MERCADO DIGITAL

Nº edição: 500 | EDIÇÃO 500 ESPECIAL | 25.ABR.07 - 10:00 | Atualizado em 22.05 - 18:23

Oito idéias para um mundo melhor

1. DESMATAMENTO VERDE
Criado pela empresa canadense Triton, um robô chamado Sawfish pode cortar pesadas toras de madeiras antigas em florestas submersas pela construção de represas. Pilotado por um jogador através de um joystick, na superfície da água, o Sawfish pode cortar até 250 árvores em oito horas. Um verdadeiro desmatamento verde. Passo a passo, o robô aquático age da seguinte forma:

Comando e controle – colocado no fundo da água por um guindaste, a parte subterrânea é conectada a um gerador a diesel por meio de uma corda de 720 pés. Dentro de um contêiner na barca, um piloto escaneia os vídeos de oito câmeras submersas e manobra o Sawfish com um joystick.

• Movimento – o robô tem um motor potente e sete lâminas direcionadas, o que permite os movimentos seguros em terrenos traiçoeiros.

• Corte – para derrubar uma árvore, o Sawfish engancha o tronco com suas pinças de aço, de maneira que as serras de 54 polegadas em cadeia possam abrir à força através da madeira.

• Recuperação – as toras submersas não flutuam, então o Sawfish coloca airbags nos troncos usando uma raquete hidráulica. As bolsas flutuantes elevam os troncos à superfície.

• Armazenamento – um rebocador equipado com um par de garras hidráulicas arrasta as toras cortadas para um dos vários depósitos flutuantes.

 
 

2. PARTÍCULAS QUE FAZEM A DIFERENÇAE
Chegou ao mercado um novo material biodegradável. A Orbys, empresa com foco na produção de nanocompósitos – materiais formados pela combinação de compostos inorgânicos –, desenvolveu um produto para ser aplicado em embalagens de alimentos, brinquedos e calçados. O Imbrik é um artefato criado em parceria com a Universidade de Campinas que introduz partículas de argila na borracha natural através da coesão elétrica: “Vamos oferecer um material que não prejudica o meio ambiente”, conta Eduardo Figueiredo, diretor da Orbys. Já estão disponíveis no mercado um adesivo para a indústria de calçados e uma borracha sintética para a fabricação de dutos.
 
 
 
 
3. ALTERNATIVA AO CLORO
A Brasil Ozônio lançou seu novo aparelho gerador de
moléculas de oxigê nio. Chamado de BRO3-3, o produto é ideal para o tratamento da água em piscinas, poços artesianos, caixas d’água e efluentes industriais. Além de substituir o uso do cloro, que é uma substância comprovadamente tóxica, o ozônio é 20 vezes mais forte em sua ação e age cerca de três mil vezes mais rápido.
 
 
 
 

4. O RESÍDUO QUE VIROU TIJOLO
O que fazer com os resíduos retidos no tratamento de água de um município? Essa era a questão que surgia na cabeça do estudante de engenharia civil Rafael da Cunha, da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil). Ao acompanhar o tratamento de água em Esteio (RS), o jovem gaúcho quis achar um destino útil para o lodo que se acumulava na estação de tratamento da cidade e descobriu que a espécie de “gel” que era seu material de estudo poderia servir como composto para um “tijolo ecológico”. Com os trabalhos no laboratório da Ulbra, esse tijolo “amigo” do meio ambiente acabou se tornando uma realidade – a cerâmica foi aprovada dentro das normas internacionais. O tijolo ecológico de Cunha deve entrar em produção comercial ainda este ano.
 
 
 
 

5. OLHA O DESPERDÍCIO!
Segundo dados do Cietec (Centro Incubador de Empresas Tecnológicas), em média, um município desperdiça 45% da sua água. Para combater esse mal, um software desenvolvido pela Nexus mapeia todo o sistema de tubulação de uma cidade, para detectar qualquer vazamento: “O software tem o código livre para as empresas de saneamento”, explica José Pinheiro, diretor da Nexus. A Superintendência de Água e Esgoto de Votuporanga (Saev) e o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André (Semasa) já utilizam o software da empresa.


 
 
 
 

6. PINTE BEM
No último ano, a Tintas Coral destinou mais de 30 milhões de garrafas recicláveis para a composição das matérias-primas de seus produtos. A reutilização das embalagens fornece a resina alquídica, substância essencial para a fabricação de tintas e vernizes de base solvente. Agora, a empresa começa a substituir os solventes por tintas à base de água, para serem aplicadas como esmaltes em metais e madeiras. Mas as iniciativas da empresa em prol do meio ambiente não param por aí. Como parte de um grupo britânico chamado ICI, desde 1996, a companhia baseia todos seus produtos em um manual chamado “green book”, onde cada componente que forma um produto é selecionado e trocado por um material que não agride o meio ambiente: “Temos uma bíblia ems que estão listadas todas as matérias-primas que não se podem utilizar para a fabricação de tintas”, conta Mateo Lazzarin, gerente do laboratório de desenvolvimento da Tintas Coral. O livro faz com que a empresa utilize tecnologia de ponta para trabalhar em cima de fontes renováveis: “Isso é ordem dentro da Coral”, explica Lazzarin. A última novidade da Coral é um produto à base de soja, criado pela empresa Resypar, que substitui os derivados de petróleo.


 
 
 
 

7. NEUTRALIZADOR DO LIXO NUCLEAR
A energia nuclear está preparando um retorno, mas agora será apresentada como uma solução verde e livre de gases para o aquecimento global. Mas não com a corrente tecnológica que prega o reprocessamento do lixo nuclear e assim deixa o indesejável plutônio livre para ser utilizado na fabricação de armas. Em vez disso, cientistas da estatal americana Argonne National Lab, em Chicago, estão projetando uma tecnologia química chamada Urex+, que extrai urânio reutilizável, permitindo que uma quantidade quatro vezes maior de lixo seja alojada em depósitos nucleares subterrâneos. Os especialistas afirmam que a tal tecnologia provocaria, pelo menos, um boom de usinas de energia nuclear ecologicamente possíveis. Mas este não é o único benefício. A iniciativa também deixaria o plutônio encerrado em outros elementos químicos, tornando-o menos acessível aos terroristas e outros praticantes do mal. E mais: o plano é caminhar para um novo tipo de reator nuclear, que poderia queimar o lixo reprocessado e transformá-lo em combustível. As tecnologias de reprocessamento do lixo devem levar de cinco a dez anos para serem utilizadas.

 
 
 
 

8. SENSORES DO MEIO AMBIENTE
A nanotecnologia e o avanço das redes sem fio está gerando uma nova oportunidade de negócios voltados para o monitoramento de fenômenos ambientais. Empresas americanas estão testando espécies de sensores que, conectados a computadores através de redes sem fio, têm o objetivo de “cheirar” o ar, a água e o solo em busca de poluentes ou detectar mudanças de temperatura e pressão. Um dos exemplos é a tecnologia desenvolvida por Joe Wang, cientista-chefe da Universidade do Estado do Arizona, e que já está sendo distribuída na Baía de San Diego e nos canais de Veneza para fiscalizar os níveis de metais pesados. Outro exemplo vem da americana Ensco, empresa provedora de serviços de perfuração para a indústria de petróleo e gás, do Estado de Virgínia, que está estudando um aparelho para obter o combustível através de micropainéis solares.

 
 


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