NEGÓCIOS

Nº edição: 652 | Negócios | 02.ABR.10 - 13:00 | Atualizado em 20.05 - 14:54

O dilema do Rei do Mate

A rede de franquias tem produto e marca. Mas precisaria produzir dez vezes mais para atender os supermercados

Por Tatiana Vaz

Nos últimos dias, o empresário Antônio Carlos Nasraui, um dos donos da rede de franquias Rei do Mate, tem enfrentado um dilema que pode redefinir o futuro de sua empresa. Com 280 lojas espalhadas pelo Brasil e um faturamento anual de R$ 100 milhões, a rede, que vende café, pães de queijo e, como diz o próprio nome, chá mate, iniciou um ousado projeto de expansão que passava longe da abertura de novas lojas. O plano arquitetado pelo empresário era reforçar a marca focando na produção industrial.
 

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Nasraui, um dos donos: ele quer depender cada vez menos das lojas e ganhar com a produção de chá
 

Assim, se associou a uma fabricante de chás e, em janeiro do ano passado, começou a vender garrafas de 350 ml, 900 ml e 1,5 litro com a sua marca em alguns mercados, padarias e outros pequenos comércios. Aos poucos,  os produtos do Rei do Mate começaram a cair no gosto dos consumidores. Mas, o que parecia ser uma fórmula de sucesso, esbarrou em um problema: a empresa tem mercado, porém, não consegue produzir a quantidade suficiente. “Ainda estamos longe de conseguir abastecer os grandes supermercados”, diz Nasraui.

Por enquanto, a produção de garrafas pequenas e grandes ainda é concentrada em uma fábrica terceirizada, em São Paulo. Mas, com o aumento da demanda, foi preciso investir na ampliação da capacidade, que era de 200 mil litros por mês. A partir de junho, atingirá 600 mil litros por mês.  E é pouco. Para entrar nas grandes redes seria necessário produzir dez vezes mais, segundo o próprio Nasraui. “Paralelamente, estamos trabalhando forte no canal de vendas”, explica. “Nossa presença em pequenos e médios comércios subirá de dois mil para seis mil pontos nas principais capitais.”
 

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Aposta: em junho, a empresa aumentará a produção de garrafas de chá com sua marca
 

Para concretizar a meta de entrar com força no grande varejo, a empresa terá de buscar uma fábrica que possa concentrar toda a operação e que acompanhe o aumento da demanda dos produtos. Especialistas, porém, acreditam que, além de acabar com o gargalo da produção que a impede de crescer, a empresa terá outros desafios.

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“O maior deles será estruturar uma cadeia de abastecimento forte para chegar aos comércios do País”, diz Marcos Quintarelli, analista de varejo da consultoria Azo Negócios. “Cuidar para que um deslize na área de bebidas não interfira na boa reputação conquistada nesses anos de atuação na área de serviços também será fundamental.”


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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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  • em 07/02/2012 14:16:33

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    • em 07/02/2012 13:47:44

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      • em 07/02/2012 10:07:30

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        • em 07/02/2012 09:41:28

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          • em 07/02/2012 06:14:14

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            • em 07/02/2012 05:47:30

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              • em 07/02/2012 02:16:02

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                • em 07/02/2012 01:49:57

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                  • em 06/02/2012 22:24:22

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                    • Luiz

                      em 23/01/2011 18:27:26

                      Desculpe, mas tudo no Mega Matte é azedo. O açaí parece um suco azedo, o mate sem açucar é intragável. Sou mil vezes mais os produtos do Rei do Mate...

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                      • Roberto Dias

                        em 12/01/2011 21:17:39

                        As lojas da MegaMatte são muito, mas muito, mas muiiiiiiiiiiito melhores que as do Rei do Mate. O astral, a beleza, e principalmente os produtos de altissima qualidade..... principalmente o Açai e o Guaramorango !!

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                        • wilton dias

                          em 03/04/2010 11:33:55

                          O serviço do Rei do Mate no Rio de Janeiro(franquias) é péssimo e a franquia MegaMate cresce cada vez mais. Acho que esta ida para o setor industrial é uma honrosa alternativa , em vez de melhorar a gestão de qualidade das franquias a fuga natural para o setor industrial

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