MERCADO DIGITAL

online | Carreira | 30.JUN.11 - 16:21 | Atualizado em 06.05 - 02:18

Demissões em 140 caracteres

O Twitter é uma arma poderosa para arrumar uma colocação profissional, mas também pode custar o emprego ou os negócios

Por Flávia Gianini

O ditado é antigo: quem fala o que quer, ouve o que não quer. A lição a ser aprendida com ele é óbvia: não dá para sair falando tudo o que der na telha, com pena de sofrer as consequências. Esse conselho também vale para as redes sociais, embora algumas pessoas não se deem conta disso. 

O fenômeno é tão recente quanto os canais que o viabilizam, mas tem acontecido com uma frequência assustadora. São comuns os casos de pessoas que se complicam profissionalmente por conta de postagens no Twitter. E, em alguns casos, o resultado é a demissão, renúncia e até mesmo fim da carreira. Relembre alguns desses casos e evite dores de cabeça em sua vida profissional ou nos negócios.     

1) Assédio virtual

O deputado norte-americano Anthony Weiner usava a conta no microblog para enviar fotos eróticas para algumas seguidoras. Uma estudante, que foi brindada com um close de Weiner de cuecas, denunciou o assédio virtual.

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A conta de Twitter do deputado tinha mais de 75 mil seguidores e várias fotos apareceram após a primeira. Weiner admitiu o erro e acabou renunciando após mais de 20 anos de uma carreira de sucesso. Ele se reelegeu seis vezes e era um nome forte do Partido Democrata para disputar a prefeitura nova-iorquina em 2013.

2)Patrocinador do time adversário

Outro caso que ficou famoso no Brasil foi o do diretor da Locaweb, Alex Glikas, que foi demitido após ironizar via Twitter o São Paulo Futebol Clube, time patrocinado pela empresa em que trabalhava.

Corintiano declarado, o executivo postou xingamentos contra os torcedores são paulinos e deixou a companhia em situação delicada, já que a empresa havia firmado um contrato de aluguel por dois jogos com o clube.

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3)Estagiária preconceituosa

Também de grande repercussão foi o caso da estudante de Direito Mayara Petruso. Algumas horas após a divulgação do resultado final do segundo turno à Presidência da República, e revoltada com o resultado das apurações, ela tuitou ofensas à nordestinos.

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A repercussão foi imediata e a mensagem começou a se espalhar como um vírus pelo Twitter, pois os demais usuários ficaram indignados. O assunto gerou tanta repercussão que foi parar no Trending Topics.

Na tentativa de aliviar a situação, Mayara excluiu as mensagens ofensivas além de configurar a privacidade de sua conta, de forma que somente seus seguidores tivessem acesso. Mas as mensagens já haviam sido indexadas por outros serviços integrados ao Twitter.

A Ordem dos Advogados do Brasil de Pernambuco (OAB-PE) denunciou a estudante ao Ministério Público Federal pelos crimes de racismo e incitação pública de ato delituoso – no caso, homicídio.

4)Fogo amigo contra Sarney

Não se sabe o autor, mas é pouco provável que ele tenha ficado impune após o erro. No dia em que Ronaldo Fenômeno anunciou sua aposentaria, um post publicado na página oficial do Supremo Tribunal Federal (STF) no Twitter questionava quando seria a vez do o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

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Na ocasião, a publicação foi apagada e o STF divulgou uma nota onde pedia desculpas aos seguidores e repudiava o conteúdo do post. Segundo o STF, o responsável pela “brincadeira” foi um funcionário terceirizado e que pensava estar publicando na sua página pessoal.

5) Jornalismo

A imprensa também tem casos de demissões causadas pelo Twitter. Um editor-assistente da Folha de S.Paulo e uma repórter do jornal Agora (do mesmo grupo) perderam o emprego por postarem comentários, nos seus perfis pessoais do microblog, relembrando a publicação antecipada do obituário do senador Romeu Tuma.

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Um fotógrafo, também do Agora, foi agredido e expulso do Centro de Treinamento do Palmeiras por postar mensagens enquanto aguardava a eleição para presidente do clube: “Enquanto os porcos não se decidem, poderiam mandar mais lanchinhos e refrigerante para a imprensa que assiste ao jogo do Timão na sala de imprensa.” Após o incidente, acabou demitido.

Outro problema relacionado à imprensa se deu com um editor da revista National Geographic Brasil que fez críticas a uma publicação do mesmo grupo. Também foi demitido.

6) Polêmica na imprensa internacional

Entre as vítimas do “teclado sem limites” no Twitter também estão jornalistas de outros países. A CNN demitiu uma editora depois que ela tuitou uma mensagem afirmando que respeitava o aiatolá Mohammed Hessein Fadlallah.

“Triste por saber da morte de Fadlallah... um dos gigantes do Hezbollah que respeito muito”. O aiatolá costumava denunciar os Estados Unidos e apoiar terroristas suicidas contra Israel.

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Mais recentemente, a agência americana The Redner Group ameaçou jornalistas pelas avaliações negativas ao jogo de seu cliente, a 2K Games.

“Muitos jornalistas foram longe demais com os reviews. Estamos reavaliando quem irá receber e quem não irá receber os games da próxima vez, com base nos venenos de hoje”, escreveu a assessoria em seu perfil no Twitter. Pelo comentário, a empresa responsável pelo game encerrou o contrato com a agência.

 

> Leia também:

 

> Deixe o emprego encontrar você na internetEspecialistas dão dicas para conquistar um emprego através das redes sociais

> Confira na segunda-feira (04/06), aqui no portal da DINHEIRO,  dicas de como fugir das confusões causadas via Twitter

 


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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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  • jan sosinski

    em 12/12/2011 11:21:27

    marcos levar denuncia de censura à justiça brasileira? o brasil da "democracia" de esquerda é o maior censor mundial veja o numero absurdo de pedidos de retiradas de conteúdos feita a google pq pegar exemplo de outros governos? já temos uma ditadura petista instalada a qual a justiça é parte acorde.

    Denuncie esse comentário

    • WTwsQMUcN

      em 28/07/2011 05:57:33

      If you're redanig this, you're all set, pardner!

      Denuncie esse comentário

      • marcosomag

        em 23/07/2011 18:15:46

        O que não constituir injúria, calúnia ou difamação não pode ser usado como motivo de demissão ou qualquer forma de discriminação por ninguém! Os aprendizes de Pinochet que censuram redes sociais devem ser denunciados ao Judiciário e punidos, sem contemplação.

        Denuncie esse comentário

        • ROSANE MARIA CAROLLO DE OLIVEIRA

          em 30/06/2011 19:23:18

          A verdade é que a palavra tem poder, seja ela dita, escrita, postada, etc... O Twitter é um exemplo de que as pessoas postam sem critérios e sem pensar nas conseqüências... A Bíblia diz que a boca fala (ou tecla) o que o coração está cheio. Precisamos, antes de mais nada, repensar nossos valores.

          Denuncie esse comentário

          • RP Botelho

            em 30/06/2011 17:46:36

            Eu acho bom que as pessoas do mundo real possam levar sua consciência ética para a net. Respeito, dignidade etc.

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