FINANÇAS

Nº edição: 662 | Finanças | 11.JUN.10 - 21:00 | Atualizado em 13.06 - 16:14

Dinheiro a perder de vista

"BNDES paulista" tem R$ 1 bilhão para emprestar, em prazo de até 60 meses. Saiba quem está no foco

Por Hugo Cilo

Pouco depois das 17h da quinta-feira  3, um sino tocou na rua da Consolação, 371, no Centro de São Paulo. Ali fica a sede da agência de fomento Nossa Caixa Desenvolvimento. Tratava-se da comemoração simbólica de dois recordes. O primeiro, a superação da marca de R$ 100 milhões em empréstimos para pequenas e médias empresas paulistas.

O segundo, o de ter atingido, entre as 14 agências similares do País, esse valor em apenas 12 meses. “Estamos com força máxima”, disse, eufórico, o presidente Milton Luiz de Melo Santos, que comandou o banco Nossa Caixa antes da venda para o Banco do Brasil. Ele procura empresários com fome de bola para cravar um terceiro recorde. Quer chegar ao final do ano com R$ 1 bilhão em empréstimos. “Não nos falta dinheiro. O desafio é encontrar as empresas e colocar todo esse recurso em circulação”, afirma Santos.
 

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O presidente da agência de fomento, Milton Luiz de Melo Santos, procura empresas menores
 

Em ano eleitoral, e de forte retomada do crescimento econômico, não deve ser difícil encontrar candidatos aos empréstimos de até 60 meses. As taxas de juros começam em 0,49% ao mês, menos que a remuneração da caderneta de poupança. Os critérios de concessão são semelhantes aos praticados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empresas de médio porte. Para capital de giro, a linha mais cara, os juros mensais são de 0,96% e o prazo é de até 12 meses.  Mas o dinheiro é, de certa forma, carimbado. Terão prioridade as companhias com faturamento anual entre R$ 240 mil e R$ 100 milhões dos setores-chave da economia paulista. Por exemplo, empresas da cadeia automobilística, de bens de capital e de agronegócio.

“Estamos focados nos segmentos fundamentais do Estado de São Paulo. Nesses campos, temos uma avenida para crescer”, diz Santos. Questões sociais e de infraestrutura também afetam parte dos desembolsos. Linhas especiais de financiamento foram criadas para atender projetos ambientais e obras emergenciais. A agência emprestou R$ 2,5 milhões para 65 empresários da cidade de São Luiz do Paraitinga, destruída pelas chuvas do início do ano.

O Estado de São Paulo concentra 40% de toda a produção da indústria e responde por um terço do PIB brasileiro. Poucos empresários, no entanto, conhecem a agência de fomento paulista. Para chegar aos clientes potenciais, Santos pretende fazer uma grande campanha de divulgação das linhas de crédito.

E firmará parcerias com entidades de classe, como Abimaq (máquinas), Apas (supermercados) e Fiesp (indústria), entre outras. O apelo é grande. Além do prazo mais longo e dos juros mais em conta, as exigências de garantias são menores do que no sistema bancário tradicional. O que, para muitos, é uma questão de sobrevivência do próprio negócio. “Crédito mais barato e com prazos mais flexíveis é fundamental para garantir a saúde financeira das pequenas e médias, especialmente em períodos de turbulência, como a que vimos no ano passado”, afirma Miguel Abdo, diretor da consultoria Naxentia.

 

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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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  • Ricardão

    em 12/06/2010 19:37:20

    É uma boa quantia, para conseguir algum tem de pagar quanto de propina ??. Tô dentro !!

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    • levi stephano

      em 12/06/2010 19:12:19

      Gostaria de informacoes como podemos nos inscrever para estes financiamentos.

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      • QUE CAPACIDADDE

        em 12/06/2010 19:07:03

        SÓ ESPERO QUE ESSE DINHEIRO NÃO SEJA (DE NOVO)TEREM PEGO DO FGTS COM OEM OUTRA OCASIÃO,,POIS É SOFRIMENTO OS TRABALHADORES QUE TEM DIREITO VEREM SEU FGTS PASSAR O ANO TODO NAS MÃOS DELES SENDO "MUITO BEM APLICADO),E QUANDO RETORNA PRO TABALHADOR ELES RECEBEM SEUS 0,03 %DE LUCRO,"ISSO É,UMA,VERGONHA"

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        • drogaria lívia

          em 12/06/2010 19:00:24

          então, com tanto dinheiro para alguns setores da economica, por que não enviar alguns para os comerciantes, tão sufocados pela carga tributária brasileira, nos agradeceriamos muito

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