ESTILO
Nº edição: 723 | Estilo | 11.AGO.11 - 21:00 | Atualizado em 23.05 - 14:39
Simplesmente brilhante
Os pequeninos LEDs invadem o mundo da decoração. Apaixonado por eles, o VP da Philips Lighting, Rogier van der Heide, decreta a morte das luzes incandescentes
Por Suzana BORIN
A tarde se vai e a noite se aproxima lentamente. De repente, a morna luz de um pôr do sol invade a sala de estar. No entanto, lá fora, o céu está cinzento e o dia é um típico cenário de inverno. Como isso é possível? A resposta é “LED”, sigla em inglês para Diodos Emissores de Luz. Parece mágica, mas as possibilidades de iluminação, seja pelas cores, seja pela intensidade da luz, que os LEDs proporcionam são quase infinitas. E reais. Essa particularidade faz das luminárias equipadas com essas lâmpadas diminutas as vedetes de sofisticados projetos de decoração de interiores e também exteriores. No Brasil, monumentos arquitetônicos, como a Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira e a Sala São Paulo, ambas na capital paulista, ganharam o brilho da tecnologia.

Louco por LED: o holandês Rogier van der Heide, VP da Philips Lighting, aposta nas cores dos diodos para relaxar e até para curar males
Atenta a essa capacidade, a gigante holandesa Philips se prepara para abandonar a produção e venda das lâmpadas incandescentes, substituindo-as pelos pequeninos diodos, que, além de versáteis, ainda têm a vantagem de serem mais econômicos e longevos que as lâmpadas comuns. Duram até 25 anos e a economia de energia pode chegar a 80%, em relação às incandescentes. “As pessoas querem, ao mesmo tempo, economia e se sentir confortáveis em suas casas. Os LEDs coloridos agem para garantir esse desejo e percepção”, afirma o holandês Rogier van der Heide, vice-presidente e chief designer officer (CDO) da Philips Lighting, a divisão de iluminação do grupo baseado em Amsterdã. Segundo o executivo, a cor âmbar (entre o laranja e o amarelo), por exemplo, é a mais indicada para relaxar. “É o matiz que mais se aproxima da cor do pôr do sol, momento do dia no qual a maioria das pessoas começa a se livrar do estresse diário”, diz ele. Já as luzes brilhantes e brancas são boas para os escritórios, pois estimulam o cérebro.

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