DINHEIRO EM AÇÃO

Nº edição: 656 | Dinheiro em ação | 30.ABR.10 - 11:31 | Atualizado em 23.03 - 10:22

Quer ser sócio do Steve Jobs?

Saiu a lista das dez primeiras ações internacionais que serão negociadas na forma de recibo (BDR) na BM&FBovespa

Por Milton Gamez

Papéis avulsos

Na quinta-feira 29, o Deutsche Bank, que será o formador desse mercado no País, protocolou os nomes na Comissão de Valores Mobiliários (CVM):  McDonald’s, Avon, Exxon, Pfizer, Walmart, ArcelorMittal, Bank of America, Goldman Sachs, Google e Apple, de Steve Jobs. Nesse primeiro momento, para adquirir aqui uma parcela dessas companhias, será preciso procurar um fundo.

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 Ninguém poderá comprar diretamente esses BDRs antes de a CVM avaliar a maturidade do mercado brasileiro para esse tipo de ativo. “Essa limitação é razoável”, diz Ricardo Nascimento, diretor de custódia do Deutsche. “Mas nada impede que seja criado um fundo só para os BDRs do McDonald’s, por exemplo”, completa. Os recibos de ações representam 20% do volume diário de outras bolsas da América Latina, como México e Argentina. Outros nomes vêm por aí. A BM&FBovespa está preparando o próximo lote de dez empresas. Os formadores de mercado terão que mostrar interesse até 31 de maio.

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Steve Jobs, presidente da Apple Computer
 


Destaque no pregão

Balanço da  Natura anima mercado

As ações da Natura subiram 2,7%, na quinta-feira 29, acima dos 2% de alta do Ibovespa no mesmo dia. O resultado foi impulsionado pelo balanço do primeiro trimestre de 2010. A companhia dos empresários Guilherme Leal, Antônio Seabra e Pedro Passos apresentou apenas 2% de alta no lucro líquido em relação ao mesmo período de 2009, chegando a R$ 141,6 milhões. Mas outros indicadores da empresa animaram o mercado. Um deles foi a receita líquida, que cresceu 27%, para R$ 1 bilhão.
 

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Palavra de analista

O analista Mário Bernardes Junior, da BB Investimen-tos, destaca a eficiência operacional da Natura, que resultou em um ganho de margens. E as perspectivas são positivas. “2010 é uma boa promessa para o comércio varejista. A Natura tem produtos com tíquete baixo e tem tudo para ganhar”, afirma. Com recomendação de manutenção dos papéis, a instituição tem preço-alvo de R$ 39,61 para dezembro de 2010.


Quem vem lá

HRT quer ser empresa aberta

Uma nova empresa pré-operacional de petróleo  prepara seu avanço no mercado de capitais. É a HRT Participações em Petróleo. A HRT solicitou, na segunda-feira 26, registro de companhia aberta à Comissão de Valores Mobiliários. Formada por ex-funcionários da Petrobras, a HRT segue os passos da OGX, do empresário Eike Batista. Mas numa escala bem menor. A captação privada inicial, em 2009, foi de US$ 275 milhões. Comandada pelo geólogo Márcio Melo, a HRT adquiriu 51% de 21 blocos de exploração no Amazonas.  Vem ai um novo IPO?
 

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Fique de olho: Depois de disparar 336% na Bovespa em 2009, a ação da OGX petróleo acumula queda de 1,76% no ano.


Link corretora  

A volta por baixo do UBS

O UBS já teve sonhos de grandeza no Brasil. Mas os estragos da crise do subprime fizeram o banco suíço revender a André Esteves e seus sócios, por US$ 2,6 bilhões, o mítico Pactual, maior banco de investimentos independente do País. E, 12 meses depois, a volta por baixo: na quinta-feira 29, o UBS anunciou um pequeno investimento no mercado brasileiro. Por US$ 112 milhões, comprou a Link Investimentos, corretora líder no mercado de futuros e  derivativos na BM&F.  A marca Link não será mais utilizada. A corretora, presidida por Daniel Mendonça de Barros, tem 279 funcionários, incluindo 73 sócios. 


Educação financeira

Você é senhor ou escravo do dinheiro? A resposta determina seus hábitos de consumo e investimento, além da vida pessoal e da saúde. Em “A linguagem secreta do dinheiro”, lançado pela Campus-Elsevier, David Krueger e John Mann ajudam a evitar erros na gestão do patrimônio.


Touro x Urso

Em uma semana pesada para os mercados financeiros, o Ibovespa registrou queda de 2,2% até a quinta-feira 29. Mais do que as preocupações sobre a Grécia, Portugal e Espanha, o receio de um aperto monetário na China também coloca dúvidas sobre a continuidade de uma demanda forte por commodities do Brasil. “Além do país asiático, a Europa também importa nossas matérias-primas”, lembra Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos. Para esta semana, no Velho Continente são esperados resultados de bancos como UBS, Societé Générale e BNP Paribas. No Brasil, os investidores também ficam atentos à temporada de balanços, à espera de números de empresas como Itaú Unibanco, AmBev e Cyrela.


Vedetes da semana

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Micos da semana

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As 10 mais do Ibovespa

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Desempenho das empresas por setor de atividade econômica

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Termômetro do mercado

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Bolsa no mundo

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Personagem

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Armando D'Almeida, diretor de relações com investidores da Multiplan

 

A nova estratégia da Multiplan

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Em meados de abril, a Multiplan, companhia do setor de shopping centers, anunciou a construção de um edifício comercial ao lado do Morumbi Shopping, em São Paulo. Com ele, a empresa reforça sua estratégia de montar complexos em torno dos centros comerciais. E, pela primeira vez, vai alugar o empreendimento em vez de vender. O diretor de relações com investidores da companhia, Armando D’Almeida, conversou com a DINHEIRO:

DINHEIRO – Por que a companhia optou por alugar a torre comercial, em vez de vendê-la?
D’ALMEIDA –
Em outra fase, vendíamos os projetos imobiliários e investíamos nos shoppings. Hoje, com o crescimento do mercado, há uma demanda maior por espaços corporativos. Desenvolvemos e gerimos shoppings e vamos aproveitar este conhecimento. Gostamos de projetos multiuso. Nossa intenção é integrar projetos imobiliários, comerciais, residenciais, centros médicos e hotéis.

DINHEIRO – Como avalia o mercado de shoppings no Brasil e o espaço para crescimento?
D’ALMEIDA –
A indústria de shopping centers ainda tem muitas oportunidades. No Brasil, há 45 metros quadrados de área bruta local para cada habitante, contra 105 no México. Na França, o número chega a 230 metros quadrados e nos Estados Unidos, mais de 1.500 metros quadrados.
 
DINHEIRO – Qual é o tamanho do banco de terrenos da companhia?
D’ALMEIDA –
A Multiplan está preparada para crescer ainda mais. Possuímos estoques de terrenos que nos permitem crescer 800 mil metros quadrados. A maior parte é nas capitais, mas também temos alguns empreendimentos no interior.

DINHEIRO – Como foi o desempenho no primeiro trimestre?
D’ALMEIDA –
O mercado de varejo vem seguindo forte. Temos uma visão muito otimista para o setor, que possui bons ativos a preços adequados e com alta probabilidade de se valorizar ao longo do tempo.

DINHEIRO – As perspectivas são positivas para 2010?
D’ALMEIDA –
Temos visão bastante otimista para 2010. No ano passado, o varejo brasileiro apresentou crescimento mês após mês. Até 2012, nossos investimentos anunciados serão de R$ 1 bilhão. Poderemos anunciar outros. Já temos quatro shoppings previstos, além de duas torres comerciais, uma em Curitiba e outra em São Paulo.

DINHEIRO – Este ano, as ações da empresa caíram mais de 7%. Como avalia este desempenho?
D’ALMEIDA –
Em 2009, tivemos um crescimento muito grande. Nosso trabalho é fazer a parte operacional cada vez melhor. Continuamos bastante motivados a continuar crescendo e investindo.


Pelo mundo

Melhora na demanda por aço
A ArcelorMittal prevê uma forte recuperação na demanda e nos preços do aço a partir do segundo trimestre. A companhia presidida por Lakshmi Mittal informou as expectativas na quinta-feira 29, mesmo dia em que divulgou o balanço do primeiro trimestre. No período, houve lucro de US$ 679 milhões, comparado a prejuízo de US$ 1,06 bilhão no mesmo período de 2009.
 

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Consumo cresce e Visa lucra
A recuperação do consumo mundial favoreceu o crescimento de 33% do lucro da Visa no primeiro trimestre do ano. O valor chegou a US$ 713 milhões, anunciou a companhia na quarta-feira 28. Naquele dia, as ações da empresa subiram 0,71% na Bolsa de Nova York.


Smartphones impulsionam Motorola
A ação da Motorola subiu 3,5% na Bolsa de Nova York na quinta-feira 29. O resultado foi motivado pelo balanço trimestral, que registrou lucro de US$ 69 milhões. No mesmo período de 2009, houve prejuízo de US$ 231 milhões. A unidade de celulares, presidida por Sanjay K. Jha, impulsionou os resultados da empresa, principalmente a venda de smartphones.
 

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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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  • rLCltvGaVdrAnI

    em 05/01/2012 04:12:42

    Deep thinking - adds a new dimesnoin to it all.

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