ECONOMIA
online | POLÍTICA | 05.SET.10 - 20:30 | Atualizado em 11.06 - 16:43
PT do RS reage com cautela à notícia sobre espionagem
Por Elder Ogliari
O caso dos acessos irregulares ao Sistema de Consultas Integradas do Estado foi descoberto em investigação de extorsão a contraventores que teria sido praticada pelo sargento Cesar Rodrigues de Carvalho, preso na sexta-feira. Enquanto tentava esclarecer se a denúncia que havia recebido do dono de um bingo era verdadeira, o Ministério Público Estadual constatou como segunda irregularidade, paralela, o acesso aos dados sigilosos de autoridades, entre as quais um ex-ministro e um senador, e de diretórios do PT, no banco de dados da segurança pública do Estado.
O presidente estadual do PT, Raul Pont, disse que "é inadmissível que alguém de dentro da Casa Militar da governadora utilize a estrutura do Estado para acessar dados sem autorização" ao mesmo tempo em que revelou que não está em discussão o uso do caso na campanha política. "Não vamos transformar a disputa eleitoral em página policial, mas também não aceitamos esse tipo de comportamento como banal", comentou, avisando que o partido vai cobrar explicações do governo do Estado.
Tanto Pont quanto o coordenador executivo da campanha de Tarso Genro (PT) ao governo do Estado, Carlos Pestana, consideram que o caso do Rio Grande do Sul é diferente do acesso a informações fiscais de integrantes do PSDB que a campanha de José Serra à presidência usa para atacar a campanha de Dilma Rousseff. "Aqui há investigação do Ministério Público, com provas, de fatos ocorridos na Casa Militar da governadora", compara Pestana. "Lá ninguém viu o que foi vazado e nem quem usou isso, é um factoide para desqualificar a campanha; aqui não somos nós que acusamos, é o Ministério Público", completa Pont.
O presidente estadual do PSDB, Claudio Diaz, afirma que o governo do Rio Grande do Sul não usa a máquina pública para seus interesses como faria o governo federal e considera o caso do sargento como isolado e pessoal. "Ninguém está livre de enfrentar uma irregularidade cometida por um servidor", avalia. A governadora do Estado ainda não comentou o caso. A Brigada Militar instaurou inquérito para investigar as supostas transgressões cometidas pelo sargento e quais as motivações do acesso às informações.
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