INVESTIDORES

Nº edição: 652 | Educação Financeira | 02.ABR.10 - 13:00 | Atualizado em 20.05 - 09:11

Luzes, câmera, ações!

Da Grande Família aos Simpsons, sempre tem um personagem com problemas de dinheiro. Saiba o que aprender com eles

Por Juliana Schincariol

Ouça um resumo da reportagem sobre os ensinamentos financeiros das séries de televisão
 
Comprar ações, entrar no cheque especial ou declarar o Imposto de Renda para você é um drama ou uma comédia? Não importa o gênero, personagens dos seriados de tevê também vivem situações em que aprendem lições sobre o dinheiro. Manter o glamour de Carrie, de Sex and the city, ou o bom humor dos Simpsons não é fácil. Veja o que eles e outras séries de tevê selecionadas pela DINHEIRO têm a ensinar para melhorar suas finanças pessoais. 

A grande besteira 

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Agostinho. de A grande família



Série: A Grande Família

Situação: golpe semelhante ao aplicado por Bernard Madoff atingiu os personagens de A grande família, da Rede Globo, no episódio “Jantar da Fortuna”. Seduzido pela possibilidade de ganhos fáceis, o taxista Agostinho convence a sogra, dona Nenê, e os vizinhos a participar do “Jantar da Fortuna”. Sem nenhuma explicação mais profunda sobre o funcionamento do negócio, cada um deveria contribuir com R$ 400, com a promessa de receber R$ 3.200 de volta. A única condição era de que convencesse dois novos amigos a ingressar neste “esquema”. Não demora muito para que todos se deem mal.
 
Lição: estelionatários de plantão exploram a boa-fé das pessoas, muitas vezes com grau de instrução elevado e uma boa noção da realidade, independentemente da classe social. “Este é o velho sonho da humanidade de ganhar dinheiro sem trabalhar. Só nos resta a alternativa do trabalho e do conhecimento”, ensina o professor de finanças da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) Adriano Gomes. O primeiro estágio é preparar-se bem para fazer investimentos em instituição financeira com solidez reconhecida. Há inúmeros cursos para investidores, a maioria gratuitos. Antes de aplicar em fundos, ações ou títulos do Tesouro, consulte publicações especializadas e busque orientação profissional.


Fugindo do leão

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Elen Som & fúria


Série: Som & Fúria

Situação: no nono capítulo da série brasileira, Elen, personagem interpretada por Andréa Beltrão, é convocada pela Receita Federal para explicar sua  declaração de renda. Ela declarava tudo de qualquer jeito, não tinha noção exata de quanto ganhava e não guardava comprovantes. O papo começa nas finanças e termina em uma sessão de análise.

Lição: os contribuintes brasileiros têm até o dia 30 de abril para declarar o Imposto de Renda referente a 2009. E, para não caírem no mesmo erro de Elen, devem se preocupar em fazer tudo às claras. “Algumas pessoas ainda não estão acompanhando a reestruturação da Receita Federal e a força que ela tem”, diz a professora da Investeducar Meire Pozo. A multa prevista para quem cair na malha fina é de 75% a 150% do valor do imposto a ser pago. Guardar recibos e documentos tributários importantes durante o ano, em pasta separada para este fim, é o primeiro passo para escapar do Leão.


Quero mais mesada!

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Jake Two and a half man


Série: Two and a Half Man

Situação: Jake é filho de pais separados. Apesar de ganhar dinheiro da mãe, insiste para que seu pai lhe dê uma mesada no episódio “A live women of proven fertility”.  “Cada centavo que a sua mãe ganha vem de mim”, explica Alan, o pai. Ele não desiste: “Não preciso saber como funciona o esquema, só preciso de mais dinheiro.”

Lição:
pais separados devem sempre se manter alinhados quando se trata da educação financeira dos filhos. Muitas vezes, jovens e crianças se aproveitam da situação para ganhar dinheiro de ambos. “Nem que seja por um motivo orçamentário, o ex-casal deveria se manter em comunicação”, diz a especialista em educação financeira para crianças Cássia D’Aquino. Quem quer filhos conscientes com o dinheiro deve agir da mesma forma.


Minha casa, meu sapato
 

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Carrie Sex and the city


Série: Sex and the City

Situação: Carrie Bradshaw calcula quanto já gastou em sapatos na vida, no episódio “Below your means”. Ela fica desesperada quando descobre que seria o suficiente para comprar o apartamento em que mora. “Você tem noção de quanto nós, mulheres solteiras em Nova York, gastamos?”, diz ao gerente do banco, ao pedir crédito imobiliário.

Lição: o fato de não se planejar para ter uma casa não significa que a personagem deveria ter deixado de comprar sapatos, ensina o consultor financeiro Gustavo Cerbasi. “Não ter priorizado a compra do imóvel foi o erro definitivo dela”, avalia. Segundo ele, não é saudável deixar de fazer o que se gosta com o único intuito de juntar dinheiro. Planejamento é a palavra-chave. Comprar menos sapatos ou reduzir a ida a restaurantes pode ser um bom começo para buscar novas realizações. 


Dívida sem fim

Série: Os Simpsons

Situação: a família Simpson perdeu sua casa por falta de pagamento no capítulo “No loan again, naturally”. Como milhões de americanos fizeram durante a bolha imobiliária que explodiu em 2008, Homer Simpson aproveitou a valorização do imóvel e tomou mais dinheiro do banco para gastar. Mas não conseguiu pagar a hipoteca e perdeu a casa em um leilão, para o vizinho.

Lição: os Simpsons pensaram que poderiam rolar a dívida por toda a vida. Com a crise de crédito, eles se deram mal.  Aqui, a situação mais parecida com esta é a relação do brasileiro com o cheque especial. “Quando alguém pega dinheiro e dá um bem como garantia, isso deve ser encarado como uma dívida. Neste caso, o bem é o salário”, diz o professor do Insper, Ricardo Almeida.


Perdi tudo na bolsa

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Monica Friends



Série: Friends

Situação: no episódio “The one with the bullies”, da segunda temporada de “Friends”, Monica E. Geller está desempregada e decide investir em ações. Escolhe um papel apenas pelo código de negociação da empresa em bolsa, MEG, o mesmo das iniciais de seu nome. Em um primeiro momento, as ações sobem bastante e ela liga várias vezes para o operador para comprar mais e mais. Não demora muito para que perca todo o seu dinheiro e tenha que pedir ajuda a seus pais.

Lição: o caso de Monica é extremo, mas não faltam exemplos de pessoas que compram ações de forma aleatória, sem conhecimento prévio ou orientação profissional. Comprar na alta e vender na baixa é um erro clássico. “Muitas pessoas compram qualquer porcaria, como ações de empresas falidas, no Brasil”, diz o consultor Maurício Hissa, conhecido no mercado como Bastter. O final da história não é feliz  para o investidor que encara a bolsa como aposta, em vez de investir com foco no longo prazo. Melhor pesquisar as empresas e os setores de atuação em detalhes antes de investir.


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  • Marcos Santos

    em 11/04/2010 02:08:09

    Excelente e de fácil consulta! Gostaria de dicas sobre onde iniciar meu investimento em bolsa de valores e qual operadora oferece as melhores taxas? Agradeço! Marcos Santos

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