ECONOMIA
Nº edição: 587 | 31.DEZ.08 - 10:00 | Atualizado em 20.05 - 16:46
Nem a toyota escapou
Crise financeira afeta os países asiáticos e contamina a montadora, que prevê o primeiro prejuízo desde a década de 1940
CONSIDERADA UMA ILHA de excelência em comparação com as montadoras americanas, a japonesa Toyota anunciou na segunda- feira 22 que deverá encerrar o exercício 2008-2009 com prejuízo operacional de até US$ 1,69 bilhão. Se confirmados os prognósticos negativos, será a primeira vez, desde 1940, que o balanço da fabricante de veículos fecha no vermelho. "A companhia enfrenta uma crise sem precedentes", reconheceu Katsuaki Watanabe, presidente da Toyota, durante entrevista coletiva. Segundo ele, para estancar as perdas a empresa decidiu congelar investimentos em ampliação de capacidade, além de dispensar uma parte da força de trabalho. Antes da deterioração dos números, a montadora já havia suprimido três mil postos de trabalho das fábricas situadas no arquipélago. Os problemas da Toyota se devem aos efeitos diretos da crise vivida pelas economias dos Estados Unidos e da Europa. Apenas a valorização da moeda local, o yen, ante o dólar e o euro terá um impacto negativo de US$ 2,2 bilhões nas contas da fabricante de veículos. A notícia surge três dias após o Parlamento japonês ter aprovado mais um megapacote, de US$ 54 bilhões, elevando para US$ 255 bilhões a verba destinada a reaquecer a economia do país.
Tentativas semelhantes vêm sendo feitas pelos demais países da região, como China, Coréia do Sul e Cingapura. Em todos os casos, a queda na atividade econômica é resultado direto dos problemas vividos pelos Estados Unidos desde meados de 2007, quando explodiu a crise dos empréstimos de risco no segmento imobiliário, conhecidos como subprime. A queda da demanda causou um efeito dominó em todo o mundo. Isso porque os EUA são a maior economia do globo e os principais parceiros comerciais dos países asiáticos.
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