NEGÓCIOS
Nº edição: 657 | Negócios | 07.MAI.10 - 21:00 | Atualizado em 13.06 - 16:02
Uma indústria pronta para zarpar
Após 13 anos sem construir grandes petroleiros, o Brasil assistirá ao lançamento do João Cândido, navio produzido pelo Estaleiro Atlântico Sul. Em jogo, está um mercado de US$ 12 bilhões nos próximos seis anos
Por Érica Polo
Os números impressionam: 272,4 metros e US$ 120 milhões. O primeiro é o comprimento, maior que dois campos de futebol. O segundo é o seu preço. Eis o João Cândido, navio de 24,5 mil toneladas que acaba de ser lançado ao mar para ser finalizado nas águas do porto de Suape, em Pernambuco, e, assim, transportar até um milhão de barris de petróleo. Mais do que um simples lançamento, a embarcação – construída pelo Estaleiro Atlântico Sul, cujo nome é uma homenagem a João Cândido, o marinheiro negro que liderou a Revolta da Chibata em 1910 – simboliza o renascimento da indústria naval brasileira.

Afinal, é o primeiro petroleiro de grande porte construído no País depois de 13 anos. O último exemplar de que se tinha notícia foi o Livramento, que levou uma década para ser concluído, dez vezes mais do que o João Cândido. “Além de representar o renascimento do setor, ele será o nosso cartão de visita”, disse Ângelo Bellelis, presidente do Estaleiro Atlântico Sul, à DINHEIRO.
A empresa, que tem entre seus sócios os grupos Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, PJMR Investimentos e a coreana Samsung Heavy Industries, investiu R$ 1,8 bilhão para levantar a sua estrutura e possui uma carteira de pedidos invejável. São 22 petroleiros e um casco da plataforma P-55, da Petrobras, que devem ser entregues até 2014 com valor de US$ 3,5 bilhões. “O Brasil tem hoje a segunda maior carteira de embarcações do mundo, atrás apenas da Coreia”, diz o consultor Luiz Nelson Porto Araújo, da BDO Brasil.
Os empresários do setor, é verdade, atravessam um bom momento, mas nem sempre foi assim. “Nos anos 80, a indústria naval minguou, sobretudo entre 1994 e 2002, quando a Petrobras reduziu fortemente os investimentos no País”, lembra Miguel Luiz Ferreira, professor do departamento de engenha ria mecânica da Universidade Federal Fluminense (UFF).

Aposta alta: o Estaleiro Atlântico Sul investiu R$ 1,8 bilhão para montar toda a sua estrutura
Por muito tempo, as empresas sobreviveram dos serviços de reparos de navios e algumas chegaram a fechar portas. Um conjunto de variáveis ajudou a desencalhar os fabricantes. Entre elas, políticas públicas como a do conteúdo local – exigência da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que determina o uso mínimo de 37% de equipamentos nacionais na exploração e produção –, além do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), criado em 2004.
“O Brasil voltou a produzir navios por uma decisão do governo. Faço questão de estar presente no lançamento do primeiro barco”, disse Dilma Roussef à DINHEIRO. O renascimento dessa indústria também é puxado pelo pré-sal e pela expansão dos negócios nos setores agrícola e de minério.

A atividade petroleira, contudo, é o grande filão. A construção de navios, barcos de apoio e plataformas representa cerca de 80% do negócio e deve render mais de US$ 12 bilhões às empresas nos próximos seis anos – levando-se em conta apenas encomendas da Petrobras e de sua subsidiária, a Transpetro.
Segundo o Sinaval, que representa o setor, somente em 2010 os estaleiros nacionais deverão faturar R$ 5,5 bilhões. O segmento tem uma lista de pedidos que ultrapassa 100 embarcações, de diversos tipos, entre graneleiros e transportadores de contêineres. Somente a Transpetro demandará 49 embarcações, segundo a companhia.
Só de plataformas, a Petrobras já encomendou 12. O estaleiro Mauá, o mais antigo do País, está construindo quatro embarcações. O estaleiro Eisa, controlado pelo Grupo Synergy, tem 24 navios encomendados. O BrasFELS, do Grupo Keppel FELS, de Cingapura, tem dez encomendas no valor de US$ 4 bilhões. Na avaliação do consultor Porto Araújo, da BDO, o Brasil ainda tem de avançar muito nesse segmento. “Com o tempo, as embarcações se tornarão mais sofisticadas. Ainda não temos, por exemplo, navios que transportem gás natural liquefeito”, diz.
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- comentários (63)
- Sua opinião
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João
em 11/05/2010 10:23:47
Obrigar a Petrobras a comprar navios e plataformas a preços pelo menos um terço mais caro que no exterior vai matar a galinha dos ovos de ouro. os amigos dos rei vão ganhar dinheiro como nunca, mas quem fica...
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Ricardo
em 08/05/2010 20:16:48
Esse pobre indivíduo identificado como Marcos, que além de analfabeto político, é analfabeto "stricto sensu", deveria enfiar sua viola no saco e ir para outro forum proferir suas asneiras, tratar com gente de sua estirpe. Uma sugestão ao pária: www.ifhc.org.br Leva que o filho é seu, FHC!!!
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leonidas
em 08/05/2010 18:42:37
Para seu melhor entendimento os cartões de credito são controlados por bancos internacionais o barrasileiro pois se BRASILEIRO fosse não perguntaria uma coisa dessas. e se não quer pagar juros seja BRASILEIRO e pague suas faturas em dia e evite juros...
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marcos
em 08/05/2010 16:51:07
tudu mentira noa percebo nada disso no dia dia e vc deve ta percebendo q vou enfiar alguma coisa ai atras do senhor se puxa saco do lula molusco
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DR NELSON
em 08/05/2010 16:32:27
Dívida externa: Lula: Pagou a dívida externa (hoje já emprestamos dinheiro) FHC: 210 bilhões
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DR NELSON
em 08/05/2010 16:30:22
A comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC: Risco-país: Lula: 204 FHC: 2.400 * No governo Lula, o país atingiu o patamar mais baixo da história.
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DR NELSON
em 08/05/2010 16:29:43
Exportações (em dólares): Lula: 118,3 bilhões FHC: 60,4 bilhões Balança comercial (em dólares): Lula: 103,3 bilhões FHC: ? 8,4 bilhões
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DR NELSON
em 08/05/2010 16:29:42
Exportações (em dólares): Lula: 118,3 bilhões FHC: 60,4 bilhões Balança comercial (em dólares): Lula: 103,3 bilhões FHC: ? 8,4 bilhões
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DR NELSON
em 08/05/2010 16:28:57
Criação de empregos: Lula: 6 milhões (4 milhões com carteira assinada) FHC: 700 mil Média anual de empregos gerados : Lula: 1,14 milhão FHC: 87,5 mil
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DR NELSON
em 08/05/2010 16:28:17
Operações da PF contra a corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro etc.: Lula- 183 FHC- 20 Prisões efetuadas: Lula: 2.971 FHC: 54
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DR NELSON
em 08/05/2010 16:27:31
A comparação entre 4 anos do governo Lula e 8 anos do governo FHC: Número de policiais federais: Lula: 11 mil FHC: 5 mil
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Pedro
em 08/05/2010 16:25:13
O interessante é que a indústria naval brasileira era a 2a. maior do mundo e foi destroçada entre 1994 e 2002 (quem era o presidente durante a maior parte deste período?).
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Pedro
em 08/05/2010 16:24:38
As Universidades Federais e Escolas Técnicas Federais foram proibidas de realizar quaisquer ampliação, inclusive construção de salas de aula, laboratórios e bibliotecas, adivinha quem assinou o decreto proibindo? Só pra lembrar, este decreto foi revogado em 2003.
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marcos
em 08/05/2010 16:16:39
dr nelson o negocio do senhor é chupa rola se veio retardado
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Lucas
em 08/05/2010 16:16:32
Marcos não tenho dúvida, vc não é feliz, vc é enrrustido, faz deconta que é macho mais é a maior franga.... sai do armário e vai fazer a mulecada feliz, não esquece de dar uma grana p/ eles, porque vc deve ser feio e neste caso só pagandokkkkkkkkkkkkkkkkk
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COELHO
em 08/05/2010 16:16:25
O FHC TEVE O GRANDE MÉRITO DE DEIXAR NA RUA 50 MIL SOLDADORES (SÓ NO RIO) , SUCATEOU A INDUSTRIA NAVAL.
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COELHO
em 08/05/2010 16:12:22
O FHC TEVE O GRANDE MÉRITO DE DEIXAR NA RUA 50 MIL SOLDADORES (SÓ NO RIO) , SUCATEOU A INDUSTRIA NAVAL.
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marcos
em 08/05/2010 16:11:12
dr nelson minha vontade é e infiar uma bengala bem no meio do seu ............
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Eduardo
em 08/05/2010 16:09:13
O presidente Lula revitalizou a industria naval brasileira, trazendo muitos empregos para PE. Antes, o ex presidente FHC, acabou com a industria naval . Foi muito bom para o Brasil, a Petrobras não ter sido privatizada.
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