FINANÇAS

Nº edição: 650 | Finanças | 19.MAR.10 - 21:00 | Atualizado em 16.01 - 11:09

Eles saíram na frente

A Confidence criou o primeiro banco de câmbio do País e acelera a estratégia para conquistar o mercado de varejo

Por Márcio Kroehn

Faltam menos de 90 dias para o início da Copa do Mundo na África do Sul. Entre as preocupações dos cerca de 20 mil brasileiros que cruzarão o oceano Atlântico, o câmbio deve estar no topo. Onde encontrar a moeda sul-africana, o rande, para comprar? Quem quiser converter R$ 1 em, aproximadamente, 3,95 randes pode se dirigir a uma agência da corretora Confidence, presente em 18 Estados e no Distrito Federal.
 

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Os pioneiros: Marcus Schalldach (à esq.), Paulo Della Volpe (centro) e Andreas Wiemer
 

Será possível perceber que o dinheiro daquele país traz uma certa semelhança com o brasileiro. O leão dos 50 randes lembra a onça pintada nos 50 reais. Todas as notas trazem impressas a diversidade da fauna local. A Confidence foi a primeira a oferecer o euro em espécie no Brasil, em 2002, e a vender iuans antes dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. Agora, ela recebeu a bandeirada do Banco Central para constituir o primeiro banco de câmbio brasileiro.

Esse tipo de banco especializado foi regulamentado em 2006, mas nenhuma corretora de câmbio tinha se adequado à nova legislação. A Confidence e a Souza Barros pediram a mudança, mas só a primeira chegou lá. O Banco Confidence deve iniciar sua operação em maio. A sede, que será localizada em Alphaville, nos arredores  da capital paulista, está passando por reformas.

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Direto da África: banco Confidence importa dinheiro estrangeiro, como o rande sul-africano, para vender aos brasileiros

Ali ficará todo o aparato tecnológico e cerca de 25 pessoas. “O banco é eletrônico e não receberá clientes”, diz o diretor-presidente Marcus Schalldach. Sem agências, como beneficiar o cliente? Ao se transformar em uma instituição financeira, a Confidence não precisa mais da intermediação de um banco comercial para realizar operações no Exterior. Sem esse custo do negócio, as tarifas para a compra de moedas devem baixar, assim como as taxas para o envio de remessas internacionais.

Enquanto os grandes bancos cobram de US$ 100 a US$ 150, dependendo do montante remetido, o novo concorrente quer cobrar US$ 30. “Seremos um banco de prestação de serviço com a agilidade e a velocidade da internet”, afirma o vice-presidente Andreas Wiemer. A venda das 22 diferentes moedas, como dólar, euro ou shekel (de Israel), para o consumidor continuará em shoppings e aeroportos. Até o final do ano, 15 novas unidades devem se somar às atuais 85.
 

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O banco de câmbio poderia focar o negócio nas empresas, mas o Confidence mira o varejo para se destacar dentre as instituições financeiras. Atualmente, 80% das vendas de moedas são feitas para pessoas físicas. “Quero ganhar dinheiro em operações de 20 dólares”, diz Schalldach. “Nenhum banco múltiplo tem esse foco”, complementa o vice-presidente de marketing Paulo Della Volpe. Com ativos de R$ 8,65 milhões, em pelo menos um negócio o Confidence quer encarar os grandões.

Ele poderá abrir contas-correntes em moeda estrangeira no Brasil, o que é proibido para as corretoras de câmbio tradicionais. Essa possibilidade está limitada a algumas imposições do BC. As contas só são autorizadas para empresas com vínculo internacional, como companhias aéreas, administradoras de cartão de crédito e seguradoras. Dentre as pessoas físicas, somente estrangeiros com residência temporária no País, como diplomatas, e brasileiros residentes no Exterior podem manter contas em dólar, em euros ou, quem sabe, em randes.

 


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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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  • Carlos Augusto Rogério Graça

    em 20/01/2011 20:59:09

    Boa noite Sr Marcus Achalldach, preciso entrar em contato com o sr. pois comprei uma lancha master boat com carreta e estou precisando do recibo da mesma para transferencia para meu nome. Grato Carlos Augusto

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