MERCADO DIGITAL
Nº edição: 662 | Mercado Digital | 11.JUN.10 - 21:00 | Atualizado em 22.05 - 17:28
Para onde chuta a Microsoft?
Na guerra dos games, a empresa de Bill Gates tem uma arma para enfrentar o Wii e o PS3: é um sistema que transforma o próprio corpo humano num controle
Por Ralphe Manzoni Jr.
Clique no ícone e ouça um resumo da reportagem "Para onde chuta a Microsoft?"
É uma pequena caixinha, mas de importância vital para a Microsoft. Nesta terça-feira 15, a companhia mostra ao mundo os detalhes do que vem a ser o Projeto Natal, um periférico que funciona em conjunto com o seu console de videogames Xbox 360, que já vendeu mais de 40 milhões de unidades desde o lançamento em 2005.

Ele é um raro sopro de inovação na empresa de Bill Gates, pois transforma o corpo humano em um controle para jogar, além de reconhecer a voz do jogador. Apenas finja que está jogando tênis e use suas mãos como se fosse uma raquete. Os sensores reconhecem os movimentos e as expressões faciais e criam um avatar que copia tudo o que o jogador faz (saiba mais no infográfico ao lado). É assim que funciona o Natal ou o nome que ele venha a ter quando for lançado em outubro, por aproximadamente US$ 100, de acordo com a previsão de analistas do mercado financeiro.
E a Microsoft precisa que o Projeto Natal seja um sucesso. As vendas do Xbox 360 desaceleraram desde que a Sony, um dos principais concorrentes, baixou o preço do seu console de videogame. O PlayStation 3, da companhia japonesa, já vendeu 4,1 milhões de unidades em 2010, 1 milhão a mais do que o produto da Microsoft.
O Wii, da Nintendo, ainda é o líder, com 6 milhões de aparelhos comercializados mundialmente neste ano. A divisão de entretenimento, onde está o Xbox, deve ter um lucro operacional de US$ 773 milhões no ano fiscal de 2010, que termina em junho, de acordo com projeções do UBS Securities. Desde 1999, ela já faturou US$ 49 bilhões, mas com um prejuízo de US$ 8,6 bilhões, segundo estimativas de Katherine Egbert of Jeffries & Co. A margem operacional da área, neste ano, é de 10%, ainda longe dos 72% do Windows, o produto mais lucrativo da companhia.

Nada disso desanima a Microsoft. E o Natal é, de fato, um projeto inovador como há tempos não se via na empresa. Se for bem-sucedido, pode levar à criação de novos produtos usando a tecnologia de sensores que captam os movimentos do corpo, principalmente em monitores e tevês.
A mente criativa por trás dessa iniciativa é a do brasileiro Alex Kipman (daí o nome Natal, uma homenagem à capital do Rio Grande do Norte, uma de suas cidades favoritas). Com 32 anos, esse curitibano trabalha desde 2001 na empresa. É um fanático jogador de games e pode ser encontrado com o codinome Zeus no Xbox Live (o serviço de jogos online da Microsoft).
Nas poucas entrevistas que concedeu, gostava de dizer que tem o emprego dos sonhos e que Bill Gates, o fundador da Microsoft, é o seu herói. Hoje, tem o pomposo cargo de diretor de incubação para o Xbox 360. Na prática, isso significa que é ele quem dá as diretrizes do desenvolvimento da caixinha do Natal. “Meu papel é e continuará a ser a alma do projeto”, disse em uma entrevista para um site especializado em games. Como brasileiro, ele sabe chutar. Será que desta vez a Microsoft acertará o alvo?
ASSUNTOS RELACIONADOS
Multimídia
TAMBÉM NA ISTOÉ dinheiro
Isto é compartilhar
Últimas Notícias
A pegada do Baidu
07/05 - 21:00O concorrente brasileiro do Kindle
09/07 - 18:00Você pode ganhar muito dinheiro no Facebook
02/09 - 21:00Colunas
ver todosO perfil do desenvolvedor Android





















