NEGÓCIOS
Nº edição: 453 | 24.MAI.06 - 10:00 | Atualizado em 23.05 - 10:15
No topo do mundo
Montanhista brasileiro Vitor Negrete morre no Everest - e deixa lições úteis para empresas
Por ALEXANDRE TEIXEIRA
O montanhista brasileiro Vitor Negrete nunca se furtou a enfrentar desafios. E jamais se contentou com aqueles que atingira. Depois de conquistar o Aconcágua, pico mais alto das Américas, voltou para fazê-lo pela rota mais desafiadora. Após vencer o Everest, retornou para escalá-lo sem oxigênio suplementar. Era o tipo de esportista que acumula histórias de liderança, perseverança e frieza para administrar crises, que mais tarde costumam ser transplantadas com sucesso para o mundo dos negócios, por meio de palestras e consultorias. Sua escalada pessoal e profissional, porém, terminou prematuramente na sexta-feira 19. Negrete morreu horas depois de tornar-se o primeiro brasileiro a chegar aos 8.850 metros do Everest sem oxigênio extra. O experiente montanhista (38 anos de vida e 20 de escalada) teve problemas na descida e pediu ajuda por rádio a Dawa Sherpa, profissional de sua expedição que o esperava em um acampamento. Socorrido, chegou vivo à barraca, mas não resistiu ao frio e à exaustão e faleceu às duas horas da madrugada (horário do Nepal).
Casado e pai de dois filhos, o campineiro Negrete partiu para o ataque final ao cume do Everest na quinta-feira 18. Quando fez seu último contato com a redação da revista Go Outside (sua patrocinadora, ao lado da fabricante de equipamentos esportivos Try On) estava no acampamento avançado na montanha, a 8.300 metros de altitude, na face tibetana do maciço. Sozinho, com um companheiro de expedição já morto e sem bateria no telefone via satélite.
Engenheiro de alimentos, Negrete construiu um sólido currículo no montanhismo ao lado do parceiro de escaladas Rodrigo Ranieri - primeiros brasileiros a conquistar a técnica e traiçoeira Face Sul do Aconcágua, na Argentina. No ano passado, subiram juntos o Everest, mas só Negrete atingiu o cume. Ele não tinha medo, mas respeito pelos picos que escalava. Gostava de citar uma frase do alpinista Gregory Crowd: “A montanha não é boa nem ruim. Ela simplesmente não se importa com o que fazemos em seus flancos.”
Multimídia
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MHbhcryOtlnRfTsU
em 10/02/2012 02:24:34
Olá, O nome do post é (editado). Está psievrto para ser publicado dia 21/12, pois já falo das duas datas de uma vez só.Confesso que tinha escrito esse post no desafio de posts para agendar. Para compensar, criei um post sobre (editado) que irá ao ar na segunda semana de dezembro.
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