ECONOMIA

Nº edição: 664 | Economia | 25.JUN.10 - 21:00 | Atualizado em 13.06 - 16:06

Um país maior que a Shakira

Os negócios brasileiros florescem num país com novo presidente e afastado do risco chavista

Por Guilherme Queiroz

Em 10 de junho, espectadores em mais de 100 países assistiram, encantados, à popstar Shakira se contorcer durante a abertura da Copa do Mundo da África do Sul. Mas Shakira não é o único atrativo que vem da Colômbia. Pelo menos não para os empresários brasileiros. No mundo dos negócios, a economia colombiana recebeu US$ 7,2 bilhões em investimentos externos em 2009 e este ano já são US$ 3,8 bilhões.
 

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Juan Manuel Santos: presidente eleito busca parcerias com o Brasil


As empresas brasileiras, atentas ao dinamismo do país vizinho, têm sido chamadas a formar parcerias estratégicas em diversos  setores. Desde o ano passado, o governo brasileiro recebeu quatro grandes missões de empresários colombianos – uma delas liderada pelo presidente Álvaro Uribe. Um tratamento que o seu sucessor, Juan Manuel Santos, eleito no domingo 20, promete manter. Ministro da Fazenda e da Defesa no governo de Uribe, Santos foi eleito com 69% dos votos e a promessa de criar 2,5 milhões de empregos e formalizar 500 mil.

Não faltam atrativos no país vizinho. Além de combater a guerrilha, Uribe patrocinou reformas importantes na economia, reduzindo a burocracia e firmando acordos de livre comércio com diversos países. A postura já gerou oportunidades para o Brasil. Em 2009, a Vale investiu US$ 373 milhões na compra da Cementos Argos e operações de carvão. A Votorantim aplicou US$ 21 milhões para ampliar a capacidade da siderúrgica de Paz del Rio. No ano anterior, a Gerdau comprou por US$ 59 milhões o controle da mineradora Cleary Holdings e investiu US$ 19,2 milhões na Aceros de Boyacá.

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O que a Colômbia quer agora é atrair empresas brasileiras para o setor financeiro, de tecnologia da informação e de alimentos e bebidas, e conquistar espaço para suas mercadorias no mercado nacional. As divergências recentes com o venezuelano Hugo Chávez fecharam o segundo maior mercado da indústria colombiana.

Se antes chegavam a US$ 5 bilhões por ano, as exportações para a Venezuela não devem ultrapassar US$ 1,5 bilhão neste ano. “Adotamos uma política de diversificação de mercados, para reduzir a dependência dos parceiros tradicionais”, disse à DINHEIRO Carlos Rodriguez, chefe do escritório comercial da Colômbia no Brasil. Parte da estratégia consiste em chamar a atenção do empresariado brasileiro para os vários tratados de livre comércio entre a Colômbia e outros países. Há acordos em vigor com a União Europeia, México, Guatemala, Chile e El Salvador. O país também tem acesso privilegiado a dois grandes mercados das Américas: EUA e Canadá.

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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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