ECONOMIA
online | ECONOMIA | 27.MAR.10 - 18:19 | Atualizado em 13.06 - 15:30
Cameron apela a Lula contra construção de Belomonte
Por Liege Albuquerque
Em seu discurso no Fórum, Cameron mostrou defesa engajada à proteção do meio-ambiente e disse que quer ver seu filme mais recente como um ícone de defesa às florestas. "Avatar não é uma condenação à humanidade, mas um convite à ação".
Em sua visão, as mortes no Haiti não foram nada frente ao que vai acontecer com a humanidade com as mudanças climáticas nos próximos anos. "Só com os dois graus a mais na temperatura que o IPCC apontou para este século há pelo menos 42 espécies de plantas na Amazônia que não iriam sobreviver, além de comunidades ribeirinhas que devem desaparecer com o volume de água dos rios aumentado pelo degelo", destacou. "Estamos apenas em dúvida quanto ao quando, não ao se".
Pontuando sua fala com diversos elogios à gestão do governador Eduardo Braga (PMDB), "que administra o Estado brasileiro com a floresta mais preservada", Cameron sugeriu que o mundo precisaria de seus "clones".
Não conheço nenhum outro lugar como o Brasil, onde o governo e as indústrias tenham essa preocupação ambiental, que é ainda maior no Amazonas". Mas, para o cineasta, são os países industrializados que deveriam se mobilizar para financiar a floresta em pé.
Segundo o cineasta, Avatar é seu filme mais pessoal. "Não fiz o filme para ganhar dinheiro, mas por algum motivo se tornou o filme mais visto da história. E acho que o sucesso significa que as pessoas estão despertando para este perigo". Cameron fez analogias com a simbologia de seus filmes Avatar e Titanic. "Será que não estamos entre aqueles noventa segundos em que o marinheiro avista o iceberg e o desastre? E esse desastre vai atingir a todos porque precisamos ter claro que quando Titanic afundou, a primeira e a quarta classe foram para o fundo".
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Arthur Bezerra
em 27/03/2010 20:28:40
Seguindo o que pede esse pessoal, nunca teríamos Itaipú, Aterro do Flamanego, Brasília, ponte Rio-Niterói...
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