FINANÇAS
Nº edição: 649 | Derivativos | 12.MAR.10 - 21:00
O cinema vai à bolsa
A Hollywood Stock Exchange vai virar um mercado futuro de verdade e os investidores poderão apostar nos sucessos de bilheteria
Por Redação da DINHEIRO
Quantos dólares você apostaria no cavalo de Russell Crowe, estrela da megaprodução Robin Hood, que estreia em maio? Quem gosta de cinema e de arriscar a sorte no mercado financeiro poderá aplicar de verdade em contratos envolvendo os lançamentos nos Estados Unidos. A Cantor Futures Exchange, de Nova York, espera para 20 de abril a autorização da Commodity Futures Trading Commission para lançar um produto inédito, o futuro de bilheteria. “Trabalhei muito tempo nos mercados de derivativos. Nenhum dos produtos tem esse apelo, o potencial de audiência é enorme”, afirmou Richard Jaycobs, presidente da Cantor Exchange, ao The New York Times.

Lançamentos como Robin Hood serão negociados
A idéia é simples. Cada filme a ser lançado terá um contrato específico, cujo prêmio será negociado a US$ 1 para cada US$ 1 milhão de bilheteria prevista. Se o investidor acha que Robin Hood irá arrecadar US$ 100 milhões, por exemplo, ele aposta US$ 100. Se o filme captar US$ 150 milhões, ele ganha US$ 50 (50%). Basta multiplicar as operações para ganhar milhões, se o astro Russel Crowe conquistar o público. Se a estreia for um fracasso, quem apostou na alta perde o prêmio pago. Ganha quem está na ponta contrária, como produtores em busca de hedge (proteção contra perdas). Mais de 200 mil pessoas já fazem essas apostas com dinheiro fictício na Hollywood Stock Exchange, comprada pela Cantor em 2001. Se a autorização sair, a ficção vai virar realidade.
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