ECONOMIA
online | ECONOMIA | 16.ABR.10 - 17:50 | Atualizado em 30.03 - 13:43
Chile eleva impostos para financiar reconstrução do país
Por Ricardo Gozzi
Piñera também anunciou uma elevação permanente dos tributos sobre a indústria do tabaco e um aumento provisório dos impostos sobre propriedade pagos pelos proprietários dos 5% dos imóveis mais caros do Chile. Ao todo, anunciou Piñera, o governo chileno desembolsará US$ 8,43 bilhões ao longo dos próximos quatro anos no âmbito dos esforços para a reconstrução do país depois do abalo sísmico de magnitude 8,8.
Em 27 de fevereiro, o quinto mais forte tremor de terra já registrado na história atingiu a região centro-sul do Chile, provocando a morte de centenas de pessoas e danificando milhares de imóveis. Para financiar a reconstrução e o ambicioso plano de seu governo, Piñera anunciou hoje uma série de medidas, entre elas emissões de títulos em moedas local e estrangeira e saques de um fundo soberano, além da elevação de tributos.
"Nós iremos, de forma moderada e responsável, utilizar recursos dos fundos soberanos e da lei das reservas de cobre", afirmou o presidente chileno. O Chile possui atualmente cerca de US$ 11 bilhões, oriundos das exportações de cobre, em apenas um de seus fundos soberanos.
A lei das reservas de cobre obriga a mineradora estatal Codelco a destinar uma parcela de sua receita ao financiamento do aparato militar do país. Quanto à dívida, o governo chileno está autorizado pelo Congresso a emitir até US$ 6 bilhões em títulos soberanos dentro do orçamento do ano fiscal de 2010. O governo da ex-presidente Michelle Bachelet, encerrado no início de março, já havia estabelecido um cronograma para a emissão de até US$ 3 bilhões em bônus locais na primeira metade deste ano.
De acordo com Piñera, US$ 2,3 bilhões do total necessário serão destinados à reconstrução de residências, US$ 2,1 financiarão a recuperação de clínicas e hospitais afetados pelo terremoto e US$ 1,2 bilhão será aplicado na reconstrução de obras públicas, como estradas, pontes, portos e aeroportos. O setor educacional receberá US$ 1,5 bilhão, prosseguiu. As informações são da Dow Jones.
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