MERCADO DIGITAL
Nº edição: 594 | 25.FEV.09 - 10:00 | Atualizado em 01.10 - 10:13
O papel do futuro
Uma nova safra de e-books chega ao mercado. Mas ainda falta um produto ícone para conquistar os consumidores
Por TATIANA VAZ
NA VIRADA DESTE SÉCULO, Steve Jobs revolucionou o jeito de se ouvir música com o lançamento do iPod e da loja virtual de músicas iTunes. O tocador digital virou símbolo de status e deu o pontapé inicial para que as vendas de CDs desabassem, transformando o disquinho em um objeto quase tão obsoleto quanto o antigo vinil. Agora, um punhado de empresas procura fazer com a leitura o mesmo que Jobs fez com a música. Amazon, Sony, Epson, entre outras, acabam de lançar uma safra de novos equipamentos digitais que pretendem ser tão cativantes quanto o iPod e, assim, mudar definitivamente a maneira como as pessoas leem livros, jornais, revistas, relatórios e textos em geral. Por enquanto, o mais popular deles é o Kindle, da Amazon. A segunda versão do leitor digital foi lançada recentemente e possui design mais moderno e espessura de apenas 0,9 centímetro. Na tela de seis polegadas é possível acessar livros e ver fotos com mais nitidez, graças à melhoria da resolução em comparação ao modelo anterior. No Kindle 2, páginas podem ser viradas em velocidade 20% maior e a bateria dura até quatro dias ininterruptos.
O que mais chama a atenção no novo e-book da Amazon, porém, é o incrível aumento de memória. Os 2 GB do aparelho são suficientes para armazenar até 1,5 mil livros - a versão anterior tinha capacidade para guardar 200. O dicionário New Oxford vem instalado e os textos de livros, revistas e blogs são convertidos em áudio quando o leitor quiser se tornar um simples ouvinte. O preço do equipamento é de US$ 359. "A desvantagem do produto é a de limitar o leitor a acessar apenas a biblioteca eletrônica da Amazon", afirma Evaldo Alves, professor de economia da FGV. "É preciso esperar dias por uma autorização da empresa caso queira ler um documento que não esteja no arquivo deles", comenta o professor.
Nesse sentido, quem leva vantagem é o principal concorrente do Kindle 2: o Sony Reader, e-book que também conta com uma tela de seis polegadas e um preço médio menor, de US$ 275. Além, disso, ele permite a visualização de fotos, livros, jornais, revistas e possui até MP3. A memória, porém, é menor. Ele consegue abrigar 160 livros de tamanho médio e não roda arquivos em PDF. "Tanto esse quanto o e-book da Amazon trazem limitações. Ainda está para surgir um produto ícone da leitura eletrônica bonito e de fácil manuseio", diz Alves. Por isso, resta saber se os consumidores se renderão ou não à nova onda digital. Lá fora, o movimento de migração rumo ao meio digital já começou. Em locais onde a internet é mais disseminada, é cada vez mais comum leitores trocar os jornais de papel por informações gratuitas na rede. No Japão, pessoas que esperam pelo atendimento em cafés e restaurantes encontram jornais eletrônicos pelas paredes. É um teste da empresa Fujitsu. De olho nesse mercado, a LG Philips lançou um novo display de epaper com tamanho de uma folha de papel A4. Já a Epson desenvolveu um ainda maior, tamanho A6. Aqui no Brasil, os pesquisadores do Laboratório de Sistemas Integráveis da Poli/USP testam há um ano a tecnologia em uma escola municipal de Pirituba, na periferia paulistana. Os alunos da escola leem os livros didáticos em e-books de um formato maior, semelhante ao de um laptop. Apesar de coordenar o projeto, Marcelo Zuffo acredita que o livro em papel é insubstituível. "Os dois formatos devem se complementar no futuro. Mesmo porque, se o papel amarela com o tempo, o aparelho estraga", afirma Zuffo.

Multimídia
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pIBwcKqUFDcpHv
em 05/09/2011 18:20:36
Play informative for me, Mr. internet weritr.
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edvaldo luiz da silva
em 12/06/2011 20:24:30
meu nome é EDVALDO trabalhei em grafica nos anos 8o quando grafica usava letras de chumbo nas impreções de planfeto erá mesmo muita arte grafica .. tepos depois surgiram na mesma grafica anos90 maquinas off-set moderna e hoje so se fala e le empreções digitais é o futuro...
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