NEGÓCIOS

Nº edição: 663 | Negócios | 18.JUN.10 - 21:00

Rumo ao Sul

A rede cearense de farmácias Pague Menos, a maior do País, vai abrir 150 lojas até 2012. A meta é faturar R$ 2,5 bilhões e se lançar na Bolsa

Por Érica Polo

Deusmar Queirós nasceu no Ceará, mas, a julgar pelo seu estilo no comando dos negócios, poderia ser considerado mineirinho. De vendedor de rapadura quando criança, ele abriu uma pequena farmácia em Fortaleza em 1981 e, desde então, tem conquistado mercado pelas beiradas.

Primeiro tornou a Pague Menos tradicional na região Nordeste e, hoje, com 350 unidades, alcança um faturamento anual de R$ 1,8 bilhão. Nos últimos anos, Queirós resolveu atravessar a fronteira para outras regiões marcando presença em todos os Estados brasileiros. Agora se prepara para ousar ainda mais e pisar no calo de concorrentes como Drogasil e Drogaria São Paulo.
 

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É que a rede trabalha para fortalecer a sua presença no País, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, e quer chegar a 500 unidades e um faturamento de R$ 2,5 bilhões até o fim de 2012. “São Paulo, Paraná e Minas Gerais são os Estados onde estão concentrados os esforços agora”, disse Queirós à DINHEIRO. “A meta é abrir o capital em 2012.” Para isso, ele tem de chegar lá com números que convençam investidores.

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Em 2010, 23 lojas já foram abertas, sendo que 14 estão em municípios mineiros, cariocas e paulistas. Outras 17 serão inauguradas até o fim do ano, num investimento total de R$ 50 milhões. Mesmo com todo esse plano delineado, a Pague Menos ainda não é expressiva em São Paulo.
 

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Expansão: Deusmar Queirós abriu 23 lojas neste ano, sendo que 14 estão em
municípios mineiros, cariocas e paulistas. Mais 17 serão inauguradas em 2010

“Ele precisaria investir mais no visual da loja e no atendimento ao público porque a concorrência é bastante estruturada e sofisticada”, opina Maurício Morgado, da Fundação Getulio Vargas. Isso, ao que parece, não será problema. A Pague Menos está acostumada a entrar nos mercados e puxar a concorrência. Até seis anos atrás, as grandes redes atuavam regionalmente. “O cenário começou a mudar quando a Pague Menos saiu do Nordeste”, avalia Sérgio Barreto, presidente da Abrafarma. “Drogasil, Pacheco e Raia também se mexeram, por exemplo.”

Para crescer, as redes têm de se aproximar cada vez mais dos consumidores, abrindo lojas em cada bairro das cidades onde estão presentes. “É importante se aproximar do consumidor porque ele compra perto de casa”, diz Claudio Felisoni, presidente do Conselho do Programa de Administração do Varejo (Provar). A Pague Menos está seguindo esta cartilha.

 

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