INVESTIDORES
Nº edição: 652 | Investimento | 02.ABR.10 - 13:00 | Atualizado em 19.02 - 18:16
O estilo Eike Batista cruza a fronteira
O bilionário brasileiro se associou à empresa canadense de telecom Mitel, em mais um negócio mal explicado de seu grupo
Por Ralphe Manzoni Jr.
O empresário Eike Batista, que controla o grupo EBX, com negócios em mineração, metalurgia, portos e petróleo, fez um lamento público na semana passada. Reclamou de analistas que cunharam o termo “risco X” e disparou contra os que dizem que suas companhias até agora só produzem “vento”, o que poderia prejudicar a imagem de negócio junto aos investidores. “Os investimentos são de longo prazo. É preciso captar dinheiro três ou quatro anos antes para implementar projetos de boa qualidade. É isso que as pessoas não veem”, declarou o homem mais rico do Brasil e o oitavo do mundo, com um fortuna de US$ 27 bilhões, segundo a revista americana Forbes.

Terry Matthews (acima) é um empreendedor serial e considerado o Bill Gates do Canadá
Nem as críticas conseguiram parar o apetite de Eike por novos negócios. Enquanto ele falava em Nova York sobre abrir o capital do grupo EBX e de investir em banda larga, mais um empreendimento misterioso era anunciado. A empresa canadense Mitel, fabricante de telefones IP (aqueles que funcionam na internet), comunicava uma joint venture com o grupo EBX para fabricação no Brasil. O novo sócio de Eike é um empreendedor serial. Terry Matthews, 66 anos, chairman da Mitel, é considerado o Bill Gates do Canadá, embora sua origem seja britânica. Com 15 anos, já trabalhava na operadora British Telecom, no Reino Unido. Foi em férias para o Canadá e nunca mais voltou. Fundou 85 empresas. Apenas cinco não deram certo, segundo ele mesmo. Seus dois maiores sucessos são a NewBridge, vendida para a francesa Alcatel por US$ 7 bilhões em 2000, e a própria Mitel, cujo faturamento é estimado em US$ 1 bilhão.
Neste ano, a Mitel vai abrir o capital entre maio e junho. O objetivo é captar US$ 230 milhões. Sobre a joint venture, Matthews foi monossilábico, alegando estar em período de silêncio em razão do IPO. Quando questionado sobre os investimentos, não revelou. Não respondeu também sobre a participação dele e de seu sócio no novo empreendimento. Não se sabe nem quando a fábrica vai começar a funcionar. Gerar caixa? Nem uma palavra. A única certeza é de que o nome terá um X no final. Um negócio à la Eike Batista. Seu estilo cruzou fronteiras.
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- comentários (21)
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JOÉLZER ROSA
em 18/06/2010 23:06:22
SEGUNDO EIKE BATISTA, QUEM ADMIRO, EM MEADOS DE 2025, EM ENTREVISTA, QUER SER O HOMEM MAIS RICO DO MUNDO COM APROXIMADAMENTE US$ 100 BI.




















