DINHEIRO EM AÇÃO

Nº edição: 714 | Dinheiro em Ação | 10.JUN.11 - 21:00

SulAmérica busca clientes que não compram seguro

Apenas um em cada cinco automóveis que circulam pelas esburacadas cidades brasileiras está segurado.

Por Cláudio Gradilone

Os outros quatro têm de contar com a sorte, a caridade alheia ou a intercessão divina na hora de uma pane. De olho nesse filão, a seguradora SulAmérica vai oferecer serviços de assistência 24 horas para quem não possui seguro. “Nossa meta é conquistar 200 mil novos clientes em três anos”, diz Thomas de Menezes, presidente da SulAmérica.

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Thomas de Menezes, presidente: 200 mil clientes na mira 

“Esse produto é uma ferramenta para atrair novos clientes.” Os analistas dizem que  a ideia corre poucos riscos de dar pane. “Muitas pessoas não são atendidas por nenhum serviço financeiro e faz sentido garimpar esses clientes em potencial”, diz o analista Aloísio Lemos, da Ágora Corretora. Não é a única iniciativa da seguradora: a SulAmérica também vai lançar um cartão de crédito, que vai oferecer aos portadores alguns benefícios ligados aos seguros, como o parcelamento do prêmio em mais prestações e os programas de recompensas. “Deve funcionar como outra das iniciativas de marketing da empresa, da mesma forma que as estações de rádio e os bicicletários”, diz Lemos.

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Biocombustíveis
 
Cosan perde aditivo fiscal e lucro cai
 
O lucro líquido da Cosan neste ano fiscal (de abril de 2010 a março de 2011) caiu para R$ 771,6 milhões, abaixo do R$ 1,05 bilhão de 2010. A companhia declarou que, no exercício passado, o lucro foi inflado em R$ 270,3 milhões devido à adesão ao Programa de Recuperação Fiscal (Refis), da Receita Federal, que consiste no parcelamento de dívidas com o Leão proposto às pessoas jurídicas com pendências com a Receita Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
 
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Touro x Urso
 
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Depois de seis pregões consecutivos de queda, o Ibovespa teve um alívio na quinta-feira 9 e subiu 0,7%. O avanço foi provocado pela alta do petróleo, que fez subir 2,2%  as ações da Petrobras – que representam 12,6% do índice. O humor dos investidores americanos levou o índice Dow Jones a fechar com uma alta de 0,6% na quinta e também ajudou as cotações por aqui. Apesar da melhora, as perdas em junho somam 1,8%. 
 
 
 
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Destaque no pregão
 
Suzano investe e ação recua
 
A Suzano, companhia do setor de papel e celulose, anunciou que pretende investir  R$ 9,7 bilhões até 2013, para construir nova unidades no Maranhão e no Piauí. Desse total, R$ 3,5 bilhões serão utilizados ainda em 2011. Apesar do dispêndio, Antonio Maciel Neto, presidente da empresa, declarou que vai se esforçar para não elevar o endividamento acima de 3,5 vezes a geração de caixa, para não colocar em risco o rating da Suzano – hoje, a empresa é considerada grau de investimento. Os investidores não gostaram. Da divulgação da notícia na terça-feira 7 até a quinta-feira 9, as ações recuaram 7,3%. “Até 2014, a companhia pode ter baixa lucratividade, mas tende a se recuperar”, afirma o analista Pedro Galdi, da SLW Corretora. 
 
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Quem vem lá
 
Invepar quer decolar
 
A Invepar, companhia de investimentos em infraestrutura do fundo de pensão Previ, planeja realizar uma oferta inicial de ações em outubro de 2012. A emissão seria de R$ 1,5 bilhão, segundo o presidente da empresa, Marco Geovanne. Com o capital levantado, a Invepar pretende investir em aeroportos e portos. Atualmente, seu principal foco são rodovias, metrô e empresas dos setores elétrico e de telecommunicações. 
 
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Educação financeira
 
No livro Retorno sobre o Investimento em Mídias Sociais, Guy R. Powell, Steve W. Groves e Jerry Dimos ensinam formas de ampliar o retorno dos investimentos nas mídias sociais e a entender o cliente internauta. (Ed. Elsevier, R$ 79,90.)
 
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Mercado em números
 
Sanepar
 
R$ 395,1 milhões - É o apoio que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dará ao plano de investimentos da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). O aporte integra o  Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e será realizado por meio da subscrição de 10 mil debêntures simples não conversíveis em ações. 
 
 
Marisa
 
R$ 300 milhões - É o valor que  a rede de lojas de roupas femininas Marisa vai captar, por meio de 300 debêntures simples, cada uma no valor nominal de R$ 1 milhão e prazo de sete anos. Os recursos serão utilizados para aumentar o capital de giro da empresa e em investimentos.
 
 
Hering
 
R$ 209 milhões - É quanto vale hoje a marca Hering, de acordo com a consultoria Interbrand. Segundo a empresa, a Hering foi a marca que mais se valorizou no último ano e  vale hoje 45% mais do que valia há um ano.
 
 
MPX
 
R$ 38,5 milhões - Foi o preço total pelo qual a companhia de energia MPX comprou 100% do capital da Seival. A empresa era controlada indiretamente pela Tractebel Energia, por meio da Delta Energética. A aquisição foi concluída na segunda-feira 6. A Seival possui uma licença ambiental de instalação de uma termelétrica de 600 MW em Candiota (RS).
 
 
 
Pelo mundo
 
Texas Instruments  deve lucrar menos
 
A Texas Instruments projeta  lucro por ação de US$ 0,55 para o segundo trimestre, abaixo dos US$ 0,60 previsto. A  receita deve ser de US$ 3,5 bilhões, contra o US$ 3,7 bilhões estimados. 
 
 
Ford acelera na Rússia 
 
A montadora americana Ford Motor anunciou uma joint venture com a russa Sollers OJSC, com a formação da Ford Sollers. As operações devem começar neste ano. As montadoras assinaram um acordo com o banco  de desenvolvimento russo para um empréstimo  de US$ 1,4 bilhão. 
 
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Bolsa do Peru tem queda recorde 
 
A vitória de Ollanta Humala nas eleições presidenciais do Peru foi mal recebida pelos investidores. Na segunda-feira 6, com o anúncio do resultado, a bolsa de Lima despencou 12,5%, alcançando a maior queda já registrada em sua operação.
 
 
 
Personagem
 
UOL projeta resultado 88% maior em 2011
 
A compra da empresa de serviços de telecomunicações e armazenagem de dados Diveo, concluída no final de 2010, começará a render frutos para o UOL em 2011. Marcelo Epstejn, diretor-geral da empresa, conversou com a DINHEIRO sobre o assunto e sobre os resultados do primeiro trimestre do ano.
 
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"Nossa projeção é de que o Ebitda em 2011 chegue a R$ 300 milhões" Marcelo Epstejn, diretor-geral do Uol
 
A receita líquida cresceu 62% no primeiro trimestre. Por quê?
A expansão foi impulsionada por algumas áreas e unidades de negócios que vêm crescendo de forma acelerada. A principal delas foi a publicidade, que aumentou 124% no trimestre. Também temos uma boa receita de jogos, serviços de armazenagem de dados e de outras áreas. Essas unidades de negócio foram lançadas nos últimos anos e, agora, estão crescendo mais rapidamente. A receita de assinaturas ficou praticamente estável, mas ainda tem uma participação muito relevante para os resultados. 
 
O lucro líquido cresceu menos, apenas 11%, no mesmo período. O que ocorreu?
Tivemos despesas extras e não recorrentes com a integração da Diveo, que nós compramos em 2010.
 
O UOL projeta um aumento de mais de 88% na capacidade de geração de caixa de 2011, após um ano estável. O que vai influenciar esse resultado? 
Nossa projeção é de que a capacidade de geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização), em 2011, chegue a R$ 300 milhões. Não teremos mais despesas com a integração da Diveo e ela vai começar a contribuir para nossos resultados. 
 
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O UOL planeja novas aquisições?
Vamos continuar investindo para crescer e isso deve acontecer tanto de maneira orgânica, com o desenvolvimento de novos serviços, quanto por meio de aquisições, quando a empresa julgar necessário. 
 
Que tipo de empresas e serviços o UOL estuda?
Olhamos todas as áreas possíveis dentro de internet. Prestamos muita atenção, principalmente, ao comércio eletrônico, serviços de armazenagem de dados e publicidade online. 
 
A internet favorece muito o surgimento de empresas. Elas concorrem com o UOL?
Não. Elas lançam conceitos novos e têm um papel muito importante. Algumas vingam, outras não. Mas a presença delas torna o mercado muito dinâmico e traz oportunidades. Essas empresas ajudam a aumentar a velocidade de crescimento da internet.
 
com Caio Moretto, Juliana Schincariol e Lilian Sobral 

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