NEGÓCIOS

Nº edição: 645 | Negócios | 12.FEV.10 - 19:22 | Atualizado em 03.02 - 15:48

Harley sem destino

Os erros que levaram a mística grife de motocicletas a enfrentar queda de vendas no Brasil e no mundo

Por Rosenildo Gomes Ferreira

No filme Easy Rider (Sem Destino, em português), de 1969, os atores Peter Fonda e Dennis Hopper rasgam as estradas dos Estados Unidos montados em motocicletas Harley-Davidson. Desde então, a marca deixou de ser apenas um símbolo da contracultura americana para se transformar em um ícone cobiçado por consumidores do mundo inteiro.

Em 2009, exatos 40 anos depois do sucesso nas telas de Easy Rider, a Harley derrapou. De acordo com o balanço recentemente divulgado pela companhia, no ano passado as vendas mundiais somaram US$ 4,29 bilhões, um recuo de 23,1% ante 2008. No quesito lucratividade, o tombo foi ainda maior. O saldo positivo de suas contas declinou quase 90%, para apenas US$ 70,6 milhões.
 

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Investimento: para recuperar terreno, Paulo Izzo, importador oficial,
diz que a marca vai abrir quatro concessionárias no Brasil em 2010

 

No Brasil, País que possui a única fábrica fora dos Estados Unidos (a planta fica em Manaus), foram comercializadas 3.415 motos Harley em 2009, resultado decepcionante perto das 5,1 mil unidades emplacadas em 2008. O pior é que nada indica que a empresa conseguirá superar os obstáculos de forma veloz, segundo declarações do próprio presidente mundial da Harley-Davidson Inc., Keith Wandell. “O ano de 2010 continuará sendo de desafios para a companhia”, disse ele durante recente encontro com analistas do mercado financeiro.
 

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Nos Estados Unidos, segundo analistas, a explicação para as dificuldades da Harley é a crise financeira que apertou o cinto de todos os setores. No Brasil, alguns fatores extra-econômicos afetaram a imagem da companhia. Nos últimos dois anos, a marca viu crescer o índice de insatisfação da clientela. Primeiro, surgiram comunidades na internet destinadas a criticar o Grupo Izzo, gestor da marca no Brasil, especialmente em relação aos serviços de assistência técnica.

Em alguns casos, as motos chegaram a permanecer durante 30 dias na concessionária, à espera do conserto. O auge foi um processo aberto na Justiça gaúcha. “Foi um episódio isolado e que foi resolvido rapidamente”, diz Paulo Izzo, controlador do grupo que leva seu sobrenome. O promotor Rossano Biazus, da Defensoria do Consumidor de Porto Alegre (RS), confirma. “O processo foi encerrado com um acordo em que a empresa se comprometeu em cumprir os prazos pactuados com os clientes para a realização de consertos”, afirma Biazus.

Para o jornalista especializado Silvio Porto, editor do portal Motorcar, a Harley cometeu outros equívocos.“Nos últimos anos, a marca foi conservadora demais no Brasil, com poucas novidades de produtos”, diz. Bom para a japonesa Suzuki, que conseguiu destronar a rival do topo do mercado de motos de potência acima de 900 cilindradas, com vendas totais de 3.483 unidades Paulo Izzo diz que os momentos mais difíceis já foram superados e assegura que a marca está pronta para voltar a crescer no País.

Sua meta é fechar 2010 com a venda de cinco mil unidades, retomando a trilha de crescimento percorrida no período 2006-2008. Para isso, Izzo vai investir cerca de R$ 6 milhões na abertura de quatro novas concessionárias (Brasília, Salvador, Florianópolis e Ribeirão Preto), elevando para 16 o número de revendas. Ele também pretende ampliar a oferta de modelos, adicionando mais motos importadas ao portfólio feito em Manaus (AM). Tudo isso para fazer a Harley retomar seu destino de sucesso.

 


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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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                      • murilo castello barnco

                        em 31/08/2010 20:03:27

                        o Grupo Izzo continua fazendo das suas com o consumidor, fui fazer a revisão dos 8 mil na autorizada Barra na Olegário Maciel além de ficar dois dias a moto não foi entregue com a revisão total, isto é, não trocaram o filtro de óleo porque não inha no estoque.

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                        • Leonardo

                          em 29/03/2010 16:07:21

                          Então aí está a foto do responsável por toda a bagunça.. Realmente, não tenho uma harley.. Vou ter uma com certeza, mas espero que quando for comprá-la, não seja na mão do Rizzo, pois o que vejo na internet de reclamações desta m@#da de representante não é brincadeira.

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                          • Ary

                            em 27/03/2010 17:29:10

                            Essa Izzo é um Lixo com "L" maiúsculo mesmo! No meu caso, minha moto ficou parada exatos 38 dias para os "experts" confirmarem que o problema era apenas um cabo de bateria rompido! 38 dias! Mas os dias de glória desse otário estão contados! Estão sofrendo processo da matriz americana. Acabou a festa

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                            • Carlos

                              em 27/03/2010 02:20:03

                              Esse Izzo deveria vender arma ou drogas, bandido!!!! Isso só acontece no Brasil mesmo!!! País sem justiça e que os consumidores não tem o hábito de reclamar e aceitar tudo. Caso pontual? Esse cara é um brincalhão, dá uma volta pela internet e vai ver quantos casos pontuais! os funcionários então...

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                              • Eduardo Chaves

                                em 16/03/2010 21:06:44

                                O problema não se restringe às peças! Tudo lá é complicado. Comprei uma Buell, e o BIN só foi registrado 28 dias depois do faturamento, ou seja, a moto ficou na garagem porque não podia ser emplacada. Um absurdo! Voc~e paga pela moto e eles te entregam a moto com um carimbo em branco!

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