ECONOMIA
Nº edição: 447 | 12.ABR.06 - 10:00 | Atualizado em 21.02 - 15:33
Eis o tesoureiro tucano
O senador Sérgio Guerra, veterano de campanhas, vai asfaltar o contato de Alckmin com empresários
Por ADRIANA NICACIO
Sérgio Guerra. É bom guardar o nome, porque esse é o homem. O senador tucano por Pernambuco já foi indicado como coordenador da campanha presidencial de Geraldo Alckmin. Aos 58 anos, esse economista que gosta de bons vinhos e cria cavalos de raça recebeu o posto que já foi de Sérgio Motta, o Serjão, na campanha de Fernando Henrique Cardoso, e de José Dirceu, na de Luiz Inácio Lula da Silva. Serrista até pouco tempo atrás, foi escolhido pelo primeiro escalão tucano para ser o elo de ligação entre o candidato do PSDB e os empresários, inclusive em assuntos delicados como financiamento de campanha.
“A vigilância será redobrada. Temos que ser transparentes”, disse Guerra à DINHEIRO. Ele tem trânsito com os empresários e acumula 12 anos como executivo e consultor de empresas nacionais. Tem cinco mandatos de deputado federal, um de senador e é velho conhecido das empresas que participam da política. “Guerra é muito eficiente no que faz”, disse à DINHEIRO um empreiteiro com larga experiência em financiamento de campanhas. O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, diz que ele tem bons contatos na indústria. “É muito articulado”, opina. Persuasivo, extremamente organizado e de fácil acesso, Guerra já começou a organizar o apoio informal do PMDB nos estados do Norte e Nordeste do País, onde Alckmin é pouco ou nada conhecido. “O Geraldo vai morar no Nordeste”, brinca o coordenador. “Vai sentar e ouvir com atenção as demandas da região”.
O senador pernambucano é uma escolha pessoal do presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati. O nome foi acertado em dezembro de 2005, quando Guerra procurou o recém-empossado presidente do partido e disse que queria participar da campanha. Há três semanas, Tasso cruzou Guerra em um dos corredores do Senado e avisou: “Você será o coordenador da campanha”. Faltava apenas combinar com Alckmin, que tentava levar para o posto o seu secretário de Ciência e Tecnologia, João Carlos Meirelles. “Temos que acabar com a paulistização”, ponderou Tasso. Guerra trouxe seu padrinho político, o ex-governador Jarbas Vasconcelos, para próximo de Alckmin. “Vamos sair do discurso tradicional usado no Nordeste”, explica o novo coordenador. “Nossa meta é criar novas formas de produção, de emprego e renda.” Na campanha, priorizará a criação de empregos através de formas alternativas de produção, como a confecção e o turismo cultural. Guerra sonha em transformar Alckmin na esperança do Brasil, estilo “Lulinha, paz e amor”. “O marketing é indispensável”, avisa.
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