NEGÓCIOS
Nº edição: 636 | 16.DEZ.09 - 10:00 | Atualizado em 04.01 - 17:39
Será que Agora Staub sai do sufoco?
O fundador da Gradiente faz acordo com credores, cria nova empresa e promete, mais uma vez, trazer a marca Gradiente de volta ao mercado em 2010
Por Ralphe Manzoni Jr.

Nos últimos 18 meses, o executivo Eugênio Staub, 68 anos, esteve empenhado em dois projetos para salvar a Gradiente. O primeiro, batizado de Forte Apache, continha uma série de atitudes para defender a companhia dos problemas cotidianos, como concordatas e pequenos credores batendo à porta. O Fênix, com este nome óbvio, tinha objetivo de fazer renascer a marca Gradiente no mercado brasileiro.
Na quarta-feira 9, Staub anunciou um plano de recuperação extrajudicial com os credores financeiros e comerciais que vai permitir trazer a Gradiente de volta à vida no segundo trimestre de 2010. Pelo acordo, a empresa tem nove anos para pagar uma dívida de R$ 385 milhões. Os dois primeiros anos são de carência. A partir de 2012, começa a quitar o saldo. A empresa também aderiu ao Refis IV, chamado de o "Refis da crise", programa de recuperação de crédito para pessoas jurídicas em má situação fiscal.
A dívida de R$ 150 milhões deve cair para cerca de R$ 90 milhões. E a companhia ainda terá 15 anos para pagar. "Vivemos momentos difíceis", declarou Staub à DINHEIRO. "Mas nunca duvidei que conseguiríamos." Mas de onde virá o dinheiro para fazer renascer a Gradiente? Para retornar as operações, o executivo criou a Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), com sede em Manaus, que vai arrendar os ativos da antiga Gradiente, como a marca, a fábrica e os funcionários, conforme havia adiantado DINHEIRO.
A nova empresa produzirá tevês LCDs e notebooks. São dois dos segmentos mais promissores para 2010, mas repleto de concorrentes. As coreanas Samsung e LG lideram na área de vídeo. Positivo, Acer, Dell e HP disputam palmo a palmo no ramo de equipamentos portáteis. Não é a primeira vez que a Gradiente tenta se reinventar. "A CBTD vai ter o DNA da Gradiente, sem os erros do passado", afirma Staub. Um deles foi a compra da fabricante de televisores Philco por R$ 60 milhões em 2005.

Com uma tecnologia defasada, a Gradiente teve de vendê-la, dois anos depois, por R$ 22 milhões. Excesso de despesas e uma estrutura organizacional engessada também contribuíram. Outro fator, segundo fontes ouvidas por DINHEIRO, foi a ausência de Staub no comando das operações. "Toda vez que ele se afastava, os problemas aumentavam", disse uma fonte que trabalhou com a família Staub. Com as dívidas negociadas, a Gradiente precisa também de R$ 130 milhões para iniciar a operação da CBTD.
De acordo com Staub, metade deste valor virá do aporte de quatro a cinco novos sócios, que estão em fase adiantada de negociação. Um deles, segundo apurou DINHEIRO, é a fabricante de eletroeletrônicos norte-americana Jabil Circuits. Com capital aberto na Bolsa de Nova York, a Jabil fatura US$ 11,7 bilhões, tem mais de 85 mil funcionários e mais de 59 fábricas em 22 países. Ela fornecerá a tecnologia para as novas linhas de produtos da empresa.
Nesta nova fase, as ambições da Gradiente são mais modestas. No primeiro ano de operação, estima faturar R$ 300 milhões. No final da década, R$ 800 milhões. Em 2006, último ano em que declarou o faturamento, a receita foi de R$ 1,8 bilhão. A participação de mercado não deve ser superior a 5% nos segmentos em que vai atuar.
Após três anos fora do mercado, a Gradiente pode ter dificuldades para ganhar a confiança dos consumidores. "Ela é uma marca incrível, mas os problemas financeiros podem ter manchado a reputação da companhia", afirma Júlio Moreira, professor de gestão de marcas da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).
Por outro lado, em uma faixa etária acima de 35 anos, ele acredita que muitas pessoas devem lembrar da empresa com nostalgia. Se fosse criar uma nova marca do zero, a Gradiente precisaria gastar muito dinheiro. E dinheiro não é algo que está sobrando para Staub. Questionado se está animado, o executivo não titubeou. "Minha missão é montar a equipe e ficar com a mão quente para delegar." Staub está, mais uma vez, de volta aos negócios.
Multimídia
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DENER GIL
em 04/01/2011 17:39:20
GOSTARIA SOMENTE ERA DE RECEBER DA GRADIENTE POIS ME MANDARAM UMA CARTA QUE IRIAM PAGAR OS POSTOS AUTORIZADOS POIS ATE AGORA NADA NEM TELEFONE ELES ATENDEM OU NEM EXISTE.POIS BEM SR EUGENIO PAGUEM PRIMEIRO OS POSTOS AUTORIZADOS Q NEM SATISFAÇAO DAO PARA AQUELES Q CONSERTARAM SEUS APARELHOS DE GRAÇA
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Pedro Rocha Ferreira
em 16/10/2010 00:52:10
Sr.Estaub estou ancioso para ve-lo de volta ao mercado fui funcionário de sua empresa e tenho otimas recordções dela. Espero que dê tudo certo o sr. merece. A Gradiente foi uma mãe para muita gente.
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HILTON DE OLIVEIRA REZENDE
em 30/09/2010 12:47:29
COMO ELES VOLTAM AO MERCADO SE OS PRINCIPAIS PARCEIROS DELES POSTOS AUTORIZADOS DEIXARAM NA MÃO SEM RECEBER EU SOU POSTO OU ERA GRADIENTE TENHO DEZ MIL REAIS PARA RECEBER DA GRADIENTE E ATE HOJE NEM SATISFAÇÃO DERAM QUEM SABE AGORA EU RECEBO
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domingos sávio e silva
em 29/09/2010 17:11:33
gostaria de saber quando a gradiente volta a prestar assistência técnica?. Tenho um DVDOKÊ com defeito e estou aguardando para repará-lo se for possível.
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Valdir Benedito Machado
em 06/06/2010 13:01:10
Parabens Srº Staub,volte logo nós ex func estamos aguardo a sua vitoria que também será nossa,pois receberemos nossas homologações.
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Paulo José
em 25/05/2010 09:42:09
A Gradiente já foi uma das melhores fabricantes de aparelhos de som do Brasil. Tenho um adquirido em 1986 que funciona até hoje e nunca foi a uma oficina.
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m.douza
em 25/05/2010 08:41:40
A Gradiente sofre do mesmo mal que a maioria das empresas Brasileiras,não consegue mas se fixar em um mercado inundado por prudutos que quando não são contrabandeados, são de péssima quelidade.como não tem um sócio genial como o filho do presidente,ficoa a mingua""
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ANTONIO MARCO MAZZANTE
em 25/05/2010 08:40:58
PARABENS A EUGENEIO STAUB PELA SUA VONTADE DE VOLTAR AO MERCADO COMPETITIVO COM OS QUE VOCÊ PRETENDE ATUAR O BRASIL PRECISA DE PESSOAS COM GARRA E VONTADE DE CRESCER.
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