ECONOMIA

Nº edição: 673 | Economia | 27.AGO.10 - 21:00 | Atualizado em 31.08 - 23:29

Operação de guerra nos Correios

A estatal lança um plano emergencial para conter a crise das agências franqueadas, mas ainda há risco de um apagão postal

Por Rodolfo Borges

Os Correios iniciaram uma operação de guerra para minimizar os efeitos que o impasse com suas 1.415 agências franqueadas devem provocar a partir do dia 10 de novembro. 

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Agência da ect: clientes estariam migrando para concorrentes como Fedex e DHL w ww

 A data foi definida pelo Supremo Tribunal Federal como limite para que as franqueadas regularizarem sua situação e pode significar uma mudança no mercado de postagens do País. Se até lá elas não assinarem um novo contrato, após licitação, terão que fechar. 

O plano de contingência da ECT prevê R$ 425 milhões para a montagem de 400 lojas temporárias e o acréscimo de 5 mil funcionários para suprir a falta das franqueadas, que contam com 20 mil funcionários diretos. 
 
Apenas 187 franqueados assinaram o novo contrato e a Associação Brasileira de Franquias Postais considera iminente o apagão postal. O imbróglio põe em risco também os R$ 4 bilhões arrecadados anualmente pelas franqueadas, que correspondem a um terço da receita dos Correios.  
 
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“Teremos problemas, mas não há risco de apagão e nosso interesse é continuar trabalhando com os franqueados”, diz o chefe do departamento de Relacionamento Institucional dos Correios, Mário Renato da Silva.
 
O problema é que vários clientes, em especial grandes empresas, já têm buscado alternativas aos Correios, enviando suas correspondências por empresas privadas. 
 
Em documento encaminhado à diretoria comercial dos Correios em 9 de fevereiro deste ano, o chefe da Diretoria Regional da ECT no interior de São Paulo, Luiz Roberto Pagani, já alertava para os riscos de perder a clientela.Os franqueados apontam o mesmo problema. 
 
O empresário Chamoun Joukeh, que administra uma agência em Diadema (SP) há 19 anos, diz que 60% de seus 150 clientes, alguns com mais de 10 anos de contrato, informaram que estão buscando alternativas em outras empresas. 
 
“Limitar a atuação de um franqueado é deixar o segmento vulnerável. A concorrência agradece”, reclama Joukeh. “O que estou vendo é o desmonte da empresa pública”, diz Guilherme Simão, o secretário-geral do Sintelpost, que representa os trabalhadores das agências franqueadas.
 

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  • cidadão

    em 31/08/2010 23:29:15

    chegaaaa , tem q abrir concorrencia (ups fedex etc) e privatizar essa joça dos correios , já vão entrar em greve de novo , serviço de 1a cade? , correio brazil é o mais caro do planeta , chegaaaaaaaaaaaaaaaaa

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    • Comparador de Franquias

      em 28/08/2010 08:40:30

      Franquias dos Correios em alerta. www.comparadordefranquias.com.br

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