ECONOMIA

Nº edição: 649 | Economia | 12.MAR.10 - 21:00 | Atualizado em 17.06 - 15:11

Lágrimas (e risos) do pré-sal

Enquanto o Rio lamenta a perda de bilhões, o resto do País comemora sob os gritos de "O petróleo é nosso"

Por Guilherme Queiroz

Era uma derrota anunciada. Enquanto 41 deputados do Rio de Janeiro lamentavam, na quarta-feira 10, a aprovação da proposta que redefine a distribuição das receitas do petróleo com perdas de R$ 7,2 bilhões para os municípios e o governo fluminense, 369 parlamentares dos Estados não produtores celebravam a vitória aos gritos de “O petróleo é nosso”.

Explica-se a euforia: pelas novas regras, o montante bilionário será rateado entre todos os Estados da federação, mesmo aqueles que não tenham uma gota de petróleo em seu subsolo, se o projeto for aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Lula. Ao Rio restarão, pelo novo critério, R$ 236 milhões, 3,2% do que recebe hoje.

Um valor que levará a economia estadual à bancarrota, na avaliação do governador Sérgio Cabral, do PMDB. Horas antes, ele liderava uma missão a Brasília. Tentou convencer congressistas a não votar a matéria e cobrou de Lula a promessa de empenho para resolver o assunto.  “Foi feito um linchamento contra o Rio de Janeiro. Um linchamento como nunca vi”, protestou Cabral, na quinta-feira 11.
 

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"Foi feito um linchamento contra o Rio de Janeiro, como eu nunca vi"
Sérgio Cabral, governador chora ao falar dos royalties perdidos


Derrotado, Cabral havia seguido à risca o que recomendara Lula: manter a discrição para não acirrar os ânimos. A estratégia falhou e a batata quente da guerra dos royalties do pré-sal passa agora para as mãos do presidente. Se o Senado aprovar a proposta como está, o texto vai à mesa de Lula e ele poderá vetá-lo, opção anunciada pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza.

“O presidente não terá condições de sancionar a medida”, afirmou. Para Lula, vetar significará ficar em oposição a 369 deputados e assumir o risco elevado de ver a decisão derrubada pelo Congresso. Por outro lado, sancionar o projeto representaria a quebra definitiva da promessa feita a Cabral. “Não vetar pode deixar Lula numa situação delicada. Cabral tem sido um cabo eleitoral fiel à ministra Dilma, que pode perder um palanque importante para as eleições”, diz David Fleischer, cientista político da Universidade de Brasília.

 


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Crédito: Roberto Castro/Ag. Istoé

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  • ARIVALDO VASCONCELOS DE MELO

    em 18/03/2010 18:00:57

    O LULA COMO PERNAMBUCANO. DO INTERIOR, SOFREU NA CARNE ESSA TROCIDADE E DESCRIMINAÇÃO DOS NORDESTINOS E SULISTA. LEMBRA A GUERRA DA SUCESSÃO NOS SULISTA E OS YANQUES, NOS ESTADOS UNIDOS.

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    • ARIVALDO VASCONCELOS DE MELO

      em 18/03/2010 17:52:05

      o rio e outros estados produtores, que receberam dinheiro do petroleo. más, esses mesmos estados não investiram na área social. o presidente tem uma visão lógia. sendo que, o petroleo não pertence a nenhum estado. pertence ao brasileiros. por isso, deveriam criar um fundo para os municipios.

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