NEGÓCIOS

Nº edição: 655 | Negócios | 23.ABR.10 - 21:00 | Atualizado em 03.04 - 15:03

Um Agnelli na direção da Fiat

Por que um membro da lendária dinastia industrial volta a comandar a montadora italiana

Por Redação da DINHEIRO

Poucos nomes se confundem com a história industrial da Itália como o de Gianni Agnelli (1921-2003). Maior acionista de um gigante empresarial que incluía o grupo Fiat (leia quadro), jornais como o La Stampa e o time de futebol Juventus, ele ajudou a salvar seu país da recessão no pós-guerra e torná-lo uma das cinco maiores potências do mundo.
 

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Troca de comando: Elkann (à esq.) pilotará o grupo que estava sob os domínios de Montezemolo (à dir.)

Mas, desde sua morte, o grupo carecia de seu DNA no comando. Umberto, seu irmão, chegou a presidir, mas morreu de câncer um ano depois. Coube a Luca Cordero di Montezemolo, um executivo forjado no conglomerado e que guiou a Ferrari por muitos anos, sentar na lendária cadeira. Desde a semana passada, entretanto, ela voltou a pertencer a um membro da família.

John Elkann, 34 anos, neto de Gianni Agnelli, assumiu a presidência do conselho do grupo com faturamento superior a 50 bilhões de euros, com uma das missões mais importantes dos últimos tempos: separar as operações da Fiat Automóveis das empresas que atuam em segmentos que não estão ligados ao automobilismo como a Comau, entre outras.
 

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Ao separar as linhas de diferentes atividades industriais da produção de carros, a Fiat poderá se concentrar no desenvolvimento de novos produtos e também minimizar as perdas com a Chrysler, controlada pela Fiat, que teve um prejuízo de US$ 4 bilhões. Elkann, filho de Margherita Agnelli e do jornalista francês Alain Elkann, tem bagagem de sobra para guiar a empresa nesse caminho.

Nascido em Nova York e formado em engenharia em Turim, John Elkann morou na Inglaterra, na França e no Brasil. Foi preparado por seu avô para assumir a companhia, trabalhou disfarçado em linhas de montagem para entender as engrenagens do grupo e, como membro do conselho, trouxe o executivo Sergio Marchionne para tirar o grupo do atoleiro, quando contava com dívidas bilionárias. Elkann, agora, assume com a estrada livre para repetir o feito de seu avô.

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