ECONOMIA
online | POLÍTICA | 30.JUL.10 - 11:00
'Acéfala', Fiesp fica fora dos debates eleitorais
Por AE
"De todas as eleições que presenciei, nunca vi a Fiesp tão pouco engajada como agora, não há envolvimento em torno de uma candidatura presidencial", disse um destacado integrante da entidade. Para alguns empresários, isso mostra a menor relevância política da Fiesp de hoje, depois de, no passado, ter influenciado inúmeras eleições. Lembram também a força do então presidente da Fiesp, Mario Amato, que afirmou em 1989 que 800 mil empresários iriam deixar o País se Lula ganhasse a eleição.
Muitos acusam Paulo Skaf, que se licenciou da presidência da entidade para concorrer ao governo de São Paulo pelo PSB, de ter usado a Fiesp para ganho político e, agora, deixá-la "acéfala", como disse o consultor empresarial e ex-deputado federal Emerson Kapaz. "O envolvimento direto de Paulo Skaf como candidato ao governo desmobilizou a liderança da entidade, a Fiesp ficou acéfala", diz ele, que se candidatou à presidência da federação em 1992. Skaf foi substituído pelo empresário Benjamin Steinbruch, que ali trabalha apenas meio período. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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