ESTILO

Nº edição: 491 | 21.FEV.07 - 10:00 | Atualizado em 05.02 - 13:46

Um Diniz nas artes

André, herdeiro do clã varejista, abre um estúdio de design e conquista ilustres clientes com suas modernas telas coloridas

Por Por JOÃO CARLOS GODOY

Ao fundo de um espaçoso terreno localizado na rua Colômbia, um dos endereços mais nobres de São Paulo no bairro dos Jardins, um membro da família Diniz desenha uma imagem mais despojada do tradicional clã que fez história no mundo do varejo com o Grupo Pão de Açúcar. Trajando uma calça larga, camiseta colorida e chinelo de dedo, André Diniz, filho do empresário Arnaldo Diniz, se apresenta. “Sou designer gráfico e sempre gostei de arte”, afirma. “Por isso fundei o estúdio ADD.” ADD, que fique claro, é o nome de sua empresa e significa André Diniz Design. Aos 35 anos de idade, dez deles dedicados exclusivamente ao jogo de pólo eqüestre, André e o sócio Eduardo Grinberg começam a fazer sucesso entre o mundinho dos descolados. Os seus trabalhos, geralmente painéis que consistem em uma técnica de criação gráfica customizada, caíram no gosto de celebridades como o apresentador Luciano Huck e o arquiteto Marcelo Rosenbaum. Mais: André criou uma marca chamada Urban Summer que vende camisetas, adesivos de parede e outros painéis. “Em 2006, conseguimos quadruplicar nosso quadro de clientes”, revela Grinberg. “Neste ano vamos triplicar esse resultado.”

Para atingir a ambiciosa meta, o estúdio de Diniz vai entrar no varejo. Até março, a marca Urban Summer terá um quiosque de 11 metros quadrados no shopping Iguatemi, em São Paulo. Trata-se de um investimento de R$ 300 mil para pôr a marca em evidência e conseguir novos clientes dispostos a pagar até R$ 2,2 mil por um painel, R$ 108 por uma camiseta ou R$ 220 por um adesivo. “São poucas unidades de cada criação para mantermos a exclusividade das peças”, ressalta Diniz. Essa, aliás, é uma boa estratégia. “Dessa forma o artista consegue valorizar o seu trabalho”, diz Mônica Filgueiras, dona da galeria de arte que leva o seu nome.

O sucesso de André no mundo das artes é, relativamente, recente. Até 2002, ele era jogador profissional de pólo e deixou o esporte para se dedicar à arte. “O que era hobby virou profissão e o que era profissão virou hobby”, brinca. Tudo começou quando, a partir de um estudo fotográfico dos principais pontos da cidade de São Paulo, André transformou as imagens em painéis gráficos. É, guardadas todas proporções, quase a mesma técnica usada pelo americano Andy Warhol (1928-1987). A repercussão positiva da primeira exposição o animou para realizar em 2005, a segunda série da idéia. E isso virou um negócio lucrativo que, em breve, poderá ser ainda mais rentável. Afinal, André entrará no varejo, o ramo que corre nas suas veias.


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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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