INVESTIDORES

Nº edição: 655 | Especial Fundos | 23.ABR.10 - 21:00 | Atualizado em 23.04 - 22:11

A selva dos investimentos

O mercado financeiro está mais atrativo e perigoso do que nunca. Saiba como escolher os melhores fundos sem ser devorado pelas feras do capitalismo pós-crise

Por Milton Gamez

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Confira também a entrevista em vídeo com Aquiles Mosca, estrategista da Santander Asset Management:

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 'Não há capital mínimo para começar a investir'

Acompanhe a continuação da entrevista em vídeo:

> Como traçar o perfil de risco do investidor? - PARTE 2

> 'Bolsa vai render 20% mais que juros este ano' - PARTE 3

Você já sonhou em fazer um safári? Quem pretende aventurar-se neste ano vai precisar de três coisas: dinheiro, coragem e prudência. O mercado financeiro está mais selvagem do que nunca. Há tempos que não se via tanta volatilidade no câmbio, nas bolsas e nos juros, principalmente no Brasil. É preciso dinheiro para aproveitar as oportunidades ímpares do pós-crise, coragem para investir em ativos de maior risco e prudência para não ser engolido pelas feras da renda fixa e va-riável. Não é à toa que algumas notas de real, bem como as do rande sul-africano, trazem onças pintadas e leões como estampa. Seu patrimônio financeiro está cercado de belezas e perigos e cabe a você manter-se no topo da seleção natural do capitalismo. 

Para ajudá-lo a multiplicar seus recursos sem correr riscos desnecessários, DINHEIRO elaborou o Guia de Fundos de Investimento 2010. Apresentamos os melhores fundos nos últimos 12 meses nas seguintes categorias: renda fixa, referenciado DI, ações, multimercados, long & short (arbitragem) e cambiais. Os campeões em cada grupo foram os fundos que conseguiram equilibrar a maior rentabilidade e oferecer o menor risco aos investidores. Além da avaliação no período de 12 meses, há também o retorno em 24 meses. Desempenho passado não garante o futuro, mas ajuda a sinalizar as instituições e gestores que mais se destacaram nessa selva financeira. Os melhores costumam apresentar resultados consistentes ao longo dos anos. 
 
As tabelas foram preparadas com exclusividade para a DINHEIRO pela Economática, principal empresa nacional de dados financeiros, que em março passou a fornecer informações sobre fundos de investimentos para seus clientes. Os dados são coletados junto à Anbima, entidade autorreguladora do setor, que distribui as informações prestadas diariamente pelas instituições financeiras. Os rankings trazem as carteiras que apresentaram a melhor relação entre o risco e o retorno, segundo a metodologia do índice de Sharpe, desenvolvida pelo Prêmio Nobel William Sharpe. 
 
E qual é a importância desse indicador? “O índice de Sharpe também considera o risco dos fundos e a maioria dos investidores olha somente para o retorno”, diz o especialista André Luiz Oda. Sócio da Alianti Consultoria e professor de investimentos e finanças de quatro escolas de negócios de São Paulo, Oda atuou como consultor da Economática e supervisionou a elaboração deste guia. Os melhores foram selecionados dentre mais de 8,4 mil fundos, donos de um patrimônio que beira o R$ 1,3 trilhão. Foram excluídos da amostragem os fundos exclusivos, fechados, máster, abertos há menos de um ano, com menos de cinco cotistas e com índice de Sharpe negativo. Todos foram ordenados em três categorias de aplicação inicial: até R$ 20 mil; de R$ 20.001 a R$ 100 mil e acima de R$ 100.001. Escolha aquele no qual você se encaixa e boa aventura!
 
Confira o especial sobre fundos de investimentos

> É hora de dar o bote?

> O gorila virou mico

> Visão de longo alcance

> As feras da manada

> Como atenuar a mordida

> Lento, mas seguro

Artigo

> O potencial da indústria de fundos

 

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