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Nº edição: 663 | Negócios | 18.JUN.10 - 21:00 | Atualizado em 13.06 - 16:40
Acredite: aqui tem US$ 1 trilhão
Descoberta no Afeganistão de uma das maiores reservas minerais do mundo pode significar uma era de prosperidade para um país destruído por uma guerra sem fim
Por Amauri Segalla
Nas últimas décadas, o Afeganistão sempre apareceu com destaque no noticiário internacional. Mas nunca foi por um bom motivo. Atentados terroristas perpetrados por integrantes do talibã, a procura por Osama Bin Laden, a ocupação americana e as discussões acaloradas que o fato acarretou, tudo isso fez do país um rosário de tragédias.

Onde estão as jazidas: soldado americano nos arredores de Cabul.
Montanhas geladas escondem fortunas em líto, ouro e ferro
Na semana passada, o Afeganistão, enfim, trouxe algo que merece comemoração. Um estudo do Pentágono, que vazou para a imprensa americana, apresentou um dado impressionante: debaixo das geladas montanhas afegãs (montanhas essas que servem de esconderijo para terroristas e, especula-se, até para Bin Laden) escondem-se reservas minerais de US$ 1 trilhão.
De acordo com o Pentágono, ali estão algumas das maiores jazidas de lítio, ouro e ferro do planeta. Mais ainda: a descoberta envolve quantias tão elevadas de metais fundamentais para a indústria que podem fazer do Afeganistão um dos maiores centros de mineração do planeta. “O potencial das minas do Afeganistão é algo simplesmente formidável”, disse o general David H. Petraeus, porta-voz do Pentágono. Afinal, o que uma descoberta deste porte representa para um país destruído por uma guerra sem fim?
Para se ter uma ideia do que o valor representa, estima-se que todo o pré-sal brasileiro alcance US$ 7 trilhões. A diferença é que o Produto Interno Bruto do Brasil soma US$ 1,5 trilhão. Numa conta simples, é razoável afirmar que o pré-sal vale pouco mais de quatro vezes a riqueza em circulação no País. Como o PIB do Afeganistão é de US$ 12 bilhões, as jazidas reveladas pelo governo americano são 80 vezes mais valiosas do que toda a economia afegã. Ou seja, o país tem o direito de sonhar com uma inédita e surpreendente era de prosperidade. “Com a descoberta, o Afeganistão pode virar uma espécie de Kuwait”, diz o economista Ricardo Amorim.

Cena cotidiana: atentado na semana passada em Cabul, capital do Afeganistão.
Terroristas talibãs não dão sossego ao país
Antes de o petróleo jorrar das profundezas de seu território, o Kuwait era um país pobre que vivia essencialmente da pesca. Hoje, é uma das maiores potências do Oriente Médio, com um PIB de US$ 180 bilhões e uma das maiores concentrações per capita de bilionários do planeta. O Afeganistão passará pela mesma transformação?
É cedo para saber – mas é correto afirmar que se trata de um processo demorado. Atualmente, não existe uma única indústria ou infraestrutura de mineração no país e o governo americano calcula que serão necessárias mais de duas décadas para que as jazidas deem lucro.

A descoberta das reservas minerais de US$ 1 trilhão representa uma grande oportunidade econômica também para os Estados Unidos. Entre outras aplicações, o lítio guardado nas montanhas afegãs é usado na produção de carros elétricos. As baterias de íons de lítio são utilizadas nos veículos híbridos porque contêm mais energia com menos peso que outros materiais e porque perdem carga mais lentamente.
O Afeganistão, portanto, estaria sintonizado com uma das maiores demandas econômicas do século 21. Num certo sentido, o país representa o futuro. Numa comparação simplificada, pode-se dizer que o Iraque, ocupado pelos Estados Unidos desde 2003, pode simbolizar o passado.
Dono da segunda maior reserva de petróleo do planeta, o Iraque depende essencialmente de um produto que provavelmente terá sua demanda reduzida nos próximos anos – graças inclusive ao avanço de novas opções de geração de energia, como a eletricidade que vai movimentar os carros do futuro.
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-
Oscar
em 22/06/2010 14:45:05
Mais uma vez a Corporatocracia Norte-americana venceu. Primeiro enviaram os Assasinos Econômicos com a missão de corromper o governo local. Depois enviaram os Chacais para eliminar possíveis dissidentes e rebeldes e por último, enviaram as Forças Armadas para tomar o país à força.
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