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online | Telecomunicações | 05.AGO.10 - 15:19 | Atualizado em 08.02 - 20:24
Oferta da Embratel pela Net marca integração de empresas de Slim no Brasil
Medida é o primeiro passo para a integração de Claro, Embratel e Net em uma única empresa para concorrer com Telefônica/Vi e Oi no setor de telefonia.
Por Rodrigo Caetano
A oferta da Embratel pela Net é o início do processo de consolidação de ativos que está sendo conduzido por Carlos Slim, o comandante do grupo mexicano América Móvil, no Brasil. A intenção é integrar suas empresas de telefonia móvel, fixa e de TV por assinatura, medida que está sendo tomada por todos os grandes grupos de telecomunicações atuantes no País.
Slim tem participação em três companhias brasileiras: Claro (celular), Embratel (telefonia fixa) e Net (TV a cabo). Nas duas primeiras, ele têm o controle. No caso da Net, ele não pode ter mais de 50% das ações da empresa em razão da legislação brasileira. Isso pode mudar caso um projeto de lei que tramita no Congresso (o PL 29) seja aprovado. Analistas do setor acreditam que isso deve acontecer depois das eleições.
Enquanto isso, o mexicano toma as medidas que pode, e adquirir as ações preferenciais da Net é uma delas. Telmex, com 49%, e Globo, com 51% são os atuais controladores da empresa. Segundo fontes de mercado, Slim já tem um acordo com a Globo para que, assim que o PL 29 for aprovado, comprar a participação do grupo de mídia na empresa de TV a cabo. “Ele (Slim) está ganhando tempo”, afirma Eduardo Tude, presidente da consultoria de telecomunicações Teleco.

Carlos Slim, presidente da América Móvil
O movimento de consolidação não é só das empresas de Carlos Slim. “É um movimento setorial”, afirma Alan Cardoso, analista da corretora Ágora. O mercado brasileiro de telecomunicações caminha para ser dominado por três grandes grupos: o espanhol Telefônica, o luso-brasileiro Oi e o mexicano América Móvil, braço de telefonia móvel de Slim que está se unindo com a Telmex (de telefonia fixa). Todos possuem ofertas integradas de celular, telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura.
Há duas semanas, outra aquisição movimentou o mercado. Por 7,5 bilhões de euros, a Telefônica comprou a parte da Portugal Telecom na Vivo, empresa de celular que tinha o controle dividio entre espanhóis e portugueses. Por sua vez, a PT entrou na Oi, a até então supertele brasileira, comprando, por R$ 8,4 bilhões, 22,38% da operadora.
Quem leva vantagem? Para Eduardo Tude, a competição é praticamente igual. “A Telefônica vai ficar um pouco maior que a Oi, que fica um pouco maior que o grupo mexicano. Acredito que todos vão competir de igual para igual”, afirma.
Vídeo: Para Yon Moreira da Silva Júnior, ex-executivo da Brasil Telecom, todos saíram mais fortes das operações realizadas no setor de telefonia.
Leia mais:
> Confira todos os negócios recentes no setor de telefonia
> Telefónica e PT chegam a acordo sobre a Vivo
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> Ações da Net disparam após oferta da Embratel
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