energias alternativas da BP”, afirma Mário Lindenhayn, presidente da BP Biocombustíveis Brasil. Nos últimos meses, o executivo esteve envolvido em transações como a compra da Usina Tropical, de Goiás, da qual já detinha 50%. O mesmo foi feito no caso das duas usinas da Companhia Nacional de Açúcar e Álcool (CNAA), situadas em Minas Gerais. Com tacadas como essas, a petroleira aumentou seu potencial de moagem de 2,5 milhões de toneladas de cana para 7,5 milhões de toneladas, o que a colocou entre as 20 maiores empresas do setor.
ASSUNTOS RELACIONADOS
- bunge
- mercado de commodity
- Louis Dreyfus
- Raízen
- butanol
- DuPont
- Informa Economics FNP
- cana-de-açúcar
- consultoria Datagro
- Shree Renuka Sugars
- Márcio Perin
- Mário Lindenhayn
- CNAA
- British Petroleum
- Tereos
- Plínio Nastari
- Unica
- energias renováveis
- Cosan
- BP Biocombustíveis Brasil
- Shell
- BP
- matérias-primas renováveis
- biocombustíveis
Multimídia
-
MAURICIO DIAS
em 04/10/2011 08:28:39
Os usineiros sempre tiveram todo o mercado nacional à disposição. Por duas vezes preferiram optar pelo instável mercado do açúcar, desdenhando o mercado cativo do álcool dos automóveis. Agora vem o trôco: as multinacionais sabem da importância deste mercado.
Isto é compartilhar
Últimas Notícias
- Magazine Luiza patrocina jogo do Corinthians
- Dois mineiros presos por deslizamento de terra em mina no Chile
- BB tem mais R$ 2 bilhões para financiamento de veículos
- Codelco e Anglo American suspendem processo judicial por venda de mina (oficial)
- Cerca de 60 mineiros estão presos sob a terra no Zimbábue
Ronaldo abre o jogo
10/09 - 21:00Ele não se abate
20/08 - 21:00Os novos magnatas do petróleo
11/02 - 21:00Colunas
ver todosTorneirinha ou pressão?




















