INVESTIDORES

Nº edição: 664 | Bolsa | 25.JUN.10 - 21:00 | Atualizado em 13.06 - 16:53

As candidatas do mercado

Os especialistas indicam quais ações comprar e quais ações vender no segundo semestre, para ganhar dinheiro com a volatilidade provocada pela eleição

Por Márcio Kroehn

Passada a Copa do Mundo, os investidores terão de conviver com a volatilidade das eleições. Nesse período é praxe dizer que as ações caem e o dólar sobe. Será?

Até a terça-feira 22, o Ibovespa amargava uma queda de 5,5% no ano. Prever o futuro é difícil. “Não há uma tendência definida”, diz Marcelo Coutinho, sócio da YouTrade, empresa de cursos de análises gráficas. Nas quatro últimas eleições o investidor ganhou no segundo semestre.  A única baixa foi em 1998, na reeleição de Fernando Henrique Cardoso, quando a bolsa caiu 31,6%.

Onde investir? Para os especialistas, emprego e renda em alta tornam as ações ligadas ao mercado interno a melhor escolha. Os riscos de queda vêm de fora. Os temores com o mercado internacional podem provocar quedas na bolsa. A seguir, cinco recomendações de compra e duas de venda para ações, tendo em vista os meses entre julho e dezembro. Confira as indicações:

 

Gerdau PN (GGBR4)
Preço atual R$ 25,45
Preço-alvo R$ 43,22
Potencial 69,8%
Indicação: Ágora

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As ações da Gerdau não acompanharam o desempenho dos papéis de siderurgia e caíram 12% este ano.  Para os analistas, este é um dos principais motivos para as ações subirem. Além disso, as vendas para a construção civil serão impulsionadas pelo aumento de renda e por programas de estímulo à habitação popular. Outro ponto favorável são as exportações para os Estados Unidos. “A recuperação da economia americana é lenta, mas pode beneficiar a Gerdau”, diz Marco Melo, da corretora Ágora.

 

Brasil Foods ON (BRFS3)
Preço atual R$ 25,40
Preço-alvo R$ 32,20
Potencial 26,8%
Indicação: Spinelli Corretora

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A Brasil Foods une dois pontos positivos para o segundo semestre: consumo interno e exportação. O aumento de renda eleva a demanda por carnes e derivados, o que aumenta os lucros. Outro ponto favorável é o mercado internacional. “Após um primeiro semestre só ligado ao consumo interno, as exportações podem ter um peso maior”, diz Kelly Trentin, da Spinelli. O risco é que boa parte desses prognósticos já está expressa nos preços. A Brasil Foods já subiu 12% no ano, muito acima da queda de 5,5% do Ibovespa nesse período.

 

Vale PNA (VALE5)
Preço atual R$ 41,57
Preço-alvo R$ 52,50
Potencial 26,3%
Indicação: WinTrade

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Os preços do minério de ferro vão continuar subindo no terceiro trimestre, após duas altas no primeiro semestre deste ano. Os analistas avaliam que esses reajustes começarão a aparecer na receita da mineradora a partir de julho. “A volta da alta de preços e o reajuste nos contratos vão gerar mais caixa para a Vale”, diz Paolo Mason, diretor da WinTrade. Esse cenário depende do crescimento mundial para manter as exportações aquecidas, e os prognósticos para a ação podem não se confirmar caso os chineses reduzam suas encomendas e a Europa entre em uma crise mais profunda, algo que para os analistas é pouco provável.

 

OHL Brasil ON (OHLB3)
Preço atual R$ 41,87
Preço-alvo R$ 47,20
Potencial 12,7%
Indicação: Planner Corretora

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A concessionária de rodovias aparece como uma boa opção de curto prazo. No terceiro trimestre, o preço dos contratos de concessão das estradas será reajustado pela inflação. Para a OHL, o índice será o IGP-M, que tem 4,2% de alta acumulada nos dois meses findos em maio. “A OHL tem a vantagem do indexador, que apresenta uma alta forte nos últimos meses”, diz Ricardo Martins, analista-chefe da Planner Corretora.

 

Pão de Açúcar PNA (PCAR5)
Preço atual R$ 62,18
Preço-alvo R$ 68,00
Potencial 9,4%
Indicação: Souza Barros

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O consumo doméstico é o maior trunfo para o papel continuar em alta no segundo semestre. “O consumo continuará como o maior peso do crescimento da economia do País”, diz Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros. O Pão de Açúcar pode se beneficiar da venda de alimentos e de bens duráveis, como eletrodomésticos. O risco para o papel da empresa é uma reviravolta no acordo com a Casas Bahia, hipótese considerada remota.

 

Banco do Brasil ON (BBAS3)
Preço atual R$ 28,25
Preço-alvo não tem
Desempenho no ano –1,9%
Indicação: Risco alto

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Como seus pares, a ação do Banco do Brasil (BB) vem sofrendo com o mau humor dos investidores estrangeiros com os bancos ao redor do mundo. A situação do BB, porém, é agravada pela interferência política. O governo vai aumentar sua participação na instituição com o projeto de capitalização em curso. Com as eleições, o BB pode iniciar um novo ciclo de empréstimos. O que foi benéfico em 2008 pode ter um efeito contrário. É preciso ser rígido contra o aumento da inadimplência.

 

Petrobras PN (PETR4)
Preço atual R$ 29,11
Preço-alvo não tem
Desempenho no ano –19,5%
Indicação: Risco alto

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O adiamento da capitalização da Petrobras para setembro é mais um reforço nas recomendações de cautela. Antes que as condições estejam definidas, a volatilidade continuará alta e é possível que o desempenho no ano continue em baixa. Os fundos de investimento têm preferido apostar na baixa das cotações. O risco político de interferência do governo também reforça a decisão dos investidores institucionais de ficarem longe da ação. “É preciso esperar para ver o que vai acontecer com a empresa”, diz Marcelo Coutinho.

 

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  • Maximiano M do N Neto

    em 28/06/2010 13:49:50

    Eu também sou "analista de ações" e meus conhecimentos não chegam a misturar o BB com o Bradesco, aliás as ações do BB (BBAS3) estão cotadas hoje a 27,19 na abertura. Não seria melhor analisar outros mercados para que a revista não perca por completo a credibilidade?

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    • Pablo Ribeiro

      em 28/06/2010 11:40:53

      Lamentável o artigo... Não apenas por misturar BB com Bradesco, mas principalmente pela superficialidade da análise. Não diz nada!

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      • Luciano

        em 28/06/2010 09:01:47

        O jornalista que escreveu esse artigo deve entender tanto de Bolsa que até nominou as ações do Banco do Brasil com o código BBDC3. A carteira de crédito do BB tem 97% dos clientes c/risco A e B. Mas talvez, Sr. Marcio kroehn, o Bradesco esteja realmente precisando cuidar da inadimplência. Não o BB.

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        • Bla

          em 26/06/2010 13:45:58

          Especulação! ganharam quanto?

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          • Daniela Freddo

            em 26/06/2010 13:17:58

            As informações a cerca das ações do Banco do Brasil estão totalmente errada. Primeiro, o código da ações do BB é BBAS3, segundo, a desvalorização no ano está em 3,81% e em último, o preço atual da ação é de R$27,10. Por favor, prestem atenção às informações prestadas ao leitor e corrijam os erros!!

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            • Guilherme Garcia

              em 25/06/2010 22:13:43

              BBDC3 é BRADESCO ON e não BB ON.

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