NEGÓCIOS
Nº edição: 653 | Negócios | 09.ABR.10 - 21:00 | Atualizado em 07.02 - 15:43
Sephora estreia no Brasil
Até 2011 a maior rede de cosméticos do mundo vai abrir seu primeiro ponto por aqui. Conheça a sua estratégia
Por Adriana Mattos

Show de luzes: plano para entrar no Brasil passa pela abertura de loja-conceito em shopping paulista
Era difícil entender por que uma empresa desse porte não tinha planos de entrar no mercado brasileiro. Mas isso mudará em breve. A Sephora, finalmente, decidiu olhar o País com maior atenção e, segundo apurou DINHEIRO, abrirá as portas de sua primeira loja brasileira, até o final de 2011, em um dos principais shoppings de luxo da cidade de São Paulo: o Iguatemi e o Cidade Jardim seriam locais de interesse.
Rede varejista que mais vende cosméticos e perfumes no mundo, dona de um faturamento de 1,7 bilhão de euros, a companhia finalizou no ano passado um detalhado estudo sobre esse segmento no Brasil e começou a definir um plano um pouco mais claro de atuação local. O que mais chamou a atenção da empresa nesse levantamento, elaborado com a ajuda de consultorias estrangeiras, foi a confirmação do que ela já desconfiava: praticamente não há rival à sua altura por aqui. “Há espaço de sobra para uma rede de departamentos do perfil da Sephora no Brasil”, reconhece Carlos Montenegro, fundador do Sack’s, maior site de vendas de perfumes e cosméticos pela internet.
Além de entrar no mercado brasileiro com lojas físicas, a Sephora ainda estuda a possibilidade de inaugurar um site de vendas na internet paralelamente à abertura da loja. O interesse no mercado brasileiro surgiu depois dos ganhos acumulados pela marca na China, o maior mercado emergente do mundo.
Lá, o número de lojas da Sephora deve passar de 40 para 100 neste ano – no total são 986 pontos em 23 países. Há cinco anos no mercado chinês, a rede acredita que já estaria preparada para explorar outros países em desenvolvimento – principalmente se crescem como nunca. O Brasil, nesse sentido, é imbatível.

Depois de entrar na China, a rede comandada por Bernard Arnault busca novos mercados emergentes para manter expansão
Trata-se do terceiro maior mercado do mundo na venda de cosméticos, perdendo para os Estados Unidos e Japão. Foram mais de R$ 10,4 bilhões em perfumes e cosméticos comercializados no País em 2009. Isso consta no levantamento realizado pela Sephora por aqui – relatório que também traz a evolução do preço do metro quadrado de shoppings em São Paulo. “O que pesa nessa conta, porém, são os impostos desses produtos de luxo. Ainda são altíssimos”, diz Montenegro.
Para tentar repetir no País o modelo criado pela Sephora no mundo, a primeira preocupação seria manter preços competitivos. É aí que reside o maior problema. O imposto de importação de cosméticos e perfumes no Brasil varia de 18% a 35%. Isso faz com que um batom de badaladas marcas como Dior e Givenchy cheguem ao Brasil por cerca de R$ 100. O mesmo produto sai por US$ 25 na Sephora, da Times Square, em Nova York. Nessa conta, além das taxas, entra o caro custo Brasil.

Depois de entrar na China, a rede comandada por Bernard Arnault busca novos mercados emergentes para manter expansão
“Se for vender para essa classe média emergente, ela terá de espremer a margem”, afirma Marco Guedes, da Consumer Consulting. Avessa a qualquer tipo de comentário sobre planos, a Sephora não fala sobre o assunto. Procurada por DINHEIRO, a empresa não se manifestou. Mas dá uma boa dica do que pensa no último relatório mundial publicado há apenas um mês: “Vamos dar prioridade aos mercados mais promissores em termos de vendas e lucro, e aos mais promissores mercados emergentes do mundo, além de cidades selecionadas”, relata o documento.
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SOARES
em 31/01/2012 20:38:38
Sou brasileira e trabalho na empresa SEPHORA em Paris a 5anos. realmentes os preços das grandes marcas sao caros, ate mesmo para os franceses! mas no mundo dos cosmeticos nao existe crise! no Brasil as mulheres sao bem mais vaidosas, acredito no sucesso da empresa no nosso pais...
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Angela Valle
em 21/11/2011 22:49:19
Não me empolgo com a notícia, pois, se lá fora a Sephora já "filtra" o público alvo, imagina aqui no Brasil. Mais uma loja para os ricos poderem mostrar que podem comprar. Acho que não me empolgaria nem se soubesse que o Brasil teria uma loja igual a Primark de Londres.. Não existe preço justo aqui.
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Stefania Chaves
em 06/03/2011 00:51:04
os brasileiros sem lusho nao vao dar conta de comprar os produtos né?? Pq o público alvo da Sephora é pra quem tem condiçoes/ou nao se importa em pagar caro pra ter um produto de qualidade.. caso contrario compra Avon. *contando os dias pra abrir uma no rio mode: on *
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Sephora Michielini
em 21/01/2011 20:57:18
Tenho acesso a Sephora todos os dias, trabalho ao lado da loja aqui no Canada. Incrivel mas os brasileiros nao darao conta de comprar na Sephora. Se aqui ja custam caros os produtos, imaginem ai' no Brasil. Piada ne'? Que pena, mas adoraria ter a Sephora no Brasil!! Sephora Michielini.
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Cristiane
em 05/01/2011 15:03:12
Só adiantaria abrir um Sephora aqui se eles estiverem REALMENTE dispostos a espremer lucros ? o que acredito que não seja um problema para para a rede ?, pois não apenas os impostos são abusivos como os preços praticados pelos lojistas são surreais, que sempre pensam no maior lucro a curto prazo.
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Lucas Rodmo
em 01/11/2010 15:11:12
Nada que um bom contrato com algum estado interessado para a diminuição da carga tributária que não resolva esse problema. Tenho certeza que alguns certos políticos high scale dos estados mais desenvolvidos (e até de outros) estariam interessados em lojas da maior empresa de cosmético do mundo.
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Nubia Oliveira
em 23/05/2010 08:29:58
Com tantos impostos e taxas, vamos pagar um preco tabelado que ja eh praticado no mercado brasileiro de cosmeticos importados com variacao as vezes de apenas poucos reais. A Sephora vai ganhar no glamour, que vai levar os paulistanos e turistas endinherados a sua loja, so isso.
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deborah
em 15/05/2010 23:32:26
É uma pena, mas os preços realmente serão um pouco exagerados. Continuarei comprando ou encomendando de outros países.
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