NEGÓCIOS

Nº edição: 671 | Negócios | 12.AGO.10 - 21:00 | Atualizado em 07.02 - 18:44

A disputa por um império

Herdeiros do Grupo João Santos, de Pernambuco, não se entendem sobre a partilha de um patrimônio avaliado em R$ 5 bilhões. Agora, o clima de beligerância põe em dúvida o futuro de um dos maiores conglomerados empresariais do País

Por Rosenildo Gomes Ferreira


Ouça um resumo da reportagem sobre a partilha do Grupo João Santos

Em seus 101 anos de vida, o pernambucano João Pereira dos Santos construiu um dos maiores conglomerados industriais do Brasil. Em 2009, o Grupo João Santos obteve receita de R$ 2,8 bilhões, proveniente de empresas dos setores de cimento, comunicações, agroindústria e celulose. Trata-se de um patrimônio avaliado pelo mercado em cerca de R$ 5 bilhões. 

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O poder em jogo: após à morte do patriarca João Santos (à dir.), o caçula, Fernando,
assumiu o controle da empresa.Parte da família, porém, contesta sua liderança

E é exatamente o controle dessa fortuna que está colocando em lados opostos os herdeiros do clã Santos, que tem sua base de operação no Recife (PE). A morte do patriarca, vítima de infarto em 15 de abril de 2009, trouxe à tona divergências históricas entre os integrantes da segunda e da terceira gerações. 
 
Na disputa interna no clã, quem está levando a melhor até agora é o caçula Fernando Santos, 65 anos, graduado em economia. Na prática, ele já era o principal executivo do grupo e aproveitou o vácuo deixado pelo falecimento do pai para se consolidar no poder.  Para isso, entretanto, teve de abrir espaço para o irmão José Bernardino Santos, 75 anos, responsável pelas usinas de açúcar e álcool e pelas fábricas de papel e celulose. O triunvirato é composto ainda por Maria Clara, 67 anos, que mora no Rio de Janeiro. 
 
No outro lado estão as irmãs Ana Maria, 69 anos, e Rosália Santos, 76 anos, além de Alexandra, Rodrigo e Maria Helena – filhos do primogênito João Santos Filho, morto em 1980 em um desastre de avião no Paraguai. Pessoas próximas à família creditam o racha à dificuldade de relacionamento entre os irmãos e, principalmente, ao fato de o patriarca não ter estruturado um plano de sucessão. 
 
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Linha de frente: a Cimento Nassau garante R$ 2,3 bilhões, ou 80% das receitas do conglomerado  
 
Fernando é uma pessoa extremamente discreta. Pouco sai de casa e quando o faz é para comparecer a eventos corporativos nos quais representa a empresa. É avesso a entrevistas e nunca se deixa fotografar. 
 
Mais que uma queda de braço entre familiares, o que está em jogo, em última análise, é o futuro do Grupo João Santos, cuja principal força é a Cimento Nassau. Essa divisão colabora com 80% das receitas do conglomerado e domina 13% do mercado nacional. 
 
Montante suficiente para lhe garantir a vice-liderança do setor, atrás da arquir-rival Votorantim, que possui cerca de 40%. A morte do patriarca e as disputas internas fizeram com que os concorrentes passassem a olhar a Nassau como um alvo para futuras aquisições. A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é apontada como sendo um deles. 
 
A direção da CSN alega que não se pronuncia sobre boatos. Deixa claro, porém, que faz parte de sua estratégia expandir a atuação nesse segmento. Hoje, a CSN possui uma fábrica de cimento em Volta Redonda (RJ) e tem em caixa US$ 1 bilhão para construir mais três unidades produtivas e ampliar a capacidade de 1,2 milhão de toneladas de cimento para  5,4 milhões de toneladas. 
 
A Cementos de México (Cemex) é outra que estaria rondando a Nassau. O grupo pernambucano seria a porta de entrada dos mexicanos em um País no qual eles ainda não atuam. Em 1996, a Cemex já havia feito uma oferta e voltou à carga em 2009, após a morte do patriarca Santos. “Não comentamos especulações de mercado”, limitou-se a dizer à DINHEIRO Jorge Perez, porta-voz da Cemex. 
 
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Apesar da situação relativamente confortável do Grupo João Santos, graças às boas perspectivas do mercado de cimento, a empresa enfrenta muitos desafios. A disputa envolvendo o poder já provocou até mesmo a saída de alguns membros da família, como Rodrigo João Pereira dos Santos, 39 anos. 
 
Herdeiro de João Santos Filho, Rodrigo  atuava como gerente de modernização e de gestão da Cimento Nassau. Em geral, empresas envolvidas em brigas fratricidas tendem a sofrer de paralisia administrativa. Isso porque até mesmo decisões corriqueiras acabam sendo adiadas. Ainda é cedo para dizer se esse é o caso da Nassau. 
 
Contudo, surgem no horizonte indícios de que ela poderá ter problemas. Em um segmento em franca expansão, por conta da realização de megaobras de infra-estrutura, a Nassau não conseguiu concluir a ampliação de seu parque produtivo. As dez plantas estão operando a plena carga e as obras de construção de duas usinas em Ituaçu (BA) e em Ribeirão Grande (SP)  estão com o cronograma atrasado. 
 
Orçadas em US$ 300 milhões, cada, essas unidades ajudariam a reforçar a presença do grupo em regiões importantes. E isso pode acabar se transformando em um calcanhar de aquiles para a companhia, que vê a arquirrival Votorantim avançar sobre seus domínios. 
 
Para piorar, neófitas no ramo, como a brasileira Dias Branco Participações e a espanhola PG&A,  também ameaçam o reinado da Nassau, que obtém cerca de metade de suas vendas no Nordeste. A Dias Branco Participações vai desembolsar R$ 650 milhões na construção de duas fábricas e a PG&A pretende aplicar R$ 80 milhões em uma planta na região.
 
As desavenças entre os irmãos e sobrinhos começaram em meados de 2009, durante o  inventário dos bens deixados por João Santos. Além do mal-estar no terreno familiar, disputas desse tipo podem causar um efeito deletério também sobre o patrimônio. 
 
“O pior cenário possível em casos como esse é ver a companhia quebrar”, alerta Ronaldo Da Matta, especialista em gestão de empresas familiares e dono da RM Consultoria. “Manter um ambiente cordial e apostar no diálogo é sempre aconselhável, mesmo que seja para decidir pela venda do negócio”, completa Wagner Teixeira, sócio-diretor da Höft Consultoria.
 

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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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  • em 07/02/2012 08:16:54

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    • em 07/02/2012 04:20:23

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      • em 07/02/2012 00:23:51

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        • welligton silva

          em 12/01/2012 13:35:11

          pague o salario em dia,renove ou concerte sua frota de caminhoes,porque nos colaboradores é que sabemos a verdadeira situaçao, seu fernando santos,salarios atrazados é produçao lenta,muito pularao fora por pensarem que o cimento e o concreto sao na verdade navio indo ao fundo do mar

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          • welligton silva

            em 12/01/2012 13:22:24

            olha seu fernando nao sei se vc sabe,mais sua fabrica de cimento e sua usina de concreto estao sucateadas,caminhoes betoneiras e bombas de concreto estao,ums ferro velho,faça uma vizita na unidade de recife veja pessoalmenteseu dinheiro sendo jogado no lixo.e uma pagui o salario dos fucionarios em d

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            • welligton silva

              em 12/01/2012 13:13:39

              olha eu sinto muito pelo que está acontecendo,mais vcs donos do grupo,nao podem deixar suas fabricas se sucatearem,porque é o que esta acontecendo.vamos fazer,nossa industria prosperar como antes ou quem sabe,ainda melhor,nao jogue dinheiro fora e nem tao pouco,o tempo.amem.

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              • João da Silva Santos

                em 06/01/2012 15:16:35

                Um conglomerado que detém 13% do mercado e não paga seus fornecedores. Este grupo se enriquece as custas dos pequenos. Há dezenas de protestos contra o grupo.

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                • Maria Auxiliadora Ramos

                  em 30/12/2011 02:12:35

                  O QUE EU MAIS QUERO É QUE ESTA FAMÍLIA ENCONTRE UMA SOLUÇÃO ENTRE ELES PARA SOLUCIONAR ESTA DESARMONIA. NA MINHA OPINIÃO, O FILHO FERNANDO DEVERIA ASSUNIR O LUGAR DO PAI JÁ QUE ESTE JÁ ESTAVA A FRENTE DOS NEGÓCIOS. NA VIDA QUANDO SE TRATA DE NEGÓCIOS DEVEMOS AGIR COM A RAZÃO. QUE DEUS OS ABENÇÕE.

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                  • PnQerXaQxt

                    em 24/11/2011 04:06:41

                    Haha. I woke up down today. You've chereed me up!

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                    • Adamastor

                      em 08/11/2011 15:07:06

                      Tô construindo uma casa. O cimento tá muito caro, se num baixar ao preço do cimento a empresa quebra na imenda. Nessa família só tem um cabra macho o nome dele é Durango!!!

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                      • Edmar Abuquerque

                        em 24/10/2011 01:28:26

                        Todo mundo sabe que o único membro da família Santos capaz de gerir os negócio é o sr. Fernando Santos, se os familiares conseguirem tirar ele do comando é falência na certa!

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                        • LOCIO DA COSTA BARROS

                          em 19/09/2011 14:05:19

                          OS FAMILIARES DEVE ELEGER UM MENBRO DE CADA FAMILIA NOGOCIA UM VALOR DE PRELABORA PARA CADA FAMILIA DE IGUAO VALOR POR CINCO ANOS ETER JESUS DA UMA LUS PARA VOCES DINHEIRO NAO E MAIOR QUE O AMOR VIVAO BEMM APROVEITREM A VIDA

                          Denuncie esse comentário

                          • simom bolivar ferreira

                            em 07/09/2011 12:39:00

                            Unidade de manaus,transporte descontado é o mais caro do pais junto com a alimentação...a pl é uma brincadeira onde o ganho é pelo salario recebido,pessoas sem direitos respeitados..uma vergonha..

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                            • Pedro Alberto

                              em 14/01/2011 14:36:34

                              Tem que quebrar mesmo, algum grupo deveria compar pois essa Nassau não paga ninguem. O fornecedor tem que suar a camisa para receber algum dia, isso quando recebe!!! Os impostos então não pagam nada. Assim é facil !!!

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                              • marcos de andrade

                                em 10/11/2010 20:11:33

                                isso e um absurdo se fossem tudo pobre donos de nada nao estaria essa briga mais com estar em jogo um dos maiores conglomerados industriais estar essa cachorrada isso e um bando de sabidos que cada um quer ficar com uma maior parte da fortuna

                                Denuncie esse comentário

                                • Edna Luna Santos

                                  em 27/10/2010 13:36:44

                                  Desejo à todos os herdeiros do Grupo João Santos que pensem em milhões de pais de família que são seus colaboradores há muito anos e que desejam ansiosamente que fiquem na paz, sendo bom para todos os lados. Estou orando por vocês!

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                                  • Buy Tramadol

                                    em 19/10/2010 07:02:32

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                                      em 18/10/2010 00:54:35

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                                      • Buy Ambien

                                        em 14/10/2010 04:15:14

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                                        • fernando duarte

                                          em 13/10/2010 18:54:17

                                          realmente um absurdo estao expondo nome da empresa ao ridiculo,com essas brigas desnecessarias

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